Carnaval do Oscar: primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro será lembrada pela vitória do filme “Ainda Estou Aqui”

Enquanto os brasileiros, espalhados pelo Brasil, estavam na torcida para que o filme “Ainda Estou Aqui” ganhasse o Oscar, em Los Angeles, que começou por volta das 21h, neste domingo, 2 de março, no Rio de Janeiro começava o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial pelo Carnaval 2025. Numa noite, onde os torcedores, pois parecia final de campeonato de futebol, foram a loucura, e a vitória do filme de Walter Salles, que concorria em 3 categorias, mas levou na de melhor filme Internacional, entrou para história do cinema brasileiro, as escolas de samba Unidos de Padre Miguel, Imperatriz Leopoldinense, Viradouro e Mangueira, deixavam suas marcas na Avenida Marquês de Sapucaí.

Foto: Bruno Jordão
Mesmo com muitos desafios para conseguirmos fazer uma cobertura fotográfica do maior espetáculo da Terra, registramos a Unidos de Padre Miguel, primeira escola a despontar na Sapucaí. Padre Miguel, que veio com o enredo sobre o reino africano de “Egbé Iyá Nassô”, onde celebrou a resistência negra e o poder feminino na fé e na identidade cultural,e mesmo com o susto inicial em um dos carros alegóricos, entregou um desfile emocionante.

Foto: Henrique Nascimento
Enquanto a vice-campeã do carnaval 2024, a Imperatriz Leopoldinense, que veio com o enredo “Ómi Tútú ao Olúfon: Água Fresca para o Senhor de Ifón”, onde narra a lenda africana da visita de Oxalá ao reino de Xangô, levantava o público na arquibancada, “Ainda Estou Aqui” faturou o Oscar de melhor filme Internacional, em Los Angeles, levando os brasileiros à loucura e marcando a história do cinema brasileiro. Ao final do desfile da escola de Ramos, que fez uma exibição deslumbrante e cheia de emoção, foi anunciado que o país tinha entrado para a história do cinema mundial. Nas arquibancadas, a torcida comemorava com gritos e palmas, parecia gol do Brasil – na verdade foi um golaço – Apoteótico!

Foto: Henrique Nascimento
A Unidos do Viradouro, atual campeã, que com o enredo “Malunguinho: O Mensageiro de Três Mundos”, homenageou Malunguinho, um líder quilombola do Norte de Pernambuco, que lutou pela liberdade de seu povo e é uma figura central na religião Jurema, com um espetáculo grandioso e emocionante, que conseguiu transmitir a força e, a resistência, para os foliões brasileiros.

Foto: Bruno Jordão
Já a Mangueira, que encerrou a primeira noite com um desfile vibrante e cheio de energia, celebrou a herança da cultura banto no Rio de Janeiro, destacando a importância das crianças, ou “crias”, como elo principal dessa tradição com o enredo “À Flor da Terra, no Rio da Negritude entre Dores e Paixões”. Uma escola que destacou a renovação da cultura banto e a transmissão de conhecimento entre gerações, como elementos centrais do seu desfile, enfatizando a importância de manter viva a cultura banto, mas não somente dessa cultura. O enredo da Mangueira nos faz perceber a importância de compartilhar conhecimento, histórias e saberes com a nova geração.
Nesta segunda, dia 3 de março, passam pela Avenida, Unidos da Tijuca, Beija-Flor, Salgueiro e Vila Isabel.
Confira as fotos:

































































































