Junho Laranja: infertilidade e doenças ginecológicas silenciosas
“Falar sobre fertilidade é falar sobre planejamento reprodutivo. Muitas mulheres recebem informações sobre contracepção, mas poucas entendem como a fertilidade muda ao longo dos anos”, explica Dra. Graziela Canheo Ginecologista Especialista em Reprodução Humana da La Vita Clinic.

A infertilidade é cada vez mais reconhecida como um problema de saúde pública mundial. Dados da ONU mostram que uma em cada seis pessoas enfrentará dificuldades para engravidar ao longo da vida. No Brasil, cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva convivem com esse desafio. Segundo a OMS, 40% dos casos têm origem feminina, 40% masculina e os demais 20% envolvem fatores combinados ou causas ainda não identificadas.
Doenças ginecológicas silenciosas
Muitas condições ginecológicas evoluem sem sintomas evidentes e só são descobertas quando a mulher decide engravidar. Entre as principais estão:
- Endometriose – inflamação crônica que pode comprometer ovários, trompas e útero. Sintomas como cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual e alterações intestinais relacionadas ao ciclo menstrual merecem atenção.
- Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) – altera a ovulação e dificulta a gravidez, especialmente quando associada à obesidade e resistência à insulina.
- Miomas e adenomiose – podem reduzir as chances de implantação embrionária e aumentar o risco de perdas gestacionais.
- Infecções ginecológicas e inflamações pélvicas – comprometem trompas e ambiente uterino, impactando diretamente a fertilidade.
“Cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, dor pélvica e alterações intestinais relacionadas ao ciclo menstrual merecem atenção”, alerta Dra. Paula Fettback Ginecologista Especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo em relação a Endometriose.
“Corrimentos persistentes, dor pélvica, sangramentos excessivos e desconfortos recorrentes nunca devem ser normalizados”, resume Dra. Graziela em relação as Infecções ginecológicas e inflamações pélvicas .
Além das doenças, fatores como adiamento da maternidade, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e estresse crônico também comprometem a fertilidade. O cigarro, por exemplo, acelera a perda da reserva ovariana e hábitos de vida inadequados interferem na qualidade dos óvulos.
“O cigarro acelera a perda da reserva ovariana e hábitos de vida inadequados interferem diretamente na qualidade dos óvulos e na ovulação”, destaca Dra. Paula Fettback.
Tratamentos e possibilidades
O diagnóstico precoce faz diferença nos resultados reprodutivos. Hoje, técnicas como indução da ovulação, inseminação intrauterina, fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos ampliam as possibilidades para mulheres diagnosticadas com essas condições.
As especialistas

Dra. Graziela Canheo (CRM 145288 | RQE 68331) – Ginecologista e obstetra, especialista em Reprodução Humana, graduada pela Universidade Metropolitana de Santos, com residência no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Possui títulos de especialista pela Febrasgo e em Colposcopia pela ABPTGIC, além de fellowship em Reprodução Humana pelo Instituto Idéia Fértil. É diretora técnica da La Vita Clinic.

Dra. Paula Fettback (CRM 117477 SP | CRM 33084 PR) – Ginecologista e obstetra, doutora em Ciências Médicas pela FMUSP, com residência no HC-FMUSP e estágio em Reprodução Humana na Universidade de Michigan (EUA). Médica colaboradora do Centro de Reprodução Humana Mário Covas do HC-FMUSP e membro da ASRM. Atua na Clínica MAE em São Paulo e possui título de especialista em Reprodução Assistida pela Febrasgo.
Fonte: UPDATE COMUNICAÇÃO