Futurista, e sem temática afro-brasileira, a Mocidade abre a terceira noite de desfiles na Sapucaí

Por Isabelle Melissa

 

Com alas que foram desde a Idade da Pedra até a uma realidade futurista, a Mocidade destacou sua preocupação com a natureza e o nosso futuro aqui na Terra.

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Mocidade Foto: Bruno Jordão

A Mocidade Independente de Padre Miguel, que veio com o enredo futurista, e uma viagem intergaláctica para refletir sobre o futuro da humanidade, entrou na Sapucaí, nesta terça-feira feira (4), última noite de desfiles do Carnaval 2025 do Rio de Janeiro, cantando sobre a cobiça do homem e o futuro do planeta. A escola da zona Oeste do Rio de Janeiro também fez referências às queimadas, à inteligência artificial e às ciências. O desfile girou em torno da reflexão sobre o futuro da nossa juventude e o futuro do planeta.

“Quem há de arcar com as consequências?” é a pergunta que ecoou na avenida e que está presente no samba-enredo ‘Voltando Para o Futuro – Não Há Limites Pra Sonhar’. Com um desfile que te faz querer viajar com a Verde e Branco de Padre Miguel, e um samba que não sai da sua cabeça, a Mocidade veio para sonhar com o título, mas também para mostrar compromisso com as causas sociais, principalmente com a natureza. A Mocidade trouxe diversas alas temáticas fazendo referência ao filme M.I.B – Homens de preto e ao desenho Os Flintstones. Foi uma das poucas escolas do Grupo Especial que não tem a temática afro-brasileira neste Carnaval.

Mocidade Foto: Bruno Jordão

Todas as alas foram bem divididas. Desde a Idade da Pedra, com Os Flintstones, passando pela galáxia, representado por estrelas e por astronautas, e também relatando os Ovnis, até chegar nos dias atuais. E nos dias atuais, vimos o avanço da tecnologia, o descaso com a natureza, e o carro alegórico dos dias atuais, que foi representado por crianças, que é a juventude da qual a Mocidade externou uma das principais preocupações.

O destaque da noite ficou com a Tati Minerato, que fez sua estreia na Mocidade, e desfilou como “A Guardiã do Ápeiron”, representando o imortal e o infinito. A fantasia remete a um conceito filosófico grego. A fantasia remete também ao tecnológico, e em entrevista ao portal do G1, Minerato disse: “Sou uma musa ciborgue”, e segundo a musa, a fantasia custou cerca de R$50 mil.

 

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