CCJF e FUNARJ inauguram exposição Coleção Ingá: Brasil plural com obras de Di Cavalcanti, Volpi e Mestre Guarany

“Por ter sido formada ao longo de décadas, essa exposição reúne uma variedade de expressões e produções que nos inspiraram a fazer esse recorte curatorial que celebra a nossa pluralidade. No Brasil, muitas vezes, os acervos públicos ou em comodato em dispositivos culturais são tratados como uma pedra no sapato, quando na verdade eles representam não só um patrimônio do povo, mas também a possibilidade da população de ter acesso à arte, à cultura e ao pensamento brasileiro. Reconhecer e tornar pública a relevância da Coleção Ingá, entre tantas outras, é também reafirmar a importância do papel transformador da arte em realidades, identidades, pertencimentos e no estímulo de práticas de cidadania”, pontua Peixoto.

 

Brasil em Quatro Fases/ Di Cavalcanti

No ano em que celebra seu jubileu de prata, o Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) abre suas galerias para a exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, realizada em parceria com a FUNARJ. A mostra reúne mais de 200 obras de arte do acervo do Museu do Ingá, em Niterói, e estará aberta ao público de 8 de julho a 27 de setembro de 2026, com entrada gratuita. Com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, a exposição apresenta pinturas, esculturas, gravuras e objetos que percorrem os séculos XIX e XX, incluindo nomes fundamentais da arte brasileira como Alfredo Volpi, Oswaldo Goeldi, Emiliano Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Emeric Marcier e Mestre Guarany. Organizada em seis núcleos temáticos, a mostra aborda desde o convívio da fé e os sincretismos culturais até registros da vida cotidiana e paisagens brasileiras ao longo dos tempos. Entre os destaques estão Brasil em 4 fases, de Di Cavalcanti, e o conjunto Embarcações com Índios, de Carybé. Além de ampliar o acesso ao acervo do Museu do Ingá, a exposição reforça o papel transformador da arte como ferramenta de reflexão e cidadania. Para celebrar seus 25 anos, o CCJF destaca a diversidade cultural como eixo central da mostra, reafirmando seu compromisso com a democratização da arte e da memória.

 

“Trata-se de um acervo valioso, patrimônio do povo fluminense, e a curadoria buscou uma abordagem temática valorizando diversas escolas, técnicas e períodos artísticos. Assim, arte clássica e arte moderna convivem e estabelecem diálogos curiosos e sensíveis entre tempos e olhares que acentuam a atemporalidade da ação artística”, destaca Lontra.

 

O Poente I/ quadro de Oswaldo Goeldi

São artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares, registros de sincretismos e resistências. A proposta do projeto é apresentar uma nova identidade para esse grande acervo. A escolha do nome, Coleção Ingá: Brasil plural, além de reforçar a localidade do museu, em Niterói, surge como reconhecimento da importância da natureza como elemento de integração e construção da identidade nacional, demonstrando a pluralidade da criatividade e diversidade da arte brasileira. De acordo com os curadores, a mostra reforça ainda o entendimento do papel transformador da arte como ferramenta capaz de ampliar percepções, transformar paradigmas e estabelecer novas conexões entre os indivíduos e a sociedade.

Além disso, a exposição também amplia o acesso público ao acervo preservado pelo Museu do Ingá, administrado pela Funarj, colocando em circulação obras fundamentais da arte brasileira em um dos equipamentos culturais mais importantes da capital fluminense, o CCJF.

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“Para celebrar seus 25 anos, o Centro Cultural apresenta a exposição Brasil plural. A escolha sintetiza a trajetória da instituição que, fiel a seus princípios norteadores, valoriza a diversidade de vozes e manifestações culturais que compõem a sociedade brasileira. Ao trazer essa multiplicidade, a exposição aponta para os próximos 25 anos de uma instituição cada vez mais aberta aos encontros de arte e cultura, memória e território, justiça social e cidadania”, ressalta Ricardo Horta, diretor-executivo do CCJF. 

