Braza e Helio Bentes transformam a Lapa em baile solar no Circo Voador

A promessa era transformar a Lapa numa pista onde pensar e dançar fossem a mesma coisa. Na noite do último sábado (11), o Circo Voador cumpriu o combinado com o público carioca: o BRAZA voltou ao palco da casa com o peso de quem retorna sabendo o que cresceu.
A abertura ficou por conta de Helio Bentes, vocalista do Ponto de Equilíbrio, que chegou ao palco com uma carga especial. O cantor celebrou os 10 anos do seu projeto solo “OHB (Original Helio Bentes)”, que carrega forte influência do Africa Fusion e Afrobeat, e ainda mostrou em primeira mão a faixa inédita “Dá-me Fé” — uma estreia ao vivo que marcou a noite antes mesmo do headliner subir ao palco. Nos intervalos, DJ Tamenpi e Rootscidade Selecta assumiram a pista, mantendo o baile aquecido do começo ao fim.

Quando o Braza finalmente ocupou o palco, o conceito do álbum ganhou corpo. O novo trabalho, “Baile Cítrico Utrópico Solar”, nasce entre o pensamento e o movimento, entre a crítica e o rebolado, entre o sol na pele e a cabeça fervendo de ideia. No repertório, canções do disco como “Magnética”, “Te Encontrar” e “Vai Dar Bom” dividiram espaço com clássicos dos cerca de dez anos de carreira da banda, como “Ande”, “Jaya”, “Segue o Baile” e “Selecta”.
Com fortes influências do reggae jamaicano e suas vertentes, o disco marca uma fase mais madura do quarteto, formado por Danilo Cutrim (guitarra e voz), Vitor Isensee (teclados e voz), Pedro Lobo (baixo e voz) e Nícolas Fassano (bateria). O reggae, o dub e os grooves característicos da banda se misturam a novas texturas sob a produção de Iuri Rio Branco, que adiciona camadas contemporâneas sem tirar a essência coletiva do grupo.
A turnê segue. No dia 5 de junho, o Braza se apresenta no Carioca Club, em São Paulo, para dar continuidade a esse baile.
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