Coordenadoria da Prefeitura do Rio recria o projeto “Damas” para a inserção social dos transgêneros na sociedade

Os travestis e transexuais no Brasil não podem estar relacionados à prostituição, criminalidade e marginalidade. Na sociedade atual, precisam ser vistos como iguais, pois possuem necessidades como qualquer cidadão. Precisam trabalhar para suprirem suas necessidades e sobreviver nesta selva de pedra. Mas nem sempre é fácil encontrar emprego, pois ainda sofrem preconceito em pleno ano de 2017. Por isso na maioria das vezes acabam se entregando ao trabalho informal ou alguns acabam sendo obrigados a se prostituir para se manter financeiramente. Neste domingo, 29, foi comemorado o dia da visibilidade trans, uma busca para a inserção social dos transgêneros na sociedade.
A nova gestão da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS-RJ) da Prefeitura do Rio de Janeiro recriou o “Projeto Damas”, que tem como meta recolocar profissionais trans, no mercado de trabalho. Sejam socialmente mulheres travestis, ou transexuais que, por razão do preconceito, são postas à margem da sociedade e excluídas como cidadãs. O Decreto Municipal 33816/11 dispõe sobre a inclusão e uso do nome social de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração direta e indireta. Beatriz Cordeiro, supervisora do projeto explica que pretendem ampliar os currículos dessas pessoas com cursos de ouvidoria e gestão administrativa, e ainda pretendem buscar uma aproximação com universidades e escolas técnicas. A supervisora já se submeteu à cirurgia de transgenitalização e à requalificação civil, afirma que são contribuintes, eleitoras, trabalhadoras, empreendedoras, filhas, filhos, irmãs e irmãos. “É preciso ser funcional. E para isso, devemos melhorar”, conclui.

Nélio Georgini, coordenador especial da diversidade Sexual do Rio, CEDS-Rio, diz que é preciso vencer as resistências, estimular os talentos, de empreendedoras, de profissionais dispostos a mostrar seu valor para a sociedade e, e muitas vezes, para si mesmos. Ele ainda explica que com a ajuda das secretarias de saúde, educação e assistência Social, cidadãos trans têm acesso ao programa de atenção básica primária de saúde, porta de entrada para qualquer tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS) e oportunidade de estudar. Juntas, essas secretarias compõem o cronograma de aulas do Damas. “Significaremos a inclusão daqueles que estão em busca do seu direito de ser feliz”, conclui Nélio.