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Diversidade de obras e acessibilidade na mostra

Sob essa ótica, a Coleção Ingá: Brasil plural organiza-se por meio de seis núcleos que ocupam as galerias do 1º e 2º andares do CCJF. Entre os destaques, estão as obras Brasil em 4 fases, de Di Cavalcanti, e o conjunto de quadros Embarcações com Índios, de Carybé. São eles:

  • O Convívio da Fé, que propõe um diálogo entre os sincretismos e manifestações culturais que debatem a construção da imagem do santo — utilizando representações de São Sebastião ao longo da história — como símbolo de fé, luta e resistência;

  • Essa Gente Brasileira, que reúne obras que levantam questões de pertencimento e identidade nacional, refletindo a diversidade de origens, histórias e experiências;

  • Matriz Popular, dedicado às produções artísticas de origem popular, que revela a capacidade do povo brasileiro em transformar a realidade do dia a dia em arte;

  • Matriz Expandida, que destaca a tradição da gravura e da produção gráfica brasileira, apresentando importantes conjuntos de obras e matrizes — com destaque para as xilogravuras de Goeldi — que evidenciam a pesquisa técnica e a experimentação artística;

  • Imagens Cotidianas da História, conjunto de pinturas de Marcier que refletem a vida cotidiana através de diferentes temporalidades e geografias, articulando-se como um retrato expandido da vida urbana brasileira a partir do Rio de Janeiro;

  • A Paisagem através dos Tempos, núcleo com obras que percorrem os últimos dois séculos da história brasileira, revelando transformações sociais, culturais e estéticas por meio da relação íntima do país com sua paisagem natural. Trata-se de um passeio pela natureza tropical e pelas transformações que revelam ao público um panorama do Brasil através dos tempos.

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Obra de Carybé/ “Embarcações com Índios”

Além da visitação mediada tradicional, a exposição também vai apresentar medidas de acessibilidade para a comunidade surda. Todas as quintas-feiras, a partir das 15h, mediadores do programa Arte e Cultura Para Todos, da Funarj, estarão disponíveis para o atendimento e visita de pessoas com deficiência auditiva. A iniciativa vai ao encontro do objetivo da exposição de apresentar um Brasil plural para o público geral, disponibilizando para todos as diferentes vertentes culturais que formam a identidade brasileira.

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“Com a celebração do acordo de cooperação com o Centro Cultural Justiça Federal, a Funarj está cumprindo a missão de oferecer a arte e a cultura para o maior número de pessoas. As pessoas que frequentam o CCJF talvez não conheçam o acervo do Ingá, que é riquíssimo e de uma cultura fantástica. Além de todo o trabalho de acesso ao acervo que a Funarj detém, acabamos de implementar o Arte e Cultura para Todos, um programa de acessibilidade feito com e para a comunidade surda. Poder implementá-lo também no CCJF é mais uma oportunidade para uma comunidade que tanto pleiteia esses espaços, essas oportunidades”, afirmou Jackson Emerick, presidente da Funarj.

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Acordo entre CCJF e FUNARJ — Em 2025, o CCJF e a FUNARJ assinaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento e a execução conjunta de projetos culturais, artísticos, educacionais e patrimoniais. A exposição Coleção Ingá: Brasil plural é o primeiro fruto desse importante convênio entre as instituições. A parceria simboliza a união de forças em prol da valorização da arte, da memória e do patrimônio cultural do estado do Rio de Janeiro. É um compromisso de todos os envolvidos com a democratização do acesso à arte, à história e ao conhecimento.

 

Serviço

  • Exposição: Coleção Ingá: Brasil plural
  • Período: 08/07 a 27/09/2026
  • Horário: terça a domingo, das 11h às 19h
  • Local: Centro Cultural Justiça Federal – CCJF
  • Endereço: Avenida Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro (entrada também pela Rua México, 57)
  • Entrada: gratuita

 

 

Fontes: Comunicação Funarj/ Comunicação CCJF

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