MÃE: maior amor do mundo
Por Nilber Ferreira

O Rei Salomão precisou, numa ocasião, julgar a causa de duas mulheres que haviam dado à luz. Dormindo na mesma cama, em uma noite, uma das mulheres, dormiu sobre o seu filho recém-nascido, sufocando-o acidentalmente, matando bebê. O embate entre as duas, pela posse da criança, chegou à presença do rei. O monarca judeu, decidiu dividir a criança, que estava viva, em duas partes, e entregar uma metade para cada mãe, e assim, testou a maternidade daquelas mulheres. “Pode dividir Rei, não será meu nem dela”, externou uma delas. A segunda mulher, abdicou o direito de SER MÃE, para evitar a morte do seu filho: “Melhor ele com ela, do que morto”. Este ato demonstrou a identidade da verdadeira mãe. O sábio Rei, entregou o filho para a mãe autêntica.
A maternidade tem a essência do altruísmo, do desapego de si mesma, de deixar de lado tudo para seu rebento ter provisões, ter descanso, ter um refúgio para dependência infantil, que um dia todos nós passamos. O calor, o carinho, o afeto de nossa querida mãe são insubstituíveis, não tem preço. Mãe, não ama pela metade, é aquela que ama de corpo, alma e coração. Todo filho, por maior que seja, poderoso ou importante, debaixo da Tutela de sua “mama”, é o filhote, em qualquer lugar do universo. Mãe, não é uma ciência exata. Parafraseando o sucesso “Pétala”, de Djavam, MÃE, é um amor que não cabe dentro da palavra “AMOR”, supera a gramática, a métrica e a fonética do próprio nome em si. O verbo AMOR, não cabe em si, “por ser amor, invade e Fim”.
A fêmea de uma espécie de gorila, chamada Bintu Jua, que significa “Filha do sol nascente”, em 1996, ficou conhecida por uma atitude comovente. A primata pegou no colo um menino que, acidentalmente caiu no seu habitat, no zoológico de Chicago, EUA. De maneira gentil e cuidadosa, deixou a criança na porta de acesso, para os tratadores virem resgatá-la. Guardou o pequeno, de qualquer investida dos outros gorilas, presentes no local. Podemos dizer que, nesse caso, essa mãe é o bicho!
A maternidade, seja em qual for a espécie, não nega o seu DNA, sua genética, tão somente feita de cuidado com sua cria, seu rebento, seu filho, sua cópia, sua descendência. A nomenclatura pouco importa, é o jeito tão dela, que chama o seu fruto, sua herança. O maior AMOR do mundo, cabe dentro de um colo de mãe. Nessa data especial, que Deus abençoe todas as mães do Brasil e do mundo, e, que esse sentimento fluente e afluente das nossas matriarcas, possa se multiplicar por esse planeta, nestes dias de tantas lutas. Festejemos com ELAS, este dia lindo!
FELIZ DIA DAS MÃES!
Fontes:
Bíblia (I Reis, Cap. 3)