Copa do Mundo: 5 dicas para não ficar rouco torcendo pelo Brasil

Otorrinolaringologista alerta que excesso de gritos, álcool, cigarro e desidratação podem aumentar os casos de fadiga vocal e laringite durante os jogos

 

Por IA

Em época de Copa do Mundo, gritos, cantorias e horas torcendo em ambientes barulhentos acabam aumentando os casos de rouquidão, dor na garganta e fadiga vocal nos consultórios de otorrinolaringologia. Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista e otorrinopediatra da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), explica que o problema acontece porque as cordas vocais sofrem um impacto repetitivo e intenso durante os jogos.

 

“Gritar de forma exagerada sobrecarrega muito as pregas vocais, principalmente quando isso vem acompanhado de álcool, pouca hidratação, noites mal dormidas, cigarro e ambientes com ar-condicionado. É muito comum vermos pacientes com rouquidão e até perda temporária da voz após períodos de grande esforço vocal”, explica.

 

A especialista alerta que o abuso vocal pode provocar desde inflamações simples até lesões mais sérias nas cordas vocais, como nódulos e pólipos.

 

Cuidados para não ficar rouco durante a Copa
 

1-Hidrate-se antes, durante e depois dos jogos
A água ajuda a manter as pregas vocais lubrificadas e reduz o impacto do esforço vocal.

2-Evite competir com o barulho da TV ou do ambiente
Quanto mais alto o barulho ambiente, maior a tendência de forçar a voz sem perceber.

3-Tente controlar gritos muito prolongados
Explosões rápidas costumam ser menos agressivas do que longos períodos falando ou gritando sem pausa.

4-Modere álcool e cigarro
As substâncias irritam diretamente a mucosa da garganta e aumentam o risco de inflamação.

5-Se ficou rouco, descanse a voz
Persistir falando alto mesmo com rouquidão pode piorar a lesão vocal.

Outro alerta importante envolve o uso de pastilhas e sprays para a garganta. Segundo a médica, muitos desses produtos têm efeito anestésico e acabam mascarando os sintomas. “A pessoa sente um alívio momentâneo e continua forçando a voz sem perceber o dano que está causando”, explica a Dra. Roberta.

Quando procurar ajuda médica? Rouquidão persistente por mais de 15 dias, dor para falar, falhas na voz ou perda importante da capacidade vocal merecem avaliação médica.

 

“A Copa passa, mas a sua voz fica. É possível torcer, vibrar e comemorar sem colocar a saúde vocal em risco”, finaliza.

 

Foto: Arquivo Pessoal

A Dra. Roberta Pilla é médica otorrinolaringologista com ampla experiência em atendimento de adultos e crianças, atuando nas áreas de otorrinolaringologia geral, laringologia e voz, distúrbios da deglutição e via aérea pediátrica. Graduou-se em Medicina pela PUCRS, em Porto Alegre, em 2003, e realizou pesquisa laboratorial em cirurgia cardíaca na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, em 2004. Obteve o título de especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) em 2009 e concluiu o mestrado em Cirurgia pela UFRGS entre 2012 e 2016.

Sua trajetória inclui participação ativa na ABORL-CCF, onde integrou a diretoria em 2016 e atuou no Comitê de Educação Médica Continuada entre 2017 e 2022, sendo presidente do comitê de 2019 a 2020 e secretária de 2021 a 2022.

Em São Paulo, exerce a medicina em instituições de referência, como o Hospital Infantil Sabará, os hospitais do Grupo Santa Joana e Pró-Matre, o CDB Diagnósticos, o Hospital Moriah e o ambulatório da Rede Record de Televisão.

Em resumo, a Dra. Roberta Pilla combina sólida formação acadêmica, experiência internacional em pesquisa e atuação clínica em hospitais de excelência, destacando-se como especialista em otorrinolaringologia com foco em voz, deglutição e via aérea pediátrica.

 

 

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