Jaguar TCS vence na primeira Corrida de Fórmula E no Brasil e Lucas Di Grassi (Mahindra) resume: “Estamos ainda muito longe da competitividade”

Mitch Evans conquista a primeira vitória da temporada para a Jaguar TCS Racing na primeira corrida do ABB FIA Formula E World Championship no Brasil

Sam Bird se junta ao companheiro de equipe Evans no pódio com o terceiro lugar no Julius Baer São Paulo E-Prix 2023

Nick Cassidy, da Envision Racing, conquista o segundo lugar, colocando uma ronda de powertrains Jaguar no pódio

 

Foto: Divulgação FIA

No sábado, dia 25 de Março, rolou a primeira corrida da história da Fórmula E no Brasil, o ePrix de São Paulo, e a prova terminou com a vitória do neozelandês Mitch Evans (Jaguar TCS Racing), seguido por seu conterrâneo Nick Cassidy (Envision) e pelo inglês Sam Bird (Jaguar). A liderança do campeonato é do alemão Pascal Wehrlein (Porsche), que somou 86 pontos. Os mais de 23.000 fãs apaixonados pelo automobilismo, entre eles Emerson Fittipaldi, um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro e mundial, Rubens Barrichello, que no domingo, (26), anunciou sobre a chegada de Dudu Barrichello, como companheiro de equipe na temporada de 2023 da Stock Car, pela Full Time Sports, entre outros, que estavam no São Paulo E-Prix para assistir a uma corrida de carros elétricos, puderam ver o empurrão direto para o final no rápido Circuito Paulista de 11 curvas. Após vários incidentes com o safety car, o público pode conferir a vitória de  Evans, que conseguiu navegar em meio a constantes mudanças de posição no pelotão e recebeu a bandeira quadriculada em primeiro lugar no grid. Já os brasileiros Lucas Di Grassi (Mahindra) – com um pódio na abertura do Mundial – é o 12º com 18 pontos, terminou na 13º posição, e Sérgio Sette Câmara (NIO 333) fechou a prova em 17º.

 

Mitch Evans e Sam Bird
Foto: Décio Martins

“Isso veio no momento perfeito. Tivemos uma largada difícil, mas o carro foi rápido, então finalmente conseguimos a vitória e alguns pontos é incrível. Um Jaguar 1-2-3. Nick me empurrou até o fim – nós empurramos um ao outro – ambas as equipes executaram de forma brilhante. Isso se deve a muito trabalho duro, há muito trabalho envolvido nas simulações, tentar juntar essas corridas em relação à estratégia não é fácil. Eu não iria querer muito mais perto do que isso”,  disse Mitch Evans, nº 9, Jaguar TCS Racing.

 

 

Foto: Décio Martins

“Obviamente pensamos na posição da pista e onde você quer estar em certas fases das corridas. Tive uma boa vantagem de energia desde o início, mas era apenas tentar encontrar o momento certo para usar a vantagem de energia. Achei que talvez tivesse ido um pouco cedo demais, uma vez que Nick ficou atrás de mim, ele conseguiu acumular um pouco de energia e conseguiu grudar no meu pé, mas conseguimos a vitória, então obviamente conseguimos fazer o trabalho certo. Super feliz por conseguir alguns pontos importantes no tabuleiro”, conclui Mitch Evans.

 

Di Grassi: “Para mim, o mais importante foi realizar a corrida no Brasil”
(Spacesuit Media)

Lucas Di Grassi– recordista de vitórias, pódios e pontos da categoria, campeão da temporada 2016-17 lutou contra as deficiências do modelo da terceira geração preparado pela equipe Mahindra e, após uma corrida em que viveu sentimentos antagônicos de satisfação e frustração, confessou que a equipe já trabalha visando um melhor cenário em 2024.

“O fato é que estamos ainda muito longe da competitividade. Mesmo que largasse bem mais à frente, o carro não teria ritmo para terminar bem. Falta muito desenvolvimento. E nossa missão agora é correr atrás de soluções para esse problema, com mais foco em 2024 do que agora”, resumiu Di Grassi. 

 

Carro do brasileiro ainda precisa de desenvolvimento para brigar pela liderança
(Spacesuit Media)

Di Grassi largou em último, depois de tocar no muro da Curva 8, durante o classificatório, o que danificou a suspensão dianteira direita de seu Fórmula E.

