AMAZÔNIA – Durante período da COP30, VENUSTO e vozes indígenas lançam manifesto ancestral e climático na levada do carimbó
O EP, que estreou no 21 de novembro, é uma ponte entre o cerrado e o Norte do país. Com o pulsar de Thais Kokama, a força de Clara Potiguara e beleza de Pym Pym, AMASSUNU nos convida a refletir sobre aquilo que mais importa.
Escute “Amassunu” nas plataformas digitais

“Amassunu” (ou “ruído das águas”, em tupi) não é apenas o novo lançamento do artista, ator e diretor Venusto; é um manifesto. Chegando às plataformas digitais em 20 de novembro de 2025, a obra se coloca no centro do debate cultural e ambiental ao ser lançada dentro do período da COP30 em Belém do Pará. Aos 40 anos, Venusto consolida sua trajetória das Artes Cênicas para o som, entregando um EP que transcende o formato de trilha sonora. O trabalho é um convite à escuta que o artista define como um “movimento vital de retorno à origem”.
Amassunu é um tratado; um acordo com o tempo, com a natureza e principalmente com o próprio corpo. O EP une uma sequência de canções sensoriais que transmitem, com singularidade, a essência da vida humana.
Longe de celebrar as memórias como simples nostalgia, cada música visa conectar o ouvinte ao seu eu criança, sua comunidade, sua cultura, e, principalmente, à vida como ela é. Amassunu é um brinde à vida, à floresta, à lembrança e ao “eu menino” que espera ansiosamente pela felicidade comprada na volta.
Ao lado de Clara Potiguara e Thais Kokama, Venusto celebra a ancestralidade indígena, as canções populares, o ativismo ambiental e a presença dos povos originários no cenário cultural brasileiro. Em Amassunu, a música é o território e a memória é o alimento.
Na penúltima faixa, Junto do duo experimental Pym Pym, Venusto embarca em uma travessia sonora que conecta o Cerrado à Amazônia. A canção é um rito poético de união entre corpo, água e afeto: nasce das primeiras gotas que rompem o solo seco e seguem o curso das águas rumo à floresta, como metáfora do amor e do renascimento.
O disco se equilibra entre o carimbó e o canto ritual indígena que convida ao recolhimento. De um lado, o ritmo dançante, do outro, a contemplação do sublime e do sagrado. Suas canções visam celebrar a união entre o humano e o natural: Amassunu surge como um grito que ecoa a importância da natureza em um mundo completamente cercado por uma selva de pedra.
Faixa a faixa na voz do
Em “Beira do Rio”, o convite é ao silêncio
Já em “Guyraetê”, somos
Em “Pyngos”, o feminino e o natural se entrelaçam — as vozes de Joana Carvalho e Camila Becker se fundem em um canto que é também chuva, rio
Em “Tacacá, Maniçoba e Açaí”, a música é também
Sobre os artistas

VENUSTO
Nascido e radicado em Brasília (DF), Venusto (40) é um artista de trajetória

THAIS KOKAMA
Artista visual, produtora e
CLARA POTIGUARA

Cantora e compositora
PYM PYM

O duo Pym Pym, formado pelas
Ficha Técnica
EP AMASSUNU – Trilha Sonora Original do Filme Amassunu
Ano: 2025
Formato: EP digital
Produção independente
FAIXAS
- Beira do Rio
Voz: Thais Kokama e Venusto
Letra e Música: Thais Kokama
Percussão: Venusto
Violão: André Chayb
- Guyraetê
Voz: Venusto e Clara Potiguara
Letra: Clara Potiguara, José Romildo Araújo da Silva, André Chayb, Venusto e Camila Araujo
Música: André Chayb, Camila Araujo e Venusto
Violão: André Chayb
- Pyngos
Letra: Joana Carvalho, André Chayb e Camila Becker
Voz: Joana Carvalho, Camila Becker e Venusto
Guitalelê: André Chayb
Percussão: Janari Coelho
Cordas: Débora Zimmer
- Tacacá,Maniçoba e Açaí
Voz: Venusto
Percussão e Banjo: Marcelino Santos
Letra: Venusto
Música: Venusto e André Chayb
Violão: André Chayb
Créditos Adicionais
Produção Musical: André Chayb
Gravação, Mixagem e
Direção geral e Produção
Por AGÊNCIA ASSESSART