Programa Especial mostra mobilidade urbana e acessibilidade dos museus em Portugal

Arquitetura e tradições do país europeu ganham destaques na viagem

Ze Luiz Pacheco e Susana Fonseca Foto: Divulgação
Ze Luiz Pacheco e Susana Fonseca
Foto: Divulgação

 

O azulejo é uma parte essencial da arquitetura e da cultura portuguesa. Na capital do país, o Museu do Azulejo tem um acervo que conta com audioguias para descrever os detalhes de cada peça. O visitante pode ver e tatear uma réplica fiel, que lhe permite sentir as diferentes texturas.

As peças também têm explicação em Braille. “Acessibilidade não é só o acesso ao espaço. É poder, também, ter acesso a todos os conteúdos aqui da nossa exposição”, explica a técnica do serviço de educação Dora Fernandes no papo com Fernanda Honorato.

Já o repórter Zé Luiz Pacheco foi ao Museu do Carris que guarda a história dos transportes em Lisboa. Ele conversa com Susana Fonseca, conservadora do Museu, sobre a história e acessibilidade do espaço.

Susana explica que a Carris, primeira empresa de transporte público de Lisboa, nasceu no Brasil, porque um de seus fundadores era Vice Cônsul no Rio de Janeiro. O objetivo era funcionar lá em Lisboa onde já existiam carroças puxadas por animais, mas não um transporte público coletivo. O museu foi projetado para ser o mais plano possível, com rampas de acesso onde necessário e banheiros próprios para pessoas em cadeira de rodas.

Fernanda Honorato conversa ainda com o diretor de autocarros (bondes) de Lisboa, José Maia, para saber sobre a acessibilidade dos bondes elétricos. Depois do papo, ela e o Zé Luiz Pacheco aproveitaram para fazer um passeio de bonde pela cidade, que conta com 600 autocarros em funcionamento regular. Mais da metade deles tem rampa de acesso para cadeira de rodas, e, portanto, são de grande acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Desde 1980, a cidade oferece um serviço exclusivo para essas pessoas: micro-ônibus que circulam pelas ruas.

“Os autocarros mais antigos não tinham esta preocupação da acessibilidade. Eram autocarros com o piso muito elevado, com degraus e sem rampa”, explica Maia. “Passou a ser obrigatório que os autocarros urbanos tivessem essa acessibilidade perfeita através de uma rampa. O que nós estamos a fazer é aproveitar a renovação da frota para que os autocarros novos, que vão substituir os antigos, já tenham uma rampa e, portanto, a curto prazo, vamos ter toda a nossa frota com acessibilidade para as pessoas de mobilidade reduzida”.

Serviço:

Programa Especial – sábado (2/7), às 12h30, na TV Brasil.

 

Deixe um comentário

%d blogueiros gostam disto: