‘Dedo na Ferida’, de Silvio Tendler, leva o troféu de melhor documentário pelo Juri Popular do Festival do Rio

O cineasta parafraseou Glauber Rocha ao comemorar o Troféu Redentor  na 19º edição do Festival, concedido na cerimônia de encerramento, na noite de domingo (15)   

 

Foto: Divulgação

Na noite do último domingo (15), o cineasta Silvio Tendler foi premiado com o Troféu Redentor, do Festival do Rio pelo documentário “Dedo na Ferida”. O longa aborda a dominação do poderio econômico frente aos governos e à população.

O novo documentário aborda a influência do capital na política, também é uma crítica à política dominada pelo sistema financeiro. “Você não discute mais o dinheiro a serviço da produção”, diz Tendler, lembrando que se trata de um fenômeno mundial. 

 

“A importância de ganhar o prêmio pelo Júri Popular é toda. Como disse Glauber (Rocha), mais fortes são os poderes do povo. Vamos juntos nessa. Estamos muito orgulhosos de ter recebido este prêmio, por este júri”, disse Silvio logo após a cerimônia de premiação. 

 

O filme também é uma aula de economia que deixa claro que para 1% da população mundial, que detém o poderio econômico, uma crise não deve ser desperdiçada. É este pequeno grupo que, em nome dos interesses do grande capital internacional, comanda o destino dos recursos do planeta. Quebras de bolsas de valores, estouro de bolhas especulativas e a bancarrota de países que levam famílias para linha da miséria são oportunidades para aumentar o capital, o poder e a influência deste grupo. Eles são os donos do poder. 65 famílias têm, aproximadamente, a mesma riqueza que metade da população mundial. Bancos, seguradoras, fundos de investimento e elites econômicas navegam em uma esfera onde taxas de juros e dívidas de governos são a moeda mais forte. 

Em 48 anos de carreira, Silvio Tendler produziu e dirigiu cerca de 80 obras de cunho histórico e social entre curtas, médias e longas-metragens e séries. Licenciado em História pela Université de Paris VII, é mestre em Cinema e História pela École des Hautes-Études/Sorbonne. Desde 1979 é professor do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio. Tem mais de sessenta prêmios, entre eles seis Margaridas de Prata, da CNBB.

 

 

 

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