Viagem com propósito: o turismo de experiência em ascensão

O ato de viajar passa a ocupar um lugar profundo na trajetória pessoal, tornando-se parte da construção de identidade e bem-estar.

 

Imagem de Michaela por Pixabay

Viajar já não é apenas preencher o calendário de férias. O turismo de experiência e bem-estar vem ganhando força ao refletir uma mudança significativa no comportamento dos viajantes. Mais do que preencher o calendário de férias, viajar passou a ser parte de projetos pessoais de bem-estar, aprendizado e construção de identidade.

Os números confirmam essa virada. Em 2024, o turismo internacional superou 1,4 bilhão de chegadas, segundo a Organização Mundial do Turismo. Já o segmento de bem-estar movimentou US$ 830 bilhões em 2023, com projeções de expansão contínua. Mais do que volume, esses dados revelam um viajante que busca experiências planejadas, com menos improviso e mais significado.

Foto: Divulgação

Para Carmita Ribeiro, curadora de viagens de luxo e criadora do projeto Mala Vermelha pelo Mundo, viajar é também um movimento interno.

 

“Quando existe planejamento e curadoria, a experiência conversa com o momento de vida da pessoa e influencia como ela se percebe no mundo”, afirma.

 

Pesquisas reforçam essa tendência. O Traveller Value Index 2024, da Expedia Group, mostra que 76% dos viajantes priorizam experiências em vez de bens materiais. O dado sinaliza uma mudança no consumo: mais memórias e menos objetos.

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Carmita destaca que o planejamento não significa rigidez, mas preparo. Roteiros detalhados, compreensão do contexto histórico do destino e escolhas estratégicas de hospedagem e gastronomia ampliam o aproveitamento e reduzem riscos.

 

“A viagem pode ser descanso, celebração ou transformação. O que define o impacto não é a distância percorrida, mas a intenção colocada nela”, resume.

 

Com passaporte carimbado em mais de 65 países, a empresária observa que mulheres com maior autonomia financeira têm liderado decisões de viagem com foco em qualidade e propósito. Para ela, viajar é também um gesto de protagonismo.

Nesse cenário, a curadoria personalizada ganha espaço como ferramenta estratégica. Em vez de acumular destinos, o viajante organiza experiências que dialogam com seus valores e prioridades. O turismo de experiência consolida-se como escolha consciente, investimento em memória e ampliação de visão de mundo — reflexo de um consumidor que cresce não apenas em mobilidade, mas em maturidade.

 

Fonte: Lara Visibilidade e Estratégia

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