Casa Brasil inaugura programa de residência artística com artistas do Rio de Janeiro e Roraima
O centro cultural Casa Brasil, apresentado pelo Ministério da Cultura e Petrobras, lançou nesta semana seu primeiro programa de residência artística. A edição de estreia conta com a participação de dois artistas: Mayara, do Rio de Janeiro, e Rafael Pinto (Pérola), de Roraima.
Formada em História da Arte pela UERJ e moradora do Salgueiro, Mayara tem em suas criações influências das vivências no território onde nasceu e ainda reside, além de memórias familiares. Já Rafael Pinto, radicado em Boa Vista, é artista visual, curador, realizador audiovisual e professor. Doutorando em Educação pela UFRR, é fundador da Embuá Produtora Cultural, onde desenvolve projetos que articulam arte, educação e narrativas do Norte do Brasil.

Segundo a secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, a iniciativa simboliza um novo momento para o espaço cultural. “Entramos em uma fase mais democrática e plural, que abrange a cultura do nosso país com afeto e valorização das nossas raízes. A primeira residência artística é um compromisso com essa diversidade”, afirmou.
O artista visual, curador e realizador audiovisual Rafael Pinto (Pérola), radicado em Boa Vista (RR), tem se consolidado como uma das vozes mais ativas na cena artística contemporânea brasileira. Doutorando em Educação pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), ele é fundador da Embuá Produtora Cultural, dedicada a projetos interdisciplinares que unem arte, educação e narrativas da Amazônia.
Nos últimos anos, Pérola ampliou sua projeção nacional ao ser selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural (2024–2025) e integrar o Comitê de Indicação do Prêmio PIPA (2025). Também participa de mostras, exposições e ações formativas em arte e audiovisual em diferentes regiões do país.
Com nova identidade visual e reposicionamento, a Casa Brasil amplia sua atuação para fortalecer a brasilidade em sua programação. A reestruturação foi viabilizada pelo Programa Petrobras Cultural, por meio do edital Novos Eixos, na linha Ícones da Cultura Brasileira. A proposta foi uma das mais de 8 mil inscritas e garantiu à Petrobras o posto de patrocinadora oficial do espaço.
Para a diretora da Casa Brasil, Tania Queiroz, a mudança reforça a vocação do centro cultural. “O reposicionamento, a ampliação da programação e a transformação em Casa Brasil consolidam a missão da instituição de fomentar e difundir as artes carioca, fluminense e brasileira, sempre ancorada na diversidade, sustentabilidade e economia criativa”, destacou.
O projeto é coordenado pela V Arte. De acordo com o diretor da instituição, Jocelino Pessoa, a residência artística permitirá aos participantes desenvolver projetos com acompanhamento curatorial. “É a oportunidade de debater arte contemporânea e brasilidade, reunindo artistas de diferentes territórios e estimulando um diálogo público sobre os rumos da nova Casa”, disse.
A residência conta ainda com parceria do Congá, antigo Belga Hotel, responsável pela hospedagem dos artistas durante a estadia no Rio. Localizado no Centro da cidade, o espaço também tem atuado na valorização da cultura afro-brasileira e da diversidade.
Para Amina Bawa, responsável pela comunicação estratégica do Congá, a colaboração reforça o movimento de revitalização cultural da região central. “Estamos empolgados com a possibilidade de acolher artistas e estabelecer sinergias com a Casa Brasil, fortalecendo nossa missão de reposicionar o Congá como um espaço de acolhimento e celebração da brasilidade”, afirmou.