 

“Tentei cortar a zebra ao máximo, e por uns dois centímetros acabei pegando a parede e entortei a suspensão. Mas, ainda assim, acho que mesmo se largássemos no top 10, hoje não acho que seria possível chegar no top 8. O carro não andava”.

“Na hora eu não conseguia acreditar, mas essas coisas acontecem quando você está andando no limite máximo – e neste caso eu estava acelerando tudo mesmo pra ter alguma chance de largar mais na frente”, disse ele. “Foi uma pena ter acontecido aqui no Brasil, uma corrida que eu queria muito disputar – e terminar bem”, destacou.

  

Lucas Di Grassi e Emerson Fittipaldi
Foto: Décio Martins

“O mais importante foi realizar a corrida” – Na prova, Lucas chegou a andar em décimo, mas a esperada perda de rendimento do carro cobrou seu preço e o brasileiro acabou a prova na 13ª posição.

 

“Eu acho que neste final de semana o mais importante, para mim, pessoalmente, foi ver a corrida ser realizada. É um sonho antigo, de quase dez anos. Toda a minha família está aqui, pais, primos etc. E muitos amigos também”, disse ele. “Os organizadores da Fórmula E ficaram muito felizes, os pilotos adoraram a pista, o público vibrou bastante… Enfim, foi um dia incrível de uma estreia emocionante. A corrida foi, como sempre, muito boa. Então eu acho que o que vimos hoje coloca o Brasil como um dos lugares mais legais do calendário. Estou bem feliz por isso”, avaliou.

“Na corrida de hoje, nós usamos muita energia, e nesse aspecto o carro não foi eficiente o bastante. Aí perdemos algumas posições e finalizamos em 13º. A ideia era ficar bastante tempo na pista, para depois pegar o Modo Ataque e segurar a nossa posição até o fim. Era o máximo que podíamos ter feito. Ficou evidente que em pistas que demandam bastante energia, como a do Anhembi, teremos muita dificuldade. Nossas maiores chances são em pistas que não suguem tanto energia, como Londres”, calculou o brasileiro.

 

 

Foto: Décio Martins

Di Grassi ainda destacou que, entre os carros que usam o trem de força da Mahindra – como os do britânico Oliver Rowland e a dupla da Abt, o holandês Robin Frijns e o alemão Nico Muller – ele foi o que melhor se saiu no ePrix de São Paulo.

 

“O carro não estava bem. Eu ainda consegui chegar na frente entre nossas unidades motrizes mesmo largando de último, ou seja, a corrida do meu lado foi boa. Fiz o que podia.”

 

  

Foto: Décio Martins

O atual campeão mundial Stoffel Vandoorne (DS PENSKE) largou na Pole Position de Julius Baer e liderou desde o início, se defendendo de António Félix da Costa (Porsche), mas Vandoorne terminou em sexto. Costa terminou em quarto lugar e Jean-Éric Vergne (DS PENSKE) ficou em quinto lugar. Já o líder da classificação Pascal Wehrlein (Porsche) largou no 18º lugar no grid e conseguiu fechar a prova na 7ª posição com Jake Hughes (NEOM McLaren) terminando em oitavo, logo à frente do companheiro de equipe René Rast em nono e com Sébastien Buemi (Envision Racing) fechando os 10 primeiros . 

Foto: Décio Martins

Wehrlein mantém sua liderança no Campeonato Mundial de Pilotos com 86 pontos de Dennis com 62 pontos, enquanto Cassidy passa para o terceiro lugar apenas um ponto atrás do britânico. A equipe de Fórmula E da TAG Heuer Porsche lidera com 144 pontos, seguida de Virgin Racing 103 pontos e a Jaguar TCS Racing fecha em terceiro com 83 pontos.

A Alemanha é a próxima parada no Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA para as rodadas 7 e 8 e o título duplo do SABIC Berlin E-Prix 2023 no sábado, 22 de abril e domingo, 23 de abril.

Saiba onde assistir aqui: www.fiaformulae.com/en/ways-to-watch

 

 

Confira as fotos (Créditos: Décio Martins)

 

 

 

 

Fontes:

Divulgação ABB FIA Formula E World Championship

BestPR Comunicação

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