007 – Sem Tempo Para Morrer: com muita ação, cenários de tirar o fôlego e gosto de saudade, estreia nesta quinta(30)

Por Rogério Fidalgo

Após 15 anos Daniel Craig se despede de “Bond, James Bond”.

Não deixe de levar lenços de papel, pois será difícil segurar a emoção 

 

Daniel Craig | Francois Duhamel – © Skyfall2011 Danjaq, LLC, United Artists Corporation, Columbia Pictures Industries, Inc. All rights reserved.

O filme “007 – Sem Tempo Para Morrer”, chega aos cinemas neta quinta (30), com o tom de despedida em todos os aspectos, a começar pelo ator Daniel Craig. O galã, que já havia anunciado que esse viria a ser seu último filme como o agente secreto- a serviço de sua majestade com licença para matar, que sempre ostentou carros de luxo, figurinos elegantes, belas mulheres a sua volta, entre outras ostentações. Desde “007 – Spectre“, já aparentava ser a despedida do ator, desse icônico personagem criado por Ian lemming, pois ele havia deixando o MI-6 para se tornar um homem normal, com uma mulher, para quem sabe construir uma família. Muito foi especulado sobre a possibilidade de um novo nome para se tornar James Bond, que já foi estrelado por Sean Connery, Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan, desde a ideia de trazer um ator negro, ou uma atriz como a personagem principal, mas teve inovação e veio com uma mulher negra para aderir a marca 007, a agente Nomi (Lashana Lynch), ganhou o número, e vem a ser a principal espiã do serviço britânico.

Quando Daniel Craig assumiu o papel do espião britânico em “007 – Cassino Royale(2006)”, se iniciou a jornada de como ele se tornaria o 007, e entregaria o motivo pelo qual ele vêm a ser e que buscava o mínimo de consolo, pela traição que havia sofrido. Em “007- Skyfall“, já aparentava querer uma vida em um local tranquilo, que não chamasse tanta atenção fora da cidade grande.

Quem aparece para mostrar seu lado vilão é Rami Malek (vencedor do Oscar por Bohemian Rhapsody) como Lyutsifer Safin, que não teve muito tempo de tela valorizado para vir a trazer James Bond de volta da aposentadoria. Outra atriz que teve pouco tempo de tela, foi Ana de Armas. Já Lea Seydoux, que retorna como a Madeleine Swan, consegue trazer a essência de sua personagem bem ao estilo de suas performances que estamos acostumados a ver, assim como Blofeld (Christoph Waltz) que havia atuado com a atriz no filme Bastardos Inglorios(2009), de Quentin Tarantino.

Esse projeto teve problemas desde o seu inicio, a começar pela pandemia, que tirou o projeto de ser lançado em 2020, e pela troca de diretores de Danny Boyle por Cary Joji Fukunaga, que nos deixa a dúvida se essa troca foi correta, e se o novo diretor escolheu o final certo para o filme, junto com os produtores e roteiristas. Mais uma vez, o tema de abertura parece ter sido escolhido como uma meticulosidade para que seja um dos pontos fortes do filme, e quem ficou a cargo dessa responsabilidade foi a cantora Billie Eilish. Vale lembrar que os últimos filmes haviam recebido o Oscar de melhor canção para Adele e Sam Smith. Sem falar na fotografia, como sempre, um show a parte. 

Para concluir chegamos ao momento da despedida, pois se essa franquia se encerra nos seus padrões, para ser inovada, veremos o que vai ser feito para o futuro, o 25º filme da franquia soa com um tom de adeus em tudo, e para aqueles que esperam pela famosa surpresa das cenas pós-créditos, não esperem nenhuma cena, apenas uma mensagem por escrita: “James Bond vai voltar“.

Nota para o filme 8

 

 

 

 

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