PORTO ALEGRE recebe a Mostra ECOFALANTE
Naquar, dia 24 de agosto, abre o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais
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Foto: Divulgação
Este ano, a 11ª Mostra Ecofalante de Cinema acontece em Porto Alegre de forma presencial e gratuita. Entre 24 de agosto e 13 de setembro, ela exibe na cidade gaúcha uma ampla programação de filmes contemporâneos e históricos de viés socioambiental, distribuídos em quatro salas de cinema da cidade: Cinemateca do Capitólio, Cinemateca Paulo Amorim, Cine Bancários e Redenção. Além da Sala Redenção, da UFRGS, outras universidades, como PUC-RS, IFRS e Senac, recebem o evento, formando assim um circuito universitário de difusão de filmes socioambientais propostos pela Mostra Ecofalante.
Fazem parte da programação da mostra: a Homenagem ao diretor e ator Jacques Perrin; a Homenagem à cineasta Sarah Maldoror; a Competição Latino-americana, com 35 títulos; o Panorama Internacional Contemporâneo, que inclui 24 longas-metragens com as melhores e mais recentes produções de viés socioambiental produzidas em diversos países; o Concurso Curta Ecofalante, que inclui filmes brasileiros assinados por estudantes; as Sessões especiais com exibição do documentário cult “Koyaanisqatsi”, lançado nos cinemas há exatos 40 anos, e do último filme do renomado diretor Vincent Carelli, “Adeus, Capitão” (2022). Fechando este vasto programa, há a série de entrevistas exclusivas com alguns dos diretores dos filmes exibidos e outras personalidades. A série está disponível online, no canal YouTube da Mostra Ecofalante (https://www.youtube.com/
Este ano, o programa Panorama Internacional Contemporâneo está organizado a partir dos eixos Ativismo, Biodiversidade, Economia, Emergência Climática, Povos & Lugares e Trabalho. Dentre os destaques da programação, no eixo Ativismo, está o longa premiado em Sundance “O Território”, de Alex Pritz, que mostra a luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau pela posse de seu território. O Panorama traz ainda a sessão especial Sociedade & Redes, com o título “Geração Z”, de Liz Smith, tratando do impacto das redes sociais na formação dos jovens. Entre os filmes exibidos nos diversos eixos temáticos estão os indicados ao Oscar “Ascensão” e “Escrevendo com Fogo” (este também premiado em Sundance), além de filmes premiados nos festivais de Locarno (“Mil Incêndios”) e HotDocs (“Escola da Esperança” e “Ostrov – A Ilha Perdida”).
Da Competição Latino-Americana, participam o argentino “Esqui”, prêmio da crítica na seção Fórum do Festival de Berlim, e “A Montanha Lembra” (Argentina/México), ganhador da competição internacional de curtas do É Tudo Verdade. Competem ainda obras premiadas no Festival de Cannes (“Céu de Agosto”, de Jasmin Tenucci), no Bafici-Buenos Aires (“A Opção Zero”, uma coprodução Cuba/Colômbia) e no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (“Rolê – Histórias dos Rolezinhos”, de Vladimir Seixas, “Lavra”, de Lucas Bambozzi, e “Ocupagem”, de Joel Pizzini).
A Homenagem a Jacques Perrin (1941-2022), célebre ator e diretor francês, que atuou em dezenas de filmes, trabalhando com os mais renomados diretores de sua geração, traz ao público quatro de seus sucessos como diretor e/ou produtor. São filmes que exprimem sua preocupação com as causas ambientais. Em “Microcosmos” (1996), ele é produtor e narrador. Dentre os filmes que ele codirigiu, fazem parte desta homenagem “As Estações”, “Oceanos” e “Migração Alada”, este último indicado ao Oscar. A programação também inclui uma conversa entre a jornalista Flávia Guerra e o parceiro frequente de Perrin atrás das câmeras, Jacques Cluzaud. Ela faz parte da série de entrevistas exclusivas realizada pela Mostra Ecofalante este ano e que encontra-se disponível online.
A Homenagem a Sarah Maldoror se dá no marco dos 50 anos de “Sambizanga” (1972), obra-prima vencedora de dois prêmios no Festival de Berlim. O filme, sobre o movimento de libertação angolano, é o primeiro longa-metragem filmado na África por uma mulher. No ano passado, ele ganhou uma restauração em 4K dentro do projeto African Film Heritage, da Film Foundation, FEPACI e UNESCO. Graças a essa iniciativa, o filme pode voltar a circular numa bela cópia, pronta para conquistar novos públicos. Essa versão é exibida no Brasil pela primeira vez na Mostra Ecofalante.
Clássico, cult e considerado um marco do cinema de viés socioambiental, o documentário “Koyaanisqatsi”, de Godfrey Reggio, é um dos destaques das Sessões especiais da Mostra Ecofalante, que celebra os 40 anos de seu lançamento. Tendo estreado no Festival de Berlim, este ensaio visual é o primeiro trabalho do diretor norte-americano Godfrey Reggio. O filme é uma crítica sobre o impacto da dita civilização e de seus padrões de consumo sobre o planeta e a natureza. Tem grande destaque sua trilha musical, assinada por Philip Glass, um dos compositores mais influentes do final do século 20.
Também entre as Sessões especiais, está o último longa-metragem de Vincent Carelli, “Adeus, Capitão” (2022). Com registros colhidos ao longo de várias décadas, o filme fecha a trilogia iniciada com o premiado “Corumbiara” (2009) e que se seguiu com “Martírio” (2016). Codirigido por Tatiana “Tita” Almeida, o filme reflete sobre os males da aculturação nas populações indígenas do Brasil ao apresentar 70 anos de registros do povo Gavião, partindo do primeiro contato dos então isolados indígenas com os “kupên” (brancos).
Além da Competição Latino-Americana, outra seção competitiva da Mostra Ecofalante é o Concurso Curta Ecofalante. Ele reúne curtas-metragens cujos temas dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e são assinados por alunos de instituições de ensino brasileiras. Participam produções de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
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Panorama Internacional Contemporâneo

Foto: Divulgação
Reunindo em Porto Alegre um total de 24 longas-metragens, representando 21 países, o Panorama Internacional Contemporâneo está organizado em eixos temáticos. Os eixos Biodiversidade, Trabalho e Povos & Lugares são exibidos na Cinemateca do Capitólio; os eixos Emergência Climática, Economia e Sociedade & Redes acontecem na Cinemateca Paulo Amorim; o Cine Bancários exibe os eixos Ativismo e Economia.
O documentário “Uma Vez Que Você Sabe” (2020), de Emmanuel Cappellin, é um dos destaques que integram o eixo Emergência Climática. Trata-se de um alerta: para um grupo de cientistas, a oportunidade de evitar mudanças climáticas catastróficas já passou. A obra, exibida em eventos na Itália, Reino Unido e Hong Kong, coloca a pergunta: como se adaptar ao colapso?
Vencedor do prêmio especial do júri e prêmio do público no Festival de Sundance, entre outras láureas, “O Território” (2022) fala da luta do povo indígena Uru-eu-wau-wau e de ativistas como Neidinha Suruí para proteger a terra indígena e a floresta da invasão por grileiros. Produzido por Daren Aronofsky (diretor de “Réquiem para um Sonho” e “Mãe!”), o filme é dirigido pelo norte-americano Alex Pritz e é parte do eixo Ativismo. Na mesma programação está “Escrevendo Com o Fogo” (2021), sobre o primeiro e único jornal diário da Índia dirigido por mulheres. Sua equipe tem quebrado paradigmas, ao figurar na linha de frente da cobertura de temas urgentes que atingem a região onde vivem, mas que também concernem o país, como crimes ambientais e violência de gênero. Dirigido por Rintu Thomas e Sushmit Ghosh, o filme foi vencedor do prêmio do público e prêmio especial do júri no Festival de Sundance, tendo ainda sido eleito como melhor documentário no Festival de São Francisco.
Dentre os destaques do eixo Biodiversidade está “Animal” (2021), a mais recente obra do diretor – e conhecido escritor – francês Cyril Dion, que conquistou reputação internacional com “Amanhã” (2015), documentário que levou mais de um milhão de franceses ao cinema. Aqui, ele aborda, a partir de dois jovens ativistas, uma geração convencida de que seu futuro está em perigo. O longa foi lançado no Festival de Cannes. Na mesma seção está “Birds of America” (2021), de Jacques Loeuille, selecionado para o Festival de Roterdã, na Holanda. O longa focaliza a obra do naturalista John James Audubon (1785-1851), que revolucionou o mundo da ornitologia com seu livro antológico “Birds of America”. É ainda um alerta ao mostrar o quanto nessa área foi perdido em um tempo relativamente curto pela industrialização, ganância e indiferença.
No eixo curatorial Economia, estão “Ascensão”, de Jessica Kingdon, e “A Rota do Mármore”, de Sean Wang. Indicado ao Oscar de melhor documentário, “Ascensão” (2021) oferece um impressionante retrato do “Sonho Chinês”, expressão cunhada pelo Secretário-Geral do Partido Comunista e presidente da China Xi Jinping. A obra expõe a busca paradoxal por riqueza e progresso na China do século 21. Já “A Rota do Mármore” (2021) percorreu os mais prestigiosos festivais internacionais de documentários – como IDFA-Amsterdã, Visions du Réel (Suíça), CPH:DOX (Dinamarca) e Hot Docs (Canadá). O documentário acompanha a odisseia do mármore branco, extraído em larga escala na Grécia e cujo consumo global é impulsionado pelo mercado interno chinês. É também uma investigação sobre o papel da China enquanto “compradora do mundo”.
Eleito como o documentário mais inovador do ponto de vista estético-formal da Semana da Crítica do Festival de Locarno, “Mil Incêndios” (2021), do cineasta palestino-britânico Saeed Taji Farouky, conta a história de uma família de Mianmar que pratica a extração manual de petróleo. A obra está incluída no eixo Povos & Lugares.
No eixo curatorial Trabalho, destacam-se duas produções. “The Gig Is Up: O Mundo É uma Plataforma” (2021) traz à tona as histórias dos trabalhadores por trás dos trabalhos da economia GIG, que engloba as formas de emprego alternativo. São milhões de pessoas atuando desde os serviços de entrega de comida e transporte por aplicativo até a marcação de imagens para a inteligência artificial. Dirigido pela canadense Shannon Walsh, o longa percorreu o circuito internacional de documentários, sendo exibido nos prestigiosos festivais IDFA-Amsterdã, Hot Docs (Canadá), CPH:DOX (Dinamarca) e Docufest (Kosovo). “Regresso a Reims (Fragmentos)”, documentário de montagem, baseado no livro de Didier Eribon, é um elogiado estudo sociológico da classe trabalhadora francesa do pós-guerra. A atriz e ativista LGBTQIA+ Adèle Haenel (premiada no Festival de Berlim) é responsável pela interpretação dos textos incluídos no filme, que participou da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Seu diretor, Jean-Gabriel Périot, assinou 28 títulos a partir de 2000, incluindo “Nos Défaites” (2019), vencedor do Prêmio C.I.C.A.E. no Festival de Berlim.
No programa Sociedade & Redes, ainda do Panorama Internacional Contemporâneo, está “Geração Z” (2021), de Liz Smith. O filme examina como a revolução digital está impactando nossa sociedade, nosso cérebro e nossa saúde mental. E como as forças que a impulsionam estão trabalhando contra a humanidade e nos colocaram em uma trajetória perigosa que tem enormes ramificações para esta primeira geração crescendo com a tecnologia digital móvel.
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Competição Latino-Americana
A Competição Latino-americana da 11ª Mostra Ecofalante de Cinema é exibida integralmente em Porto Alegre. São 35 títulos, sendo 15 longas e 20 curtas-metragens. Eles representam seis países da região: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba e México. Estão incluídos na lista dos exibidos os vencedores da seção: O Bem Virá (Melhor Longa-metragem pelo Júri), A Opção Zero (Menção Honrosa na categoria Longa-metragem), Rolê – Histórias dos Rolezinhos (Menção Honrosa na categoria Longa-metragem), Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões (Melhor Curta-metragem pelo Júri), Terra Nova (Menção Honrosa na categoria Curta-metragem).
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Os longas-metragens dessa programação são:
“A Mãe de Todas as Lutas” (Brasil-RJ, 2021) – Susanna Lira
“A Opção Zero” (Cuba/Colômbia, 2020) – Marcel Beltrán
“A Praia do Fim do Mundo” (Brasil-CE, 2021) – Petrus Cariry
“Borom Taxi” (Argentina, 2021) – Andrés Guerberoff
“Cruz” (México, 2021) – Teresa Camou Guerrero
“Esqui” (Argentina, 2021) – Manque La Banca
“Husek” (Argentina, 2021) – Daniela Seggiaro
“Lavra” (Brasil-MG, 2021) – Lucas Bambozzi
“Muribeca” (Brasil-PE, 2020) – Alcione Ferreira e Camilo Soares
“Ninho” (“Nidal”, Chile, 2021) – Josefina Pérez-García e Felipe Sigala “O Bem Virá” (Brasil-PE, 2020) – Uilma Queiroz
“Panorama” (Brasil-SP, 2021) – Alexandre Leco Wahrhaftig
“Pobo ‘Tzu’ – Noite Branca” (México, 2021) – Tania Ximena e Yollotl Alvarado “Rolê – Histórias dos Rolezinhos” (Brasil-RJ, 2021) – Vladimir Seixas “Vai Acabar” (Argentina, 2021) – David Blaustein e Andrés Cedrón.
Já a relação dos curtas-metragens é a seguinte:
“0,2 Miligramas de Ouro” (Brasil-RJ, 2021) – Diego Quindere de Carvalho “A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Sua Roupa” (México, 2021) – Gabriel Herrera
“A Montanha Lembra” (Argentina/México, 2021) – Delfina Carlota Vazquez “Aurora – A Rua Que Queria Ser um Rio” (Brasil-SP, 2021) – Radhi Meron “Céu de Agosto” (Brasil-SP/Islândia, 2021) – Jasmin Tenucci
“Chichiales” (México, 2021) – José López Arámburo
“Curupira e a Máquina do Destino” (Brasil-AM/França, 2021) – Janaina Wagner “Flores da Planície” (México, 2021) – Mariana Xochiquétzal Rivera “Kaapora – O Chamado das Matas” (Brasil-BA, 2020) – Olinda Muniz Silva Wanderley “LOOP” (Argentina/Espanha, 2021) – Pablo Polledri
“Mar Concreto” (Brasil-RJ, 2021) – Julia Naidin
“Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões” (Brasil-PA, 2022) – Joana Moncau, Elpida Nikou e Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi
“Montanha Dourada” (Brasil-AP, 2021) – Cassandra Oliveira
“Natureza Moderna” (Argentina/Colômbia, 2021) – Maia Gattás Vargas “O Elemento Tinta” (Brasil-SP, 2021) – Luiz Maudonnet e Iuri Salles “Ocupagem” (Brasil-SP, 2021) – Joel Pizzini
“Portugal Pequeno” (Brasil-RJ, 2021) – Victor Quintanilha
“Ser Feliz no Vão” (Brasil-RJ, 2020) – Lucas H. Rossi dos Santos
“Terra Nova” (Brasil-AM, 2021) – Diego Bauer
“Two-Spirit” (Colômbia, 2021) – Mónica Taboada-Tapia.
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Homenagem a Jacques Perrin
A 11ª Mostra Ecofalante de Cinema promove a homenagem ao ator e diretor francês Jacques Perrin, falecido no último mês de abril, aos 80 anos. Conhecido pelo papel de Totó em “Cinema Paradiso” (1988), Perrin participou de mais de 130 filmes e séries ao longo da carreira, incluindo uma indicação ao Oscar por “Z” (1969). Ele, no entanto, também se transformou em ardoroso defensor da natureza e foi responsável por produções que encantam amplas plateias mundo afora. Todos os três longas-metragens que dirigiu, e um que produziu e narrou, estão incluídos na programação do evento.
Exibido com sucesso na Mostra Ecofalante de Cinema em 2018, “As Estações” (2015) refaz a história da floresta europeia desde o final da última era glacial até nossos dias, abordando a questão das convulsões causadas pelas atividades humanas. Uma fascinante viagem pela natureza microscópica, “Microcosmos” (1996) foi produzido e narrado por Perrin. A obra foi vencedora do grande prêmio técnico no Festival de Cannes e do prêmio do público no Festival de Locarno.
Indicado ao Oscar de melhor documentário, “Migração Alada” (2001), uma codireção com Jacques Cluzaud e Michel Debats, acompanha a migração de diversas espécies de pássaros, de todos continentes do planeta. Já “Oceanos” (2009) revela diversos mistérios escondidos nas águas, hábitos de vida das criaturas marinhas e os perigos que as cercam. A Homenagem a Jacques Perrin será integralmente exibida na Cinemateca Paulo Amorim.
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Homenagem a Sarah Maldoror
Celebrando o cinquentenário de realização do longa-metragem “Sambizanga”, a Mostra Ecofalante de Cinema, em parceria com a Cinemateca do Capitólio, apresenta esta homenagem à cineasta francesa Sarah Maldoror (1929-2020). Considerada como a primeira mulher a dirigir um longa-metragem na África, ela é intitulada por muitos como “a mãe do cinema africano”. Sua obra é reverenciada como exemplo de cinema militante e, ao mesmo tempo, dotada de traços de grande singularidade. Com dezenas de obras audiovisuais realizadas no período de 1968 a 2009, entre eles quatro longas-metragens, sua carreira foi dedicada a valorizar e promover a perspectiva dos povos negros sobre a cultura e os acontecimentos históricos.
Nesta homenagem, são exibidos dois filmes de Maldoror. “Sambizanga” (1972), seu primeiro longa-metragem, realizado em Angola, no momento em que se organizava a resistência anticolonialista, teve cópia restaurada em 2021 sob os auspícios da Film Foundation, entidade voltada à preservação de filmes criada pelo diretor Martin Scorsese. É esta versão, exibida pela primeira vez no Brasil pela Mostra Ecofalante, que é projetada no evento.
O filme, baseado na obra de José Luandino Vieira, focaliza a figura de Domingos Xavier, operário angolano e ativista anticolonial que foi preso e torturado até a morte, em 1961, pela polícia política portuguesa. Durante a mostra e em parceria com a Cinemateca do Capitólio, é exibido ainda “Uma Sobremesa para Constance”, longa de 1981, realizado para a televisão, que retrata a vida de imigrantes africanos na capital francesa, abordando a marginalização econômica e cultural dessas comunidades.
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Concurso Curta Ecofalante
A seção competitiva Concurso Curta Ecofalante inclui produções de alunos de ensino superior, ensino médio, cursos técnicos e cursos livres de cinema. As temáticas de todos os filmes estão relacionadas a pelo menos um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para tornar as cidades mais inclusivas e sustentáveis. A programação é composta por 15 títulos, incluindo os vencedores deste ano “Yãy Tu Nunãhã Payexop: Encontro de Pajés” (Melhor Filme do Concurso Curta Ecofalante pelo Júri) e “Quem Saiu Para Entrega?” (Menção Honrosa do Concurso Curta Ecofalante pelo Júri).
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As 15 obras da programação são:
* “[O Vazio Que Atravessa]” (Brasil-SP, 2021) – Fernando Moreira
* “Como Respirar Fora d’Água” (Brasil-SP, 2021) – Júlia Fávero e Victoria Negreiros * “Crescer Onde Nasce o Sol” (Brasil-PE, 2021) – Xulia Doxágui
* “Elos Positivos” (Brasil-SP, 2021) – Eduardo Oliveira
* “Lua, Mar” (Brasil-SP, 2021) – Agua
* “Meu Arado, Feminino” (Brasil-MG, 2021) – Marina Polidoro Marques * “Não Me Chame Assim” (Brasil-SP, 2020) – Diego Migliorini
* “Neguinho” (Brasil-RJ, 2020) – Marçal Vianna
* “O Abebé Ancestral” (Brasil-BA, 2020) – Paulo Ferreira
* “O Andar de Cima” (Brasil-SP, 2021) – Tomás Fernandes da Silva * “Okofá” (Brasil-SP, 2021) – Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues, Daniela Caprine, Mariana Bispo e Thamires Case
* “Papa-Jerimum” (Brasil-RN, 2021) – Harcan Costa e Clara Leal
* “Quem Saiu Para Entrega?” (Brasil-SC, 2021) – Evaldo Cevinscki Neto, Leonardo Roque Machado e Paula Roberta de Souza
* “Tá Foda” (Brasil-RS, 2020) – Aline Golart, Denis Souza, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Ligia Torres e Victoria Sugar
* “Yãy Tu Nunãhã Payexop: Encontro de Pajés” (Brasil-MG, 2021) – Sueli Maxakali.
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Circuito Universitário
Fiel à sua missão de difundir as potencialidades da linguagem cinematográfica para sensibilizar e conscientizar as novas gerações para as questões socioambientais, a Mostra Ecofalante também prevê que seus filmes estejam presentes em um circuito universitário.
As instituições que recebem o evento são UFRGS, IFRS, PUC-RS e Senac. A programação da Sala Redenção, da UFRGS, tem lugar de 25 de agosto a 13 de setembro. No IFRS, as sessões acontecem de 30 de agosto a 9 de setembro. Nos demais locais, os períodos de projeção ainda devem ser confirmados.
Todas as sessões do Circuito Universitário são gratuitas. As sessões na Sala Redenção são abertas ao público. Já as sessões que acontecem nos demais locais são abertas apenas para a comunidade universitária.
Os filmes exibidos nesse contexto fazem parte do Programa Ecofalante Universidades, que tem como objetivo levar obras audiovisuais de impacto para dentro das instituições de ensino. O programa conta com uma plataforma gratuita de filmes
(https://play.ecofalante.org.
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Especial Infantil
Como parte da 11ª Mostra Ecofalante de Cinema, a Cinemateca do Capitólio e a Mostra Ecofalante exibem, dentro da Sessão Vagalume, a animação “Zarafa” (2013), sobre a amizade de um homem com uma girafa. O filme tem classificação indicativa livre.
A Sessão Vagalume é uma ação do Programa de Alfabetização Audiovisual, braço educativo da Cinemateca Capitólio. Ela acontece periodicamente e tem por objetivo possibilitar a experiência do cinema para crianças e jovens a partir de uma programação diversificada e plural.
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Série de entrevistas exclusivas online
A programação do evento inclui ainda uma série de entrevistas exclusivas com realizadores e protagonistas dos filmes “Geração Z”, “Animal”, “Uma Vez Que Você Sabe”, “Lavra”, “Rolê – Histórias dos Rolezinhos”, “Demônios Invisíveis, “A Rota do Mármore”, “A Mãe de Todas as Lutas”, “A Praia do Fim do Mundo”, “O Bem Virá” e “Muribeca”, além de Jacques Cluzaud, co-realizador dos filmes de Jacques Perrin, e de Annouchka de Andrade, produtora cultural e filha da diretora Sarah Maldoror. As entrevistas são conduzidas pela documentarista e jornalista Flávia Guerra e, na série Ecofalante/WWF-Brasil, pelas jornalistas Marcela Fonseca e Gabriela Yamaguchi.
Todas as informações sobre exibições e demais atividades do evento poderão ser encontradas na plataforma Ecofalante: www.ecofalante.org.br.
A Mostra Ecofalante de Cinema em sua itinerância a Porto Alegre é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Ela tem apoio da IHS Brasil e é uma realização da Ecofalante, Secretaria Especial de Cultura e Ministério do Turismo. A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural.
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Serviço:
11ª Mostra Ecofalante de Cinema – Porto Alegre
Período: de 24 de agosto a 13 de setembro
Entrada gratuita em todas as atividades do evento
apoio: IHS Brasil
produção: Doc & Outras Coisas
coprodução: Química Cultural
realização: Ecofalante, Secretaria Especial de Cultura e Ministério do Turismo
Salas (endereços)
Cinemateca do Capitólio: R. Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico, Porto Alegre, 90010-311 Cinemateca Paulo Amorim: R. dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre, 90020-004 Cine Bancários: R. Gen. Câmara, 424 – Centro Histórico, Porto Alegre – RS, 90010-230, Sala Cine Redenção: Av. Paulo Gama, 110 – Farroupilha, Porto Alegre, 90040-060 Circuito universitário (PUC-RS, IFRS e Senac)
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redes sociais
www.facebook.com/
www.youtube.com/
www.instagram.com/
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*** DADOS SOBRE OS FILMES ***
ESPECIAL 40 ANOS DE “KOYAANISQATSI”
* “Koyaanisqatsi” (EUA, 1982, 87 min) – Godfrey Reggio
As relações entre os seres humanos, a natureza, o tempo e a tecnologia. Cidade, campo, paisagem, rotina, pessoas, construções, destruição.
Exibido no Festival de Berlim; prêmio do público no Festival de Varsóvia e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
SESSÃO ESPECIAL
* “Adeus, Capitão” (Brasil-PE, 2022, 177 min) – Vincent Carelli e Tatiana “Tita” Almeida O “Capitão” Krohokrenhum, líder do povo indígena Gavião, conta para suas netas a sua história. Das guerras de “índio bravo” ao contato com o “homem branco”, da hecatombe do contágio ao fim do mundo Gavião, ele conduz um movimento de reconstrução da memória de seu povo – acompanhado pela câmera de Vincent Carelli desde as primeiras gravações em fitas de vídeo VHS. Finalizado, após a partida do Capitão, o filme é a devolução póstuma destes registros. Krohokrenhum deixa sua sombra e conduz, em canto solo, as novas gerações.
Exibido no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários e na CineOP.
PANORAMA INTERNACIONAL CONTEMPORÂNEO
Ativismo
* “As Formigas e o Gafanhoto” (“The Ants and the Grasshopper”, Malawi, 2021, 76 min) – Raj Patel e Zak Piper
Anita Chitaya tem um dom: ela sabe produzir comida abundante a partir de um solo morto, consegue fazer os homens lutarem pela igualdade de gênero e pode acabar com a fome infantil em sua aldeia no Malawi, na África. Agora, para salvar sua região do clima extremo, ela enfrenta seu maior desafio: convencer os norte-americanos de que a mudança climática é real. Em sua jornada do Malawi à Califórnia, com uma passagem pela Casa Branca, ela experimenta em primeira mão a desigualdade racial e de gênero, conhece céticos do clima e agricultores desesperados.
Exibido no IDFA-Amsterdã, Sheffield DocFest (Reino Unido) e Festival Wild & Scenic (EUA).
* “As Sementes de Vandana Shiva” (“The Seeds of Vandana Shiva”, EUA/Austrália, 2021, 88 min) – Camilla Becket e James Becket
Como a filha obstinada de um conservador florestal do Himalaia se tornou o pior pesadelo da Monsanto? O filme conta a história de vida notável da ecoativista gandhiana Dra. Vandana Shiva, revelando como ela enfrentou os Golias corporativos da agricultura industrial, ganhou destaque nos movimentos de economia de sementes e alimentos orgânicos e está inspirando uma cruzada internacional transformadora.
Exibido no Festival de Sydney.
* “Escrevendo Com Fogo” (“Writing with Fire”, Índia, 2021, 93 min) – Rintu Thomas e Sushmit Ghosh
Em um cenário de notícias caótico e dominado majoritariamente por homens, surge o primeiro e único jornal diário da Índia dirigido por mulheres. Equipadas com smartphones, a editora-chefe e repórter Meera e suas jornalistas quebram tradições, seja na linha de frente da cobertura dos maiores problemas do país ou dentro de suas casas, redefinindo seus papéis naquela sociedade.
Vencedor do prêmio do público e prêmio especial do júri no Festival de Sundance; melhor documentário no Festival de São Francisco; prêmio especial do júri no Festival de Seattle; prêmio do público no Festival de Yamagata (Japão); exibido nos festivais IDFA-Amsterdã, CPH:DOX (Dinamarca) e Hot Docs (Canadá).
Biodiversidade
* “Animal” (França, 2021, 120 min) – Cyril Dion
Os jovens ativistas Bella e Vipulan, ambos de 16 anos, fazem parte de uma geração convencida de que seu futuro está em perigo. Entre a emergência climática e a sexta extinção em massa, seu mundo pode ser inabitável daqui a 50 anos. O filme conduz a uma jornada extraordinária para conversar com algumas das pessoas mais dedicadas ao mundo animal e entender em outro nível o quão profundamente nós, os humanos, estamos ligados a todas as outras espécies vivas. E que ao salvá-los, também estamos nos salvando.
Exibido no Festival de Cannes.
* “Birds of America” (França, 2021, 80 min) – Jacques Loeuille
John James Audubon (1785-1851), naturalista norte-americano de origem francesa, revolucionou o mundo da ornitologia com seu livro antológico “Birds of America”, no qual procurou retratar todas as espécies de aves do “novo continente”. Ao longo de sua vida, testemunhou a extinção de animais, a perseguição dos povos nativos americanos e a espoliação de paisagens. Seguindo os passos do naturalista em uma rota ao longo do rio Mississipi, o filme soa um alerta ao mostrar o quanto se perdeu em um tempo relativamente curto pela industrialização, ganância e indiferença. Em 2013, uma edição de “Birds of America” foi arrematada em um leilão por mais de 11 milhões de dólares, tornando-se, assim, o livro mais caro já vendido até então.
Exibido no Festival de Roterdã e CPH:DOX (Dinamarca).
* “Nosso Planeta, Nosso Legado” (“Legacy, Notre Héritage”, França, 2021, 100 min) – Yann Arthus-Bertrand
O cineasta Yann Arthus-Bertrand revisita sua vida e sua trajetória engajada de quase cinco décadas. Priorizando o debate acerca dos danos ecológicos causados pelo ser humano, o filme apresenta soluções de reconciliação com a natureza e caminhos possíveis para um futuro menos devastado, que pode ser possível, a depender de nossas escolhas enquanto sociedade.
Vencedor do Prêmio Sky & Seano Festival de Bergan (Noruega).
Economia
* “A Rota do Mármore” (“A Marble Travelogue”, Holanda/Hong Kong/França/Grécia, 2021, 97 min) – Sean Wang
Quantidades cada vez maiores de mármore branco são extraídas todos os dias na Grécia. O filme acompanha a odisséia desta preciosa pedra pela cadeia do consumo global, impulsionado pelo mercado interno chinês, para investigar o papel da China enquanto “compradora do mundo”. Exibido no IDFA-Amsterdã, Visions du Réel (Suíça), CPH:DOX (Dinamarca), Hot Docs (Canadá), Festival de Tessalônica (Grécia) e DocAviv – Festival de Documentários de Tel Aviv.
* “Ascensão” (“Ascension”, EUA, 2021, 97 min) – Jessica Kingdon
Retrato impressionista do ‘Sonho Chinês’, expressão cunhada pelo Secretário-Geral do Partido Comunista e presidente da China Xi Jinping. O documentário explora a busca paradoxal por riqueza e progresso na China do século 21, passeando por chãos de fábrica, convenções de influencers e pelas aspirações de consumidores da classe média e alta da sociedade chinesa.
Indicado ao Oscar de melhor documentário; vencedor do prêmio de melhor documentário e do prêmio para novos documentaristas no Festival de Tribeca (EUA); melhor documentário nos festivais de Hamptons e de
Tacoma (ambos nos EUA); exibido DocAviv – Festival de Documentários de Tel Aviv e nos festivais de Varsóvia e Zurique.
* “O Grande Vazio” (“Die Große Leere”, Alemanha, 2020, 86 min) – Sebastian Mez Um canteiro vazio. Um bosque vazio. Uma avenida vazia. Filmado antes da pandemia, mas finalizado em pleno lockdown, o documentário experimental hipnotizante consiste em uma série de planos estáticos esvaziados de toda presença humana. O filme olha sem piscar, nem mais, nem menos, para a agonia de nossa civilização.
Vencedor especial do júri da competição Burning Lights no Visions du Réel (Suíça); exibido no Festival de Cinema Experimental de Moscou.
* “Ostrov – A Ilha Perdida” (“Ostrov – Lost Island”, Suíça, 2020, 91 min) – Svetlana Rodina e Laurent Stoop
Perdida no Mar Cáspio, a ilha de Ostrov já abrigou uma pescaria coletiva que mantinha a população insular. Após a queda da União Soviética, a fazenda foi destruída e a extração de caviar preto, proibida. Hoje, apenas um punhado de habitantes permanece no local, sobrevivendo da caça furtiva de esturjão. Nesta atmosfera distópica, surge o retrato de uma família forçada a imaginar um futuro para si em meio às ruínas.
Vencedor do prêmio de melhor filme no Hot Docs (Canadá); menção especial do júri no Festival de Candem (EUA); melhor documentário no Festival de Guanajuato (México); Prêmio Estrela de Prata no Festival de El Gouna (Egito); exibido no Festival de Locarno e no Visions du Réel (Suíça).
* “Um Céu Tão Nublado” (“So Foul a Sky”, Colômbia/Espanha/Reino Unido/Venezuela, 2021, 84 min) – Alvaro Fernandez-Pulpeiro
Sob as sombras de colossais refinarias de petróleo, emergindo do deserto como catedrais de cromo, o filme apresenta uma jornada por várias terras fronteiriças da Venezuela – o primeiro petroestado do mundo –, agora abalada pela pior crise política, econômica e humanitária que a América do Sul viveu no século 21. Exibido no CPH:DOX (Dinamarca), Indielisboa e Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.
Emergência Climática
* “Caminhando sobre as Águas” (“Marcher Sur l’Eau”, França/Bélgica, 2021, 90 min) – Aïssa Maïga
No Níger, na África, os habitantes de uma pequena aldeia, no meio do deserto vítima do aquecimento global, lutam para ter acesso à água. Todos os dias, Houlaye, uma jovem de 14 anos, caminha quilômetros para buscar água. A descoberta de um aquífero debaixo da aldeia, no entanto, vai mobilizar seus habitantes a exigir das autoridades a perfuração do solo e trazer, assim, a cobiçada água para o centro da vila.
Exibido no Festival de Cannes.
* “Holgut – O Primeiro Mamute” (“Holgut”, Bélgica, 2020, 74 min) – Liesbeth De Ceulaer O permafrost siberiano está derretendo. Ossadas antigas surgem do solo e os animais selvagens estão desaparecendo. É nesse contexto que três iacutos, nativos da região, se aventuram na imensidão dessa paisagem, em diferentes jornadas. Enquanto Roman e Kyym procuram por uma espécie rara de rena, um cientista vasculha o permafrost em busca de uma célula viável de mamute, de que ele precisa para clonar o animal extinto.
Vencedor de menção honrosa da competição NEXT:WAVE no CPH:DOX (Dinamarca); exibido nos festivais Visions du Réel (Suíça), IndieLisboa (Portugal), Docufest (Kosovo) e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
* “Primeiros Habitantes: Uma Perspectiva Indígena” (“Inhabitants: An Indigenous Perspective”, EUA, 2020, 76 min) – Costa Boutsikaris
O filme acompanha cinco tribos nativas que ocupam distintos biomas do continente norte-americano, enquanto restauram suas práticas tradicionais de gerenciamento de terras. Por milênios, eles administraram e moldaram com sucesso seus territórios, mas séculos de colonização interromperam sua capacidade de manter seus modos de vida tradicionais. À medida que a crise climática aumenta, essas práticas testadas pelo tempo estão se tornando cada vez mais essenciais em um mundo em rápida mudança.
Vencedor do prêmio de melhor filme no Planet in Focus (Canadá); prêmio do público no Festival de Cinema Ambiental na Capital da Nação (EUA); exibido no Festival Wild & Scenic (EUA).
* “Uma Vez Que Você Sabe” (“Une Fois que Tu Sais”, França, 2020, 105 min) – Emmanuel Cappellin
Desde os anos 1970, cientistas soam o alarme sobre um possível colapso ambiental induzido pela corrida desenfreada pelo crescimento, que ignora o conceito da finitude dos recursos naturais. Um grupo deles afirma que a oportunidade de evitar mudanças climáticas catastróficas já passou. A partir daí, perguntam: como se adaptar ao colapso? O filme leva a uma jornada pelo abismo de um mundo à beira da catástrofe, na interseção entre ciência climática e desobediência civil.
Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Hong Kong; menção para documentário no Festival Terra di Tutti (Itália); exibido no Festival Raindance (Reino Unido).
Povos & Lugares
* “Apenas Um Movimento” (“Juste un Mouvement”, Bélgica/França, 2021, 110 min) – Vincent Meessen
O filme é concebido como uma operação de remontagem de “A Chinesa” (“La Chinoise”, 1967), filme seminal do diretor Jean-Luc Godard que conta com a participação do ativista anticolonial nigeriano Omar Blondin Diop (1946-1973). Redistribuindo os papéis para uma variedade de protagonistas inspirados no legado de Blondin Diop e atualizando o enredo para as relações atuais entre África, Europa e China, a visão livre do realizador Vincent Meessen sobre “A Chinesa” oferece uma reflexão profunda e estimulante sobre colonialismo, justiça e resistência política.
Vencedor do Prêmio GNCR no Festival de Documentários de Marselha (França); exibido no DMZ Docs (Coréia do Sul) e Festival de Turim (Itália).
* “Domando o Jardim” (“Motviniereba”, Suíça/Alemanha, 2021, 91 min) – Salomé Jashi O ex-primeiro-ministro da Geórgia desenvolveu um hobby bastante peculiar: ele coleta árvores centenárias ao longo da costa do país e contrata homens para desenraizá-las e trazê-las para o seu jardim particular. Algumas delas chegam a ter o tamanho de edifícios de 15 andares e, para transplantar uma árvore com essas dimensões, algumas outras árvores são cortadas, cabos elétricos são trocados e novas estradas são pavimentadas no meio de plantações de tangerina.
Vencedor do público no festival FICUNAM (México); menção do júri jovem do festival Cinéma du Réel (França); exibido nos festivais de Berlim, Sundance, Locarno, CPH:DOX (Dinamarca), IDFA-Amsterdã e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
* “Mil Incêndios” (“Mille Feux”, França/Suíça/Holanda/Palestina
Na região de Magway, em Mianmar, país que abriga uma das indústrias de petróleo mais antigas do mundo, vive o casal Thein Shwe e Htwe Tin. Eles trocaram o trabalho na terra pela prospecção manual de petróleo em sua pequena propriedade. Juntos, produzem um barril a cada poucos dias. O que desejam acima de tudo é ver seu filho mais novo ter sucesso, para quebrar o ciclo da pobreza.
Vencedor do Prêmio Marco Zucchi (dedicado ao documentário mais inovador do ponto de vista estético-formal) da Semana da Crítica do Festival de Locarno; exibido no IDFA-Amsterdã.
Trabalho
* “Quarto de Empregada” (“Room Without a View”, Áustria/Alemanha, 2020, 73 min) – Roser Corella
O filme retrata a dura realidade das trabalhadoras domésticas estrangeiras em países do Oriente Médio como o Líbano. Ao combinar múltiplas perspectivas, a obra oferece um olhar íntimo sobre a vida privada de empregadores, agentes intermediários e empregadas. Ao mesmo tempo que ajuda a entender as estruturas de poder que permitem a existência desse sistema maligno de escravidão moderna, o documentário também reflete sobre o papel da mulher e do trabalho doméstico em geral nas sociedades capitalistas.
Vencedor do Prêmio da Anistia Internacional no DocsBarcelona (Espanha); menção especial do júri no DMZ Docs (Coréia do Sul); melhor documentário no Festival Cult Film de Calcutá; exibido no CPH:DOX (Dinamarca), Festival de Tessalônica (Grécia), Hot Docs (Canadá) e no Festival de Zurique.
* “Regresso a Reims (Fragmentos)” (“Retours à Reims (Fragments)”, França, 2021, 83 min) – Jean-Gabriel Périot
Estudo sociológico minucioso e incisivo da classe trabalhadora francesa nos últimos 70 anos, o documentário é baseado em parte em textos do filósofo francês Didier Eribon, interpretados pela atriz e ativista LGBTQIA+ Adèle Haenel (premiada no Festival de Berlim e duas vezes no Festival Sesc Melhores Filmes). Muito mais que um acerto de contas com a história e a política da família Eribon, o filme tece sua própria tapeçaria de não-ficção, usando décadas de imagens de arquivo e trechos de filmes e reportagens de TV para ilustrar a ascensão, queda e renascimento do proletariado do país, bem como a forma como a identidade social é construída gradualmente.
Exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, Festival de San Sebastián (Espanha), IDFA-Amsterdã e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
* “The Gig Is Up: O Mundo É uma Plataforma” (“The Gig Is Up “, Canadá/França, 2021, 89 min) – Shannon Walsh
Desde os serviços de entrega de comida e transporte por aplicativo até a marcação de imagens para a inteligência artificial, milhões de pessoas em todo o mundo estão encontrando trabalho online. A economia GIG – que engloba as formas de emprego alternativo – vale mais de 5 trilhões de dólares em todo o mundo e só cresce. No entanto, as histórias dos trabalhadores por trás dessa revolução tecnológica são silenciadas. Quem são as pessoas por trás dessa força de trabalho invisibilizada? O filme traz suas histórias à tona.
Vencedor do prêmio do público no Festival Forest City (Canadá); exibido nos festivais IDFA-Amsterdã, Hot Docs (Canadá), CPH:DOX (Dinamarca) e Docufest (Kosovo).
Sociedade & Redes
* “Geração Z” (“I Am Generation Z”, Reino Unido/EUA, 2021, 10 min) – Liz Smith Por meio de entrevistas com especialistas e pelas lentes da geração Z (pessoas nascidas, em média, entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010), o filme explora como a revolução digital está impactando nossa sociedade, nosso cérebro e nossa saúde mental. E como as forças que a impulsionam estão trabalhando contra a humanidade e nos colocaram em uma trajetória perigosa que tem enormes ramificações para esta primeira geração crescendo com a tecnologia digital móvel. Exibido no CPH:DOX (Dinamarca).
COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA – longas-metragens
* “A Mãe de Todas as Lutas” (Brasil-RJ, 2021, 84 min) – Susanna Lira
O filme acompanha a trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão à frente da luta pela terra no Brasil. Shirley traz a missão de honrar as mulheres e a sabedoria das Guerreiras Krenak, da região de Minas Gerais. Maria Zelzuita é uma das sobreviventes do Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará. As trajetórias destas duas mulheres nos ligam ao conceito da violência e apropriação do corpo feminino.
Exibido no Festival do Cinema Brasileiro de Paris, Festival Mulheres+, Fest Aruanda e CineOP.
* “A Opção Zero” (“La Opción Cero”, Cuba/Colômbia, 2020, 80 min) – Marcel Beltrán A jornada de um grupo de migrantes cubanos é interrompida na Cidade do Panamá. Encalhados em um acampamento da organização humanitária Cáritas, a memória da difícil passagem pela selva de Darién ganha vida em seus celulares.
Vencedor do prêmio de melhor documentário ibero-americano no Bafici-Buenos Aires; melhor documentário no MiradasDoc (Espanha) e no Festival de Trinidade e Tobago.
* “A Praia do Fim do Mundo” (Brasil-CE, 2021, 88 min) – Petrus Cariry
Em Ciarema, o avanço do mar destrói casas e desabriga famílias. Alice, uma jovem ambientalista, mora com Helena, sua mãe doente, em uma casa constantemente castigada pelas ressacas. Alice quer ir embora, mas Helena quer permanecer em frente ao mar. No fim, as duas vão enfrentar seus destinos. Com Marcélia Cartaxo.
Vencedor dos prêmios de melhor fotografia, direção de arte e Prêmio Abraccine no Cine Ceará; melhor filme, direção, atriz, atriz coadjuvante, fotografia, montagem, direção de arte, trilha sonora, figurino e desenho de som da Mostra Sob o Céu Nordestino do Fest Aruanda.
* “Borom Taxi” (Argentina, 2021, 61 min) – Andrés Guerberoff
Mountakha é um imigrante senegalês recém-chegado a Buenos Aires. Em Dacar (Senegal), ele era motorista de caminhão e, enquanto tenta conseguir esse emprego nesta nova cidade, faz alguns trabalhos temporários. Mountakha se pergunta se poderá ser um bom vendedor, ou se seu destino está ligado à atuação. Alguns de seus novos amigos têm um vínculo particular com o cinema.
Exibido no festival Visions du Réel (Suíça).
* “Cruz” (México, 2021, 99 min) – Teresa Camou Guerrero
Cruz, um indígena Rarámuri, e sua comunidade foram desapropriados de suas terras pelo narcotráfico ao se recusarem a mudar do cultivo de milho para o de papoula. Agora vivem deslocados na cidade, ameaçados de morte, buscando desesperadamente a justiça para poderem retornar ao seu local de origem. Vencedor de menção especial no Festival de Morélia (México); exibido no Festival de São Francisco (EUA).
* “Esqui” (Argentina, 2021, 74 min) – Manque La Banca
Diante da calma despojada do turismo da alta temporada na cidade de Bariloche (Argentina), uma série de mitos e lendas surgem do subsolo. Deslocamentos tectônicos lentos e eventos misteriosos emergem para expor uma história escondida de repressão aos povos nativos, exploração da terra e um Estado assassino e consistente em suas ações ao longo de 500 anos. Existe uma outra Bariloche, um outro ESQUI, rostos escondidos e vozes esquecidas, aquelas que nunca estiveram lá.
Vencedor do prêmio da crítica na mostra Fórum do Festival de Berlim; Prêmio Alquimista de melhor filme experimental no Festival du Nouveau Cinéma (Canadá); exibido no IndieLisboa.
* “Husek” (Argentina, 2021, 89 min) – Daniela Seggiaro
Para as culturas indígenas do Gran Chaco, habitar o território gera movimentos comunitários junto à montanha e ao rio, fontes de vida. O governo local planeja uma nova ordem territorial que inclui um bairro de casas populares e o deslocamento de famílias indígenas para a periferia urbana. Ana é a arquiteta responsável pelo projeto. Valentino é o chefe de sua comunidade. Ele e seu neto Leonel tentarão ser mediadores diante do que consideram um novo atropelo da sua cultura.
Vencedor do Prêmio Georges de Beauregard no Festival de Documentários de Marselha (França); melhor atriz revelação no Festival de Mar del Plata (Argentina).
* “Lavra” (Brasil-MG, 2021, 101 min) – Lucas Bambozzi
Camila, geógrafa, retorna à sua terra natal depois de o rio de sua cidade ser contaminado pelo maior crime ambiental do Brasil, provocado por uma mineradora transnacional. Camila segue o caminho da lama que atingiu o rio, varreu povoados, tirou vidas e deixou um rastro de morte e destruição, e começa a repensar seu estilo de vida. Decide fazer um mapeamento dos impactos da mineração em Minas Gerais e se envolve com ativistas e movimentos de resistência, saindo do individualismo para a coletividade. Lavra é um road-movie sobre perder um mundo e tentar recuperá-lo, sobre pertencimento e identidade, na guerra em curso entre capitalismo e a natureza.
Vencedor do prêmio de melhor fotografia e menção honrosa do júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; exibido no IDFA-Amsterdã e na Mostra de Tiradentes.
* “Muribeca” (Brasil-PE, 2020, 78 min) – Alcione Ferreira e Camilo Soares Diante da iminente transformação de seus lares em uma verdadeira cidade fantasma, moradores do Conjunto Habitacional Muribeca expressam a morte física de uma comunidade ainda viva na memória e nos sentimentos. O desaparecimento do bairro (em Jaboatão dos Guararapes, PE) devido a problemas estruturais, à especulação imobiliária e a um longo e turvo imbróglio entre moradores e órgãos responsáveis pela obra é testemunhado a partir de resiliências e resistências, de paisagens afetivas e lembranças que ora buscam abrigo na nostalgia, ora reacendem a chama resoluta da esperança.
Exibido no FIDBA – Festival Internacional de Documentários de Buenos Aires, CineOP, Santos Film Festival, GBIENNALE – Festival Internacional de Artes da Austrália e o Festival Mulheres do Audiovisual.
* “Ninho” (“Nidal”, Chile, 2021, 61 min) – Josefina Pérez-García e Felipe Sigala A indústria imobiliária desestabilizou o ambiente natural da cidade de Concón, na costa chilena, obrigando os habitantes e as paisagens naturais da região a encontrar novas formas de se adaptar e sobreviver. O filme retrata a coexistência de espécies e a transformação acelerada das paisagens devido à ocupação humana.
Exibido nos festivais de Guadalajara (México) e Tessalônica (Grécia).
* “O Bem Virá” (Brasil-PE, 2020, 80 min) – Uilma Queiroz
Treze mulheres, 13 ventres, 13 esperanças, uma foto. E uma busca pelas mulheres que, em 1983, em uma seca no Sertão do Pajeú pernambucano, lutaram pelo direito à sobrevivência, num contexto em que ser mulher era se limitar à função de administrar a miséria.
Exibido no Cachoeira Doc e no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba.
* “Panorama” (Brasil-SP, 2021, 66 min) – Alexandre Leco Wahrhaftig
Entre as cicatrizes do passado e as incertezas do futuro, o Jardim Panorama resiste. Há pouco mais de dez anos, a favela foi rasgada ao meio por um monstro. Hoje, o monstro dorme. Até quando? Um filme sobre os sonhos, as memórias e o cotidiano de quem mora em uma comunidade cercada pelos muros de um bairro nobre de São Paulo.
Exibido na Mostra de Tiradentes.
* “Pobo ‘Tzu’ – Noite Branca” (“Pobo ‘Tzu’ – Noche Blanca”, México, 2021, 82 min) – Tania Ximena e Yollotl Alvarado
Em 1982, o vulcão Chichonal entrou em erupção, soterrando várias cidades mexicanas, incluindo a comunidade Zoque de Esquipulas Guayabal. Anos depois, os habitantes de Nuevo Guayabal reconstroem suas vidas enquanto o vulcão e a cidade enterrada espreitam na vegetação rasteira. Trinidad, um poeta nascido no dia da erupção, tem visões oníricas que rapidamente se espalham por sua comunidade, provocando um esforço coletivo para desenterrar a antiga cidade, ao mesmo tempo que a presença da Piowachue (o espírito do vulcão, segundo a visão de mundo Zoque) se fortalece entre a comunidade.
Exibido nos festivais de Morélia (México), FICUNAM (México) e Tessalônica (Grécia).
* “Rolê – Histórias dos Rolezinhos” (Brasil-RJ, 2021, 82 min) – Vladimir Seixas Os “rolezinhos” em shopping centers no Brasil mobilizaram milhares de pessoas nos últimos anos. Essa forma inusitada de manifestação escancarou as barreiras impostas pela discriminação racial e exclusão social. O documentário acompanha a vida e as lembranças de três personagens negras que enfrentaram situações traumáticas de racismo e participaram das ocupações em shoppings. Os sonhos, a beleza, a poesia, a arte e a política de uma geração que encontrou novas maneiras de lidar com a violência vivida, promovendo um intenso debate pelo país.
Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; melhor filme no Atlantidoc – Festival Internacional de Cine Documental de Uruguay; Grande Prêmio Visão no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba; prêmio especial do júri e prêmio do público Festival do Rio; menção honrosa no Festival de Culver City (EUA); exibido no Festival de Rhode Island (EUA), forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte e na Mostra de Cinema de Gostoso.
* “Vai Acabar” (“Se Va a Acabar”, Argentina, 2021, 115 min) – David Blaustein e Andrés Cedrón O filme reúne depoimentos silenciados de trabalhadores que participaram de diferentes conflitos sindicais durante a última ditadura civil-militar argentina, diante de sua tentativa de desmantelar a indústria e desarticular a classe trabalhadora organizada no país. Acompanhando o cotidiano de ontem e de hoje, os personagens humanizam as pequenas e grandes resistências que o movimento operário conseguiu realizar diante da repressão e do desaparecimento sistemático de pessoas.
Exibido no Bafici-Buenos Aires e no Festival de Mar del Plata (Argentina).
COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANA – curtas-metragens
* “0,2 Miligramas de Ouro” (Brasil-RJ, 2021, 24 min) – Diego Quindere de Carvalho 8.500 quilômetros separam a Amazônia e as Ardenas. Em seu país natal, o Brasil, Diego só olha para a floresta, inacessível e ameaçadora, pelo lado de fora. Sua contraparte belga, no entanto, é fácil de explorar. Ali, tudo é arranjado por humanos, extremamente ordenado e reduzido ao essencial. Um geólogo, um garimpeiro e um astrônomo fornecem reflexões para uma exploração filosófica da origem da existência e do futuro do nosso planeta.
Vencedor de menção honrosa do júri e Prêmio Sesc TV na Goiânia Mostra Curtas; exibido nos festivais de Leipzig (Alemanha) e Camden (EUA).
* “A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Sua Roupa” (“Al Motociclista no le Cabe la Felicidad en el Traje”, México, 2021, 10 min) – Gabriel Herrera
Ele se senta orgulhoso em sua moto, envolto em um vermelho majestoso, sob o olhar de admiração deslumbrada dos outros. Dá voltas e mais voltas, cada vez mais bonito e exaltado. Ele tem certeza de que
só ele pode explorar a selva. E não, nunca vai emprestar sua moto para ninguém. Uma divertida reencenação com papéis invertidos que mira na arrogância dos conquistadores coloniais. Exibido nos festivais de Berlim, Morélia (México) e FestCurtasBH – Festival de Curtas de Belo Horizonte; um dos dez favoritos internacionais do público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum.
* “A Montanha Lembra” (“Puede Una Montaña Recordar”, Argentina/México, 2021, 21 min) – Delfina Carlota Vazquez
O diário de um período vivido no México e um retrato de Popocatépetl, um vulcão ativo. Durante a conquista (1519-1521), a Revolução Mexicana, o Levante Zapatista (ou Revolta de Chiapas) e, hoje, a explosão feminista, o vulcão replicou a fervura social com suas erupções. Pode uma montanha se lembrar? A fumaça que emerge da cratera prenuncia um coração rebelde e sufocado. Na linha que desenha no horizonte, vê-se uma cicatriz.
Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem internacional no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários; exibido no Festival Internacional de curtas de São Paulo – Curta Kinoforum.
* “Aurora – A Rua Que Queria Ser um Rio” (Brasil-SP, 2021, 10 min) – Radhi Meron Se as ruas pudessem falar, o que diriam? Aurora é uma triste e solitária rua de uma grande cidade. Em um dia de chuva forte, ela relembra sua trajetória, sonha com o futuro e se pergunta: é possível uma rua morrer?
Vencedor do prêmio de melhor animação no Festcine Curtas Pinhais (Paraná); prêmio do público para filme infantojuvenil no Festival de Concordia (Santa Catarina); exibido nos festivais Cactus Childre’s and Youth (Itália), Cardiff (Reino Unido), Lanzarote e Caostica (ambos na Espanha), Fest Aruanda, CineFantasy; LoboFest, CineOP, Mosca Audiovisual Cambuquira e ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual.
* “Céu de Agosto” (Brasil-SP/Islândia, 2021, 15 min) – Jasmin Tenucci
Enquanto a Amazônia queima pelo 17ª dia, uma enfermeira grávida em São Paulo se vê cada vez mais atraída por uma igreja neopentecostal e sua comunidade. Com Gilda Nomacce.
Vencedor de menção especial do júri no Festival de Cannes; um dos dez filmes brasileiros favoritos do público no Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum; exibido na Mostra de Tiradentes e no Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino.
* “Chichiales” (México, 2021, 14 min) – José López Arámburo
Um jovem do povo indígena Yoeme escapa para o campo deserto. Acolhido nas montanhas pela cosmovisão de sua tribo, ele inicia uma jornada rumo às suas origens.
Vencedor do Prêmio Artes e Narrativas no Festival Ficwalmapu (Chile); melhor curta-metragem da seção Legado do Festival Ruta Maya (México); exibido no Festival de Morélia (México).
* “Curupira e a Máquina do Destino” (Brasil-AM/França, 2021, 25 min) – Janaina Wagner Na fratura do tempo, como cicatriz que corta a terra, existe no Amazonas uma estrada em linha reta chamada Estrada Fantasma. Aberta feito ferida durante a ditadura civil-militar (1964-1985) que enredou o Brasil nos brados da ordem e do progresso, o vergalhão de asfalto que vara o país foi construído, destruído e se afoga agora em um processo de reconstrução. Gravado no Amazonas – na BR-319 (Rodovia Manaus-Porto Velho), BR-230 (Transamazônica) e na cidade real de Realidade –, o filme documenta o encontro no tempo presente entre uma curupira e o fantasma encarnado de Iracema, personagem do filme “Iracema – Uma Transa Amazônica” (Jorge Bodanzky e Orlando Senna, 1975). Apaixonada, Iracema fantasma parte nas encruzilhadas das estradas retilíneas do Amazonas para encontrar Curupira e vingar o futuro.
Exibido na Mostra de Tiradentes, Festival de Curtas de Glasbow (Escócia) e Kino Pavasaris (Lituânia).
* “Flores da Planície” (“Flores de la Llanura”, México, 2021, 19 min) – Mariana Xochiquétzal Rivera
Após o feminicídio de Silvia, sua prima Yecenia, tecelã do povo indígena Ñomndaa da Planície das Flores, constrói um duelo poético e ritual onde os fios, os sonhos e o conhecimento têxtil das mulheres se entrelaçam coletivamente em um ato de cura e resiliência.
Vencedor do prêmio de melhor documentário de curta-metragem no Festival de Medellín (Colômbia); segundo lugar no prêmio do público para documentário de curta-metragem no Festival Chicago Latino (EUA); exibido nos festivais Sheffield DocFest (Inglaterra) e Morélia (México).
* “Kaapora – O Chamado das Matas” (Brasil-BA, 2020, 20 min) – Olinda Muniz Silva Wanderley
Uma narrativa da ligação dos povos indígenas com a Terra e sua espiritualidade do ponto de vista da indígena Olinda, que desenvolve um projeto de recuperação ambiental nas terras de seu povo. Tendo a cosmovisão indígena como lente, a Kaapora e outros personagens espirituais são a linha central da narrativa e argumento do filme.
Exibido no CineFantasy, Cabíria Festival e Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum.
* “LOOP” (Argentina/Espanha, 2021, 8 min) – Pablo Polledri
Nesta sociedade cada ser humano repete uma mesma ação de novo e de novo, nesta sociedade cada ser humano repete uma mesma ação de novo e de novo, nesta sociedade cada ser humano repete uma mesma ação de novo e de novo, nesta sociedade cada ser humano repete uma mesma ação de novo e de novo. Trata-se de um filme sobre um mundo em que todos estão presos a uma mesma ação. Quando uma mulher tenta sair de sua repetição com um carona para dirigir seu carro, ela e o homem são perseguidos pela polícia. Eles encontrarão uma maneira de quebrar esse “loop” ou ficarão presos nessa repetição para sempre?
Vencedor do prêmio do público e do prêmio da crítica no Anima – Festival de Animação de Bruxelas (Bélgica); melhor animação de curta-metragem no Festival Ibero-americano de Huelva (Espanha); melhor curta-metragem no festival Animacción – A Coruña (Espanha); prêmio do público no Festival Kinoarte de Londrina.
* “Mar Concreto” (Brasil-RJ, 2021, 14 min) – Julia Naidin
Como um exercício de resistência, Sônia acompanha o processo de erosão que vem sendo causado pelo mar que, dia após dia, avança pela praia, se aproximando do muro de sua casa. Ela faz registros diários desse processo e, por meio deles, constrói um vínculo afetivo com um território que desaparece – uma prosa solitária que desafia a tragédia final.
Vencedor do prêmio de melhor curta ou média-metragem no FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Goiás); exibido no Cine Ceará e em festivais na Grécia, França, Canadá e Turquia.
* “Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões” (Brasil-PA, 2022, 17 min) – Joana Moncau, Elpida Nikou e Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi
Na Terra Indígena Sawré Muybu, no sudoeste do Pará, três mulheres munduruku integram o Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi, que divulga as denúncias dos indígenas para além das margens do rio Tapajós. O filme acompanha essas jovens durante a produção de um documentário sobre as ações de seu povo para proteger a Amazônia e defender o território de invasores, sobretudo de madeireiros e garimpeiros. Expulsar os invasores sempre foi arriscado, mas em tempos de governo Bolsonaro é ainda mais.
* “Montanha Dourada” (Brasil-AP, 2021, 54 min) – Cassandra Oliveira
Documentário que apresenta o universo encantado e cruel da recente corrida do ouro na Amazônia, através das histórias contadas por pessoas que cruzam o Brasil para trabalhar nos garimpos do Amapá.
* “Natureza Moderna” (“Naturaleza Moderna”, Argentina/Colômbia, 2021, 15 min) – Maia Gattás Vargas
O jardim botânico Joaquín Antonio Uribe, em Medellín (Colômbia), é um museu vivo e um Centro de Ciência; seu herbário Jaum acumula cerca de 86 mil exemplares de plantas e uma representação da flora de todas as ecorregiões da Colômbia. O Parque Regional Ecoturístico Arví é um parque natural ecológico de 16 mil hectares, dos quais 1.760 se encontram em estado de florestas naturais. O documentário registra esses espaços como se fossem ciborgues ou montagens de humanos, máquinas e aquilo que chamamos de natureza.
* “O Elemento Tinta” (Brasil-SP, 2021, 9 min) – Luiz Maudonnet e Iuri Salles A morte de um pichador, causada pela Covid-19, é o estopim para que um grupo de pixadores se unam em uma ação direta contra como o governo Bolsonaro vem gerindo o país durante a pandemia. Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem no festival Fala São Chico (Santa Catarina); exibido nos festivais Cinélatino Toulouse e Visões Periféricas.
* “Ocupagem” (Brasil-SP, 2021, 12 min) – Joel Pizzini
De volta à Ocupação 9 de Julho, em São Paulo, o escritor brasileiro Julián Fuks reencontra as líderes do Movimento dos Sem-Teto Carmen Silva e Preta Ferreira, protagonistas de seu livro “Ocupação”. Perseguidas por seu ativismo social, elas se deparam com a linguagem do escritor, que recria a luta dos ocupantes do antigo edifício desativado no coração da metrópole.
Vencedor do Prêmio Marco Antônio Guimarães (pelo melhor uso de material de memória, pesquisa e arquivos) no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
* “Portugal Pequeno” (Brasil-RJ, 2021, 20 min) – Victor Quintanilha
Jonatan é MC Xerelete. Seu sonho é um dia ser um cantor de funk famoso e dar para si e para seu pai a vida cômoda que a publicidade lhe vende. Enquanto isso não acontece, os dois trabalham pescando na baía de Guanabara, encarando as responsabilidades e obstáculos que a realidade lhes impõe. Exibido no Festival de Vitória e FestCurtasBH – Festival de Curtas de Belo Horizonte.
* “Ser Feliz no Vão” (Brasil-RJ, 2020, 12 min) – Lucas H. Rossi dos Santos Um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaço.
Exibido no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, Visões Periféricas, Festival de Vitória e Festival ECRÃ.
* “Terra Nova” (Brasil-AM, 2021, 22 min) – Diego Bauer
Manaus, abril de 2020. Karoline é uma atriz de teatro que decide ir a uma agência da Caixa Econômica Federal solicitar o seu auxílio emergencial. Ela é acompanhada pela irmã, que vai tentar reaver o seu emprego.
Vencedor do Prêmio Cosme Alves Netto (entregue pela Anistia Internacional ao filme que mais se aprofunda nas agendas de direitos humanos) e menção honrosa no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; melhor filme e prêmio do público no Panorama Internacional Coisa de Cinem; melhor filme estrangeiro nos Istanbul Film Awards (Turquia); exibido no Festival de Luleå (Suécia).
* “Two-Spirit” (Colômbia, 2021, 16 min) – Mónica Taboada-Tapia
Para Georgina, uma mulher transgênero indígena, a vida no deserto é solitária e cruel. Em sua pequena comunidade, ninguém entende quem ela é.
Vencedor do prêmio de melhor documentário no BOGOSHORTS – Festival de Curtas-Metragens de Bogotá; exibido no IDFA-Amsterdã, Festival de Huesca e MiradasDoc (ambos na Espanha), Festival de Curtas-Metragens de Palm Springs (EUA), Festival de Curtas-Metragens de Tampere (Finlândia).
HOMENAGEM A JACQUES PERRIN
* “As Estações” (“Les Saisons”, França, 2015, 96 min) – Jacques Perrin, Alexandre Poulichot e Jacques Cluzaud
O inverno já durava 80 mil anos quando — em um curto período de tempo — o gelo derreteu e a paisagem se metamorfoseou, dando início ao ciclo das estações. Os animais ocuparam seu novo reino e muito tempo se passou até que o homem viesse a dividir com eles esse habitat, primeiro timidamente, com a caça e a coleta, depois com a agricultura e, posteriormente e de maneira mais dramática, com a indústria e a guerra. Esta fábula conta a longa e tumultuada história que vincula intrinsecamente humanidade e natureza – sua coexistência pacífica ainda é possível?
Vencedor do prêmio de melhor montagem nos Prêmios César (França); exibido na Mostra Ecofalante de Cinema.
* “Microcosmos” (França, 1996, 80 min) – Claude Nuridsany e Marie Pérennou Um belo registro daquilo que os nossos olhos não conseguem ver. Com o uso das tecnologias mais avançadas para a época, uma viagem pela natureza microscópica. O ciclo da vida de insetos e outros pequenos seres invertebrados na luta pela sobrevivência, por alimento e em sua relação com o meio ambiente.
Vencedor do grande prêmio técnico no Festival de Cannes; prêmio do público no Festival de Locarno; melhor fotografia, montagem, som e produção nos Prêmios César (França).
* “Migração Alada” (“Le Peuple Migrateur”, França, 2001, 98 min) – Jacques Perrin, Jacques Cluzaud e Michel Debats
Durante cerca de quatro anos são acompanhados os hábitos de migração de diversas espécies de pássaros, de todos continentes do planeta. No outono, estes animais viajam milhares de quilômetros, passando por diferentes regiões. Eles enfrentam a natureza, o homem e doenças, para repetir o percurso todos os anos. Quando a primavera chega, a migração faz o caminho de volta para casa.
Indicado ao Oscar de melhor documentário; vencedor do prêmio de melhor montagem nos Prêmios César (França).
* “Oceanos” (“Océans”, França, 2009, 104 min) – Jacques Perrin e Jacques Cluzaud Aproximadamente três quartos da superfície terrestre é coberta pela água. Através de imagens impressionantes e de rara beleza, este drama ecológico mergulha fundo no mundo dos oceanos. Misto de thriller e reflexão sobre o desaparecimento de maravilhas do mundo subaquático, a obra revela diversos mistérios escondidos nas águas, hábitos de vida das criaturas marinhas e os perigos que as cercam. Detalhes de um mundo desconhecido, exibidos de uma forma única na história.
Vencedor do prêmio de melhor documentário nos Prêmios César (França).
RETROSPECTIVA SARAH MALDOROR
* “Sambizanga” (França, 1972, 102 min) – Sarah Maldoror
1961, no início da guerra pela independência angolana. Domingos Xavier é um revolucionário preso por militares portugueses e levado para uma prisão em Sambizanga, distrito da capital Luanda. A esposa, Maria, procura-o, temendo a tortura ou a morte a que ele possa ter sido sujeito. O filme mostra a libertação de Angola pelos olhos de uma mulher.
Vencedor de menções nos prêmios Interfilm e OCIC na seção Forum do Festival de Berlim; exibido no IndieLisboa.
* “Uma Sobremesa para Constance” (“Un Dessert Pour Constance”, França/Argélia, 1980, 61 min) – Sarah Maldoror
O filme usa a comédia como forma de combater estereótipos racistas e ideias nacionalistas ultrapassadas, como o conceito de destreza culinária, através de um olhar sobre o cotidiano de migrantes africanos em Paris.
Exibido no IndieLisboa.
ESPECIAL INFANTIL
* “Zarafa” (França, 2013, 78 min) – Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie Sob um baobá, um velho conta às crianças a história da amizade entre Maki, de apenas 10 anos, e Zarafa, uma girafa órfã. O animal foi dado ao rei francês Charles X por Muhammad Ali, do Egito. Em meio a uma longa jornada que vai do Sudão até Paris, Maki e Zarafa vivem diversas aventuras. Exibido no Festival de Berlim e no Festival de Animação de Annecy (França); indicado como melhor animação ao Prêmio César (França).
CONCURSO CURTA ECOFALANTE
* “[O vazio que atravessa]” (Brasil-SP, 2021, 23 min) – Fernando Moreira Transpassadas pela ganância, duzentas e setenta e duas pessoas foram soterradas pelos rejeitos de minério da companhia Vale em Brumadinho (MG) em 2019. O vazio que agora acompanha os que ficaram jamais será preenchido. Este filme-homenagem é dedicado às vítimas da mineração irresponsável que permanece cobrando seu preço com sangue e devastação.
Vencedor do prêmio de excelência – meio ambiente no Documentaries Without Borders Festival (EUA); exibido na Mostra de Tiradentes e na Mostra CineBH – BH International Film Festival.
* “Como Respirar Fora d’Água” (Brasil-SP, 2021, 17 min) – Júlia Fávero e Victoria Negreiros Na volta de um dos seus treinos de natação, Janaína é enquadrada violentamente por policiais. Já em casa e livre do perigo, ela enfrenta a relação com seu pai, Júlio, também policial militar, com outros olhos. Vencedor do prêmio de melhor som e do Prêmio Canal Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; melhor direção no Prêmio Cinema Anima Latina (Itália); Prêmio ABC de Cinematografia, como melhor direção de fotografia para filme estudantil; melhor direção, fotografia e interpretação no Festival Mix Brasil; melhor direção da competição nacional de curtas-metragens no Cine Ceará; exibido no Festival de Clermont-Ferrand (França).
* “Crescer Onde Nasce o Sol” (Brasil-PE, 2021, 13 min) – Xulia Doxágui No Alto do Sol Nascente, em Olinda (PE), não tem praça, nem parque. As crianças que crescem onde o sol nasce, demarcam com as próprias mãos os territórios do brincar.
Exibido no Fidé Brasil – Festival Internacional do Documentário Estudantil de Curitiba; ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual; FestCine Itaúna – Festival de Cinema Estudantil de Itaúna.
* “Elos Positivos” (Brasil-SP, 2021, 18 min) – Eduardo Oliveira
Brasil, segunda metade dos anos de 1980 e início da década de 1990. Surge uma doença desconhecida que se torna fatal. Diagnósticos que prenunciavam mortes, sem remédios e tratamentos eficazes contra aquilo que se conheceria mais tarde como AIDS. Profissionais de saúde e pessoas que vivem com HIV contam suas histórias e experiências, relembrando elos e afetos que ajudaram a viver essa época de grandes dificuldades.
Vencedor do prêmio do público da Mostra Cine São Francisco do Curta Caicó; melhor documentário, melhor roteiro de documentário e prêmio do público no festival Cine Paraíso.
* “Lua, Mar” (Brasil-SP, 2021, 25 min) – Agua
Em um futuro próximo, a periferia paulista, alagada devido ao agravamento do aquecimento global, assiste ao início de um projeto mundial de colonização da Lua. Mauro reencontra sua ex-namorada de 10 anos atrás – Luana. Ele é um militante anti – colonização, ela acabou de prestar os exames para se tornar uma das primeiras colonizadoras da Lua. O que prevalecerá; o afeto ou a ideologia?
Vencedor do prêmio de melhor direção da mostra de curtas-metragens no Fade to Black Festival.
* “Meu Arado, Feminino” (Brasil-MG, 2021, 21 min) – Marina Polidoro Marques A pluralidade feminina do campo honra seu elo com a natureza, em quatro histórias entendemos sobre realidades distintas de gênero, classe e raça.
Vencedor do prêmio de melhor filme pelo júri estudantil e de professores no Cine.Ema; melhor documentário do FECIM – Festival de Cinema e TV de Muqui; Prêmio Enel de Sustentabilidade no NOIA – Festival Universitário de Cinema; exibido no Curta Taquary e no Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades.
* “Não Me Chame Assim” (Brasil-SP, 2020, 16 min) – Diego Migliorini
Daniela recebe a notícia de que sua tão aguardada cirurgia de redesignação de gênero foi antecipada, e não consegue pensar em outra coisa. Seu amante, Roberto, tenta dissuadi-la da operação, revelando uma controversa relação que desperta angústias e crises.
Vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor atriz no FECEA – Festival Internacional de Cinema Escolar de Alvorada; melhor fotografia no NOIA – Festival do Audiovisual Universitário; melhor curta LGBT+ nos Sweden Film Awards; melhor curta, melhor direção, melhor direção de fotografia e melhor direção de arte no BIMIFF – Brazil Monthly Film Festival; exibido no Hong Kong Indie Festival, Festival de Curtas-Metragens de Bruxelas, DIGO – Festival Internacional da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás, ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual, Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, Transforma – Festival de Cinema da Diversidade de Santa Catarina e no FIC Rio – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro.
* “Neguinho” (Brasil-RJ, 2020, 20 min) – Marçal Vianna
Jéssica, mãe de Zeca, um menino da periferia que ganhou uma bolsa numa escola particular, é chamada para uma reunião com a professora do seu filho. Em um encontro cheio de farpas, reflexões e visões de mundo distintas, um veredicto é dado e o destino de Zeca precisará ser decidido.
Vencedor dos prêmios de melhor direção, melhor atriz e melhor atriz coadjuvante na competição de curtas-metragens brasileiros do Festival Guarnicê; melhor ficção no Plateau – Festival Internacional de Cinema; melhor ficção no Festival Velas do Piraquê-Açu; melhor atuação no Cine RO – Festival de Cinema
de Rondônia; melhor roteiro de ficção no ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual; melhor roteiro e melhor atuação no Petit Pavé – Festival de Cinema Independente de Curitiba; exibido no Cine PE – Festival do Audiovisual, Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades, Cine Tamoio – Festival de Cinema de São Gonçalo, Mostra de Cinema Negro de Mato Grosso, Festival de Curtas de Campos do Jordão, Festival Visões Periféricas e Santos Film Fest.
* “O Abebé Ancestral” (Brasil-BA, 2020, 20 min) – Paulo Ferreira
A partir das vozes de Mãe Darabi/Alba Cristina Soares (Ialorixá), Olúkóso/Luzi Borges (Kolabá de Xangô) e das performances da atriz Izadora Guedes, o documentário aborda a história de Mejigã. Esta sacerdotisa nigeriana sofreu diáspora no século 19 e foi escravizada no Engenho de Santana, em Ilhéus (BA), do qual escapou, resistindo e se tornando símbolo de empoderamento ao gestar uma dimensão Ijexá no sul da Bahia.
Vencedor do prêmio do público na Mostra Competitiva de Curtas Brasileiros do Festival Recanto do Cinema; prêmio do público e menção honrosa no FAVERA – Festival Audiovisual Vera Cruz; exibido no Independent Video Film Festival of Youtube Art Club Pavlos Paraschakis (Grécia), Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul, Festival Guarnicê, FICCA – Festival do Caeté e no FECEA – Festival de Cinema Escolar de Alvorada.
* “O Andar de Cima” (Brasil-SP, 2021, 23 min) – Tomás Fernandes da Silva Um acidente provoca a morte de um porteiro em um condomínio de classe média em São Paulo. Diante do imprevisto, Marcelo, o síndico, investiga os diferentes espaços do prédio à procura do culpado, ao mesmo tempo que lida com os seus moradores mesquinhos. Enquanto as tensões aumentam, os preconceitos de um país desigual mostram sua verdadeira face.
Vencedor do prêmio de melhor filma na mostra competitiva paranaense do Festival Kinoarte de Cinema; menção honrosa no Curta Cinema – Festival de curtas do Rio de Janeiro; ecibido no Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Curta Kinoforum.
* “Okofá” (Brasil-SP, 2021, 17 min) – Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues, Daniela Caprine, Mariana Bispo e Thamires Case
Um corpo multiartista, transindígena e nordestino na cidade de São Paulo.
Exibido no Festival do Rio, Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, UrbanoCine (RN), Cine Pojichá (MG) e Jornada de Estudos do Documentário (PE).
* “Papa-Jerimum” (Brasil-RN, 2021, 15 min) – Harcan Costa e Clara Leal Ex-navegador, Seu Leonardo foi um pioneiro da cidade de São Miguel do Gostoso (RN) ao se tornar o primeiro a construir uma pousada na cidade e estimular o turismo e a gastronomia locais. Ao longo de sua trajetória, Seu Leonardo contribuiu para o desenvolvimento da cidade rumo ao futuro. Exibido na Mostra de Cinema de Gostoso.
* “Quem Saiu Para Entrega?” (Brasil-SC, 2021, 20 min) – Evaldo Cevinscki Neto, Leonardo Roque Machado e Paula Roberta de Souza
Histórias de entregadores de comida por app num Brasil em pandemia. Um documentário em formato vertical, dirigido remotamente.
Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival Assimetria; exibido na MOSCA – Mostra Audiovisual de Cambuquira.
* “Tá Foda” (Brasil-RS, 2020, 5 min) – Aline Golart, Denis Souza, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Ligia Torres e Victoria Sugar
Sketches pseudodocumentais sobre o futuro do Brasil.
Vencedor de menção do júri no Festival de Animação Chilemonos (Chile); melhor filme da Mostra Navi no Festival de Arapiraca; exibido no Cine PE – Festival do Audiovisual, FIC Rio – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação, Cinefest Gato Preto, FantaCINE – Mostra de Cinema Fantástico de Rondônia, Mostra Universitária do Festival de Gramado.
* “Yãy Tu Nunãhã Payexop: Encontro de Pajés” (Brasil-MG, 2021, 26 min) – Sueli Maxakali Em julho de 2020, em plena pandemia da Covid-19, cerca de 100 famílias tikmῦ’ῦn-maxakali deixaram a reserva de Aldeia Verde (Ladainha, MG) em busca de uma nova terra. A tensão causada pelo isolamento tornou mais urgente a necessidade de uma terra rica em matas e, sobretudo, água, na qual pudessem fortalecer as relações com os povos-espíritos yãmĩyxop, através dos cantos, rituais, festas e brincadeiras. Exibido no forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte.
PROGRAMA ECOFALANTE UNIVERSIDADES
* “Breakpoint: Uma Outra História do Progresso” (França, 2018, 98 min) – Jean-Robert Viallet
Ainda se debate se a humanidade mudou irreversivelmente o planeta ou não. Hoje, o progresso é nossa razão de ser, proporcionando a eterna promessa de uma melhor qualidade de vida. Mas por trás da impressionante história do progresso, esconde-se outra história. Uma história escrita pelos poderosos: lideranças políticas, industriais, químicos, lobistas e financiadores que, ao longo de dois séculos, modelaram o nosso modo de vida. Mas eis que surge de uma nova era, trazendo consigo as sementes da mudança climática: o antropoceno.
Cinemambiente – ItáliaCine Eco Seia – PortugalFIPADOC – FrançaFestival du Film Vert – Suíça
* “A Campanha Contra o Clima” (Dinamarca, Finlandia, Noruega, Suíça, Bélgica, 2020, 58 min) – Mads Ellesøe
Em 1988, o mundo se preparava para agir contra as mudanças climáticas. Mas então algo aconteceu. Algo que levou à crise climática para a qual o mundo despertou hoje. As maiores petroleiras do planeta foram das primeiras a detectar o aquecimento global, mas, em vez de agir, lançaram uma campanha que há 30 anos atrapalha o combate à emergência climática, semeando dúvida onde antes havia unanimidade – um modus operandi que vai encontrar, anos depois, o seu maior aliado na internet das redes sociais e algoritmos.
IDFA-Amsterdã; CPH:DOX – Dinamarca; Cinemambiente – Itália
* “Obrigado, Chuva” (Noruega /Reino Unido, 2017, 87 min) – Julia Dahr
Durante cinco anos, Kisilu, um pequeno agricultor queniano, usou sua câmera para registrar os impactos das mudanças climáticas na vida de sua família e de sua comunidade. Após ter a sua casa destruída por uma tempestade, ele decide formar um movimento para lutar contra os impactos dos novos fenômenos climáticos.
IDFA – Festival Internacional de Documentário de Amsterdã – Holanda; CinemAmbiente – Itália; CPH:DOX – Dinamarca; Hot Docs – Canadá; Festival do Rio – Brasil
* “Mãe do Mangue” (Brasil, 2018, 17 min) – Isabella Cruvinel Santiago, Jonas Torralba Batista
O filme retrata o modo de vida e trabalho das mulheres pescadoras da Reserva Extrativista de Canavieiras, na Bahia.
* “Cor de Pele” (Brasil, 2019, 4 min) – Larissa Barbosa
Cor de Pele se enuncia através de um poema, retratando questões que permeiam a vida de mulheres negras, como o machismo e o racismo, mas também a ancestralidade e a força que essas mulheres encontram em sua união, entendendo que essas narrativas, apesar de distintas, estão calcadas em uma mesma raiz.
“DESCARTE ” ( Brasil, 2021 , 52 min) – Leonardo Brant
Documentário de Leonardo Brant sobre o drama social do lixo, apresentado a partir de histórias inspiradoras de artistas, designers, artesãos e ativistas que transformam materiais recicláveis com inovação e sensibilidade. Histórias inspiradoras e educativas sobre como podemos dar novos destinos a tudo o que consumimos.
* “Estamos Todos Aqui” (Brasil, 2017, 20 min) – Chica Santos Andrade & Rafael Mellim
Rosa nunca foi Lucas. Expulsa de casa, ela precisa construir seu próprio barraco. O tempo urge enquanto um projeto de expansão do maior porto da América Latina avança, não só sobre Rosa, mas sobre todos os moradores da Favela da Prainha.
Prêmio de Júri Melhor Curta Metragem na Mostra de Tiradentes – Brasil; Festival de Brasília – Brasil; Festival de Cartagena – Colômbia
* “Mesmo com Tanta Agonia” (Brasil, 2018, 20 min) – Alice Andrade Drummond
É aniversário da filha de Maria. No trajeto do trabalho para a festa, ela fica presa no metrô, que para de correr por alguns minutos.
Melhor Filme; Melhor Atriz; Melhor Fotografia e Menção Honrosa de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Brasília – Brasil Melhor Imagem no Janela de Cinema do Recife – Brasil Mostra de Tiradentes – Brasil
* “Substantivo Feminino” (Brasil, 2016, 60 min) – Daniela Sallet, Juan Zapata
Duas pioneiras da militância ambiental no Brasil e no cenário internacional, Giselda Castro e Magda Renner eram donas de casa quando começaram sua luta em 1964, com ações de cidadania junto à população carente, na Ação Democrática Feminina Gaúcha. A partir de então, percorreram o mundo, integraram organizações internacionais e o Comitê de ONGs do Banco Mundial, e foram inclusive vigiadas pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) no período militar. O documentário revela peculiaridades dessas mulheres ricas que ousaram contrariar interesses econômicos.
* “Beleza Tóxica (Canadá, 2019, 90 min) – Phyllis Ellis
Para muitos de nós, faz parte da rotina: os cuidados com a higiene e os produtos que usamos diariamente nos colocam em contato com centenas de substâncias químicas. As companhias multi-bilionárias da indústria cosmética nos asseguram que não há razão para se preocupar. No entanto, uma ação judicial coletiva histórica contra a Johnson & Johnson e seu talco para bebês afirma que a multinacional sabia dos ingredientes cancerígenos mas nada fez. Beleza Tóxica é um documentário contundente sobre a falta de regulação da indústria cosmética e sobre o verdadeiro custo da beleza.
Hot Docs – CanadáCIFF – Festival Internacional de Calgary – CanadáDOXA Documentary Film Festival
* “Lixo Mutante” (Brasil, 2022, 67 min) – Dani Minussi e Adriano Caron
Um convite à reflexão sobre um urgente dilema ambiental, os resíduos. A obra conta com depoimentos de 12 especialistas diretamente ligados à causa, como catadores, acadêmicos, ativistas e artistas que apresentam possíveis caminhos para uma nova relação entre sociedade, indivíduo e o lixo. A narrativa é costurada por uma performance sensorial que se comunica de forma lúdica, tendo como personagem principal o “Lixo Mutante” – um ser inteiro feito de resíduos que cria vida e carrega sentimentos conflitantes, representando a “personificação do lixo e a lixificação das pessoas”.
Exibido na 11ª Mostra Ecofalante de Cinema – Especial Semana do Meio Ambiente.
* “A História do Plástico” (EUA, 2019, 95 min) – Deia Schlosberg
A História do Plástico expõe a “verdade inconveniente” por trás da poluição do plástico, material onipresente em nossas vidas. O filme traça a rota do plástico que nos leva até a atual crise global de poluição, e revela como a indústria de petróleo e gás manipulou com sucesso a narrativa em torno dela.
Prêmio do público – Festival de Mill Valley – EUA; Prêmio Especial do júri e prêmio do público – Festival de Napa Valley – EUA; John de Graaf Environmental Filmmaking – Festival Wild & Scenic – EUA; DOC NYC – EUA; CPH:DOX – Dinamarca; Sheffield Doc Fest – Reino Unido; Cinemambiente – Itália; SEFF – Seoul Eco Film Festival – Coréia do Sul
* “Trashed – Para Onde Vai Nosso Lixo?” (Reino Unido, 2012, 97 min) – Candida Brady
O filme apresenta os efeitos nocivos do lixo para a cadeia alimentar e para o meio ambiente, assim como seus impactos em nossa saúde. Da Islândia à Indonésia, o premiado ator Jeremy Irons conversa com cientistas, políticos e pessoas comuns cuja saúde e meios de subsistência foram afetados pela poluição causada pelos resíduos gerados pelas atividades humanas.
Festival de Cannes – França; Prêmio especial – Festival de Tóquio – Japão
* “Triste Oceano” (Austrália, 2017, 76 min) – Karina Holden
Metade de toda a vida marinha foi perdida nos últimos 40 anos. Em 2050, haverá mais plástico do que peixes nos mares. Diferente do que imaginamos nos últimos séculos, o oceano não é um lugar de recursos ilimitados, imune à mudança e ao declínio. Através de entrevistas com apaixonados ativistas, o filme desvela a história das mudanças em nosso oceano para defender a necessidade de preservá-lo.
VIFF – Festival Internacional de Vancouver – CanadáPlanet in Focus – CanadáFestival Internacional de Melbourne – AustráliaFestival Internacional de Sidney – Austrália
* “O Custo do Transporte Global” (Espanha/França, 2016, 83 min) – Denis Delestrac
Noventa por cento dos bens que consumimos são fabricados em terras distantes e trazidos até nós por navios. O filme é uma audaciosa investigação sobre o funcionamento e a regulamentação dessa indústria, assim como os impactos socioambientais ocultos.
CinemAmbiente – ItáliaFICMA – EspanhaSan Francisco Green Film Fest – EUASheffield Doc Fest – Reino Unido
* “O Custo do Vício Digital” (EUA, 2016, 74 min) – Sue Williams
Consumidores amam – e não podem viver sem – seus smartphones, tablets e laptops. Uma miríade de novos dispositivos inunda o mercado prometendo ainda mais comunicação, entretenimento 24h por dia e informação instantânea. Mas essa revolução tem seu lado sombrio. De funestas condições de trabalho na China a famílias intoxicadas em NY e aos corredores ultra-tecnológicos do Vale do Silício, o filme revela como até o menor aparelho eletrônico carrega custos fatais para o meio-ambiente e para nossa saúde.
Sheffield Doc Fest – Reino UnidoEFFA – Environmental Film Festival AustraliaSIFF – Festival Internacional de Seattle – EUA
“Jango Brasil” (Brasil, 1984, 114′) Sílvio Tendler
O filme refaz a trajetória de João Goulart, o Jango, em meio à efervescência política e cultural dos anos 1960 e, por meio de imagens de arquivo e depoimentos, mostra em detalhes como se construiu o golpe que o depôs nas primeiras horas do dia 1º de abril de 1964. O filme foi lançado exatamente vinte anos após o golpe militar no Brasil e levou meio milhão de espectadores ao cinema.
* “BR Acima de Tudo” (Brasil, 2021, 55′) – Fred Rahal Mauro
No Norte do estado do Pará fica o maior bloco de florestas protegidas do mundo; uma área de floresta amazônica do tamanho do Reino Unido e que abriga uma infinidade de histórias. Indígenas, pecuaristas, posseiros, quilombolas, empresários e políticos refletem à sua própria maneira os impactos da possível expansão da BR-163 floresta adentro, até a fronteira com o Suriname. O projeto da rodovia foi gestado na época da ditadura militar, e até hoje paira como uma sombra sobre a região. Mas este não é um filme sobre uma estrada. É um filme sobre os abismos que separam aqueles que compartilham de uma mesma terra.
Première na Semana do Meio Ambiente – Mostra Ecofalante
* “Amazônia Sociedade Anônima” (Brasil, 2019, 72′) – Estêvão Ciavatta
Diante do fracasso do governo brasileiro em proteger a Amazônia, índios e ribeirinhos, em uma união inédita liderada pelo Cacique Juarez Saw Munduruku, enfrentam máfias de roubo de terras e desmatamento ilegal para salvar a floresta.
Mostra Internacional de São Paulo – Brasil, Festival do Rio;
* “Espólio da Terra” (Áustria, 2015, 91 min) – Kurt Langbein
Terras cultiváveis são escassas e valiosas. O filme retrata tanto investidores globais, em seu discurso sobre economia sustentável e prosperidade, quanto suas contradições: despejos, trabalho escravo, fim dos pequenos proprietários.
* “Os Despossuídos” (Canadá/ Suíça, 2017, 81 min) -Mathieu Roy
Uma jornada impressionista que nos revela a luta diária da classe camponesa faminta. Em nossa era de agricultura industrializada, os produtores de alimentos recebem menos do que em qualquer outra profissão. O filme – parte cinéma vérité, parte ensaio – examina os mecanismos pelos quais pequenos agricultores entram num ciclo de desespero, endividamento e desapropriação. Filmado na Índia, Congo, Malawi, Suíça, Brasil e Canadá, com cenas magníficas e entrevistas cativantes, a obra acompanha ainda o êxodo rural de camponeses que deixam suas terras para trabalhar em canteiros de obras em megalópoles distópicas.
Visions du Réel – Suíça
* “Ladrões do Tempo” (Espanha/França, 2018, 52′) – Cosima Dannoritzer
Deixe a água, o petróleo e os metais raros de lado por um momento. Há um novo recurso cobiçado por todos: o (nosso) tempo. De nos deixar imprimir o próprio cartão de embarque e despachar a bagagem até lucrar com nossas visualizações de páginas e cliques, este filme revela como companhias e redes sociais monetizam o nosso tempo sem o nosso conhecimento, fazendo dele o seu modelo de negócio, destruindo milhões de empregos e controlando nosso comportamento.
* “Oeconomia” (Alemanha, 2020, 89 min) – Carmen Losmann
Camada por camada, o filme revela como as regras do jogo capitalista contemporâneo pré-condicionam sistematicamente o crescimento, os déficits e as concentrações de riqueza. Com particular perspicácia e rigor, Oeconomia articula os aspectos mais flagrantes da economia capitalista, tornados invisíveis pela cobertura predominante da mídia.
Berlinale – Alemanha; IDFA-Amsterdã – Holanda; Sheffield Doc Fest – Reino Unido; CPH:DOX – Dinamarca
* “GIG – A Uberização do Trabalho” (Brasil, 2019, 60 min) – Carlos Juliano Barros, Caue Angeli e Maurício Monteiro Filho
O trabalho mediado por aplicativos e plataformas digitais cresce no mundo todo. Mas o avanço da chamada ‘Gig Economy’, fenômeno também conhecido no Brasil por ‘uberização’, vem despertando debates sobre a precarização e a intensificação do trabalho numa sociedade cada dia mais conectada.
* “A Escala Humana” (Dinamarca, 2012, 83 min) – Andreas M. Dalsgaard
Viver em uma megacidade é tão encantador quanto problemático. Hoje enfrentamos crise climática, solidão e diversos problemas de saúde devido ao nosso estilo de vida. Mas por quê? O arquiteto e professor dinamarquês Jan Gehl estudou o comportamento humano em cidades ao longo de 40 anos e mostra, neste filme, a importância de incluirmos as necessidades humanas nos projetos urbanos.
CPH:DOX – Copenhagen – Dinamarca; Hot Docs – Toronto – Canadá; CinemAmbiente – Turim – Itália; Festival de Zurique – Suíça; Festival do Rio – Brasil
“Injustiça Climática” (EUA, 2018, 82 min) Judith Helfand
Chicago sofreu a pior onda de calor da história dos Estados Unidos em 1995, quando 739 pessoas – a maioria idosos e negros – morreram no espaço de uma semana. Vinculando a devastação do desastre natural ao desastre antrópico do racismo estrutural, o filme investiga uma das indústrias de maior crescimento das últimas décadas: a indústria de preparação para emergências e desastres. A diretora pergunta: como pode o Estado estar disposto a se prevenir contra desastres naturais, mas relutar em reconhecer os desastres em câmera lenta que ele mesmo promove?
“O Veneno Está na Mesa” ( Brasil, 2011, 49′) Sílvio Tendler
O Brasil é, desde 2008, o país que mais consome agrotóxicos no planeta! Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que utilizamos estão proibidos em quase todo o mundo pelo risco que representam
à saúde humana e ambiental. O perigo é tanto para os trabalhadores que manipulam os venenos quanto para a população do campo e das cidades que consomem os produtos agrícolas com agrotóxicos. Só quem lucra com isso são as transnacionais fabricantes dos venenos. A ideia do filme é mostrar como estamos nos alimentando mal por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio. É tempo de mudar!
“Auto-Fitness’ Alemanha, 2015, 21′) Alejandra Tomei & Alberto Couceiro
Ser ou não… ter tempo de ser? O filme é uma poesia labiríntica sobre o automatismo humano. Uma reflexão sobre nossa relação diária com o dinheiro e com o tempo, uma animação tragicômica que brinca com o conceito da constante e penetrante aceleração. Um filme sobre a opressiva loucura cotidiana e o automatismo em que somos forçados a viver, trabalhar, respirar, pensar e: existir. Uma paródia da já antiga “vida moderna”.
*** PROGRAMAÇÃO ***
24/08, quarta-feira
Cinemateca do Capitólio
19:30 Animal l Cyril Dion l França l 2021 l 120 min l Livre
25/08, quinta-feira
Cine Bancários
15:00 Neguinho l Diego Bauer l Brasil l 2020 l 20 min l Livre
Lua, Mar l Agua l Brasil l 2021 l 25 min l 12 anos
O Andar de Cima l Tomás Fernandes da Silva l Brasil l 2021 l 23 min l 12 anos
16:45 Flores da Planície l Mariana X. Rivera l México l 2021 l 19 min l Livre
CRUZ l Teresa Camou Guerrero l México l 2021 l 99 min l 16 anos
19:00 As Formigas e o Gafanhoto l Raj Patel, Zak Piper l Malawi l 2021 l 76 min l Livre
Cinemateca do Capitólio
17:00 Two-Spirit l Mónica Taboada-Tapia l Colombia l 2021 l 16 min l 14 Anos
A Mãe de Todas as Lutas l Susanna Lira l Brasil l 2021 l 84 min l 14 anos
19:00 Birds of America l Jacques Lœuille l França l 2021 l 80 min l Livre
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Chichiales l José López Arámburo l México l 2021 l 14 min l 14 anos
A Opção Zero l Marcel Beltrán l Cuba, Colômbia, Brasil l 2020 l 80 min l 14 anos
19:00 Caminhando sobre as Águas l Aïssa Maïga l França, Bélgica l 2022 l 90 min l Livre
Sala Cine Redenção
15:00 Breakpoint: Uma Outra História do Progresso l Jean-Robert Viallet l França l 2018 l 98′ l Livre 26/08, sexta-feira
Cine Bancários
15:00 OKOFÁ l Daniela Caprine, Mariana Bispo, Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues, Thamires Case l Brasil l 2021 l 7 min l 14 anos
Como Respirar Fora d’Água l Júlia Fávero e Victoria Negreiros l Brasil l 2021 l 16 min l 14 anos Não Me Chame Assim l Diego Migliorini l Brasil l 2020 l 16 min l 14 Anos
Crescer Onde Nasce o Sol l Xulia Doxágui l Brasil l 2021 l 13 min l Livre
Elos Positivos l Eduardo Oliveira l Brasil l 2021 l 18 min l 12 anos
17:00 Ocupagem l Joel Pizzini l Brasil l 2021 l 12 min l Livre
Muribeca l Alcione Ferreira, Camilo Soares l Brasil l 2020 l 78 min l Livre
19:00 Escrevendo com Fogo l Rintu Thomas, Sushmit Ghosh l Índia l 2022 l 93 min l 10 anos
Cinemateca do Capitólio
17:00 Chichiales l José López Arámburo l México l 2021 l 14 min l 14 anos
A Opção Zero l Marcel Beltrán l Cuba, Colômbia, Brasil l 2020 l 80 min l 14 anos
19:30 Sambizanga l Sarah Maldoror l Angola, França l 1972 l 96 min l Livre
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Terra Nova l Diego Bauer l Brasil l 2021 l 22 min l 14 Anos
O Elemento Tinta l Luiz Maudonnet, Iuri Salles l Brasil l 2022 l 9 min l Livre
Borom Taxi l Andrés Guerberoff l Argentina l 2021 l 61 min l Livre
19:00 Escola da Esperança l Mohamed El Aboudi l Finlandia, França, Marrocos, Finlandia l 2020 l 78 min l Livre
Sala Cine Redenção
15:00 A Campanha Contra o Clima l Mads Ellesøe l Dinamarca l 2020 l 58′ l Livre 19:00 Obrigado, Chuva l Julia Dahr l Noruega, Reino Unido l 2017 l 87′ l Livre
27/08, sábado
Cine Bancários
15:00 Lixo Mutante l Dani Minussi & Adriano Caron l Brasil l 2022 l 67′ l Livre
16:45 A Montanha Lembra l Delfina Carlota Vazquez l Argentina/México l 2021 l 21 min l 14 anos Povo ‘Tzu’ – Noite Branca l Tania Ximena, Yollotl Alvarado l México l 2021 l 72 min l Livre 19:00 O Território l Alex Pritz l Brasil, Dinamarca, EUA l 2022 l 86 min l 12 anos
Cinemateca do Capitólio
17:00 Regresso a Reims (Fragmentos) l Jean-Gabriel Périot l França l 2021 l 83 min l Livre 18:30 Nosso Planeta, Nosso Legado l Yann Arthus-Bertrand l França l 2020 l 100 min l Livre
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Migração Alada l Jacques Perrin, Jacques Cluzaud, Michel Debats l França l 2001 l 98 min l Livre 19:00 Uma Vez Que Você Sabe l Emmanuel Cappellin l França l 2019 l 105 min l Livre
28/08, domingo
Cine Bancários
15:00 Zarafa l Rémi Bezançon, Jean-Christophe Lie l França / Bélgica, l 2013 l 78′ l 10 anos 17:00 Ser Feliz no Vão l Lucas H. Rossi dos Santos l Brasil l 2020 l 12 min l 14 Anos Rolê – Histórias dos Rolezinhos l Vladimir Seixas l Brasil l 2021 l 82 min l 14 anos
19:00 As Sementes de Vandana Shiva l Camilla Becket, James Becket l EUA, Austrália l 2021 l 88 min l Livre
Cinemateca do Capitólio
17:00 Terra Nova l Diego Bauer l Brasil l 2021 l 22 min l 14 Anos
O Elemento Tinta l Luiz Maudonnet, Iuri Salles l Brasil l 2022 l 9 min l Livre
Borom Taxi l Andrés Guerberoff l Argentina l 2021 l 61 min l Livre
19:00 Mar Concreto l Julia Naidin l Brasil l 2021 l 14 min l Livre
A Praia do Fim do Mundo l Petrus Cariry l Brasil l 2021 l 88 min l 12 anos
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 As Estações l Jacques Perrin, Alexandre Poulichot, Jacques Cluzaud l França, Alemanha l 2015 l 96 min l Livre
19:00 Primeiros Habitantes: Uma Perspectiva Indígena l Costa Boutsikaris l EUA l 2021 l 76 min l Livre 29/08, segunda-feira
Sala Cine Redenção
15:00 Mesmo com tanta Agonia l Alice Andrade Drummond l Brasil l 2018 l 20′ l Livre Mãe do Mangue l Isabella Cruvinel Santiago & Jonas Torralba Batista l Brasil l 2018 l 17′ l Livre Cor de Pele l Larissa Barbosa l Brasil l 2019 l 4′ l 10 anos
Estamos Todos Aqui l Chica Santos Andrade & Rafael Mellim l Brasil l 2017 l 20′ l 10 anos 19:00 Substantivo Feminino l Daniela Sallet & Juan Zapata l Brasil l 2016 l 60′ l Livre
30/08, terça-feira
Cine Bancários
15:00 Papa-Jerimum l Harcan Costa e Clara Leal l Brasil l 2021 l 15 min l Livre
Quem Saiu Para Entrega? l Leonardo Roque Machado, Evaldo Cevinscki Neto, Paula Roberta de Souza. l Brasil l 2021 l 20 min l Livre
Tá Foda l Aline Golart, Denis Souza, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Ligia Torres e Victoria Sugar l Brasil l 2020 l 5 min l 10 Anos
[O Vazio Que Atravessa] l Fernando Moreira l Brasil l 2021 l 23 min l 10 anos
16:30 LOOP l Pablo Polledri l Argentina/Espanha l 2021 l 8 min l Livre
Vai Acabar l David Blaustein, Andrés Cedrón l Argentina l 2020 l 115 min l 14 anos 19:00 Um Céu Tão Nublado l Alvaro Fernandez-Pulpeiro l Colombia, Espanha, RU, Venezuela l 2020 l 84 min l Livre
Cinemateca do Capitólio
17:00 Flores da Planície l Mariana X. Rivera l México l 2021 l 19 min l Livre
CRUZ l Teresa Camou Guerrero l México l 2021 l 99 min l 16 anos
19:30 Quarto de Empregada l Roser Corella l Austria, Alemanha l 2021 l 73 min l 10 anos
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Sua Roupa l Gabriel Herrera l México l 2021 l 10 min l 12 anos
Esqui l Manque La Banca l Argentina l 2021 l 74 min l 14 anos
19:00 Holgut – O Primeiro Mamute l Liesbeth De Ceulaer l Bélgica l 2020 l 74 min l Livre
Sala Cine Redenção
15:00 OKOFÁ l Daniela Caprine, Mariana Bispo, Pedro Henrique Martins, Rafael Rodrigues, Thamires Case l Brasil l 2021 l 7 min l 14 anos
Como Respirar