Dr. Babalawô Ivanir dos Santos lamenta incêndio do Museu Nacional do Rio

Estamos todos de luto pela cultura brasileira que se esvaiu em chamas e se transformou em tristes cinzas.  

 

 

Ivanir dos Santos
Foto: Brunno Rodrigues

Na noite do dia 2 de setembro, as chamas silenciosamente que consumiam pouco a pouco o Museu Nacional do Rio de Janeiro nos sufocou à distancias. Do norte ao sul do país o sentimento de perda inestimável foi aos poucos ganhando contornos nas redes sociais e, por através dos meios de comunicação foi possível ver a imponência majestosa se transformar em lapsos de memórias em chamas. Sim, o Museu Nacional está em chamas!

Localizado no interior do parque da Quinta da Boa Vista,  o Museu, que  estava  instalado no Palácio de São Cristóvão, integrava todo o bi cenário mnemônico  no Brasil. Tombado em 1938 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Museu  reunia todas as classes e diversidades sociais e de identidade seja em dias ‘comuns’ ou nas datas nacionais festivas. 

Foto: Vitor Abdala/Agência Brasil / MF Press Global

Além ser uma das sedes de estudos e  pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o museu abrigava um acervo com mais de 20 milhões de itens, englobando alguns dos  mais significantes registros da memória brasileira no campo das ciências naturais e antropológicas, como  também  um amplos e diversificadas coleções originários de diversas regiões do planeta, e/ ou produzidos por povos e civilizações antiga. 

Dentre elas, Luzia, o fóssil  humano mais antigo encontrado no Brasil– encontrado em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Mesmo consumido pela chamas, não podemos nos esquecer o Museu Nacional foi uma das maiores vitimas dos descaso com a nossa cultura e memória nacional. Pois, mesmo localizado na cidade do Rio de Janeiro, o Museu é de TODOS NÓS. 

 

 

 

Por: Ivanir dos Santos

Revista InFoco

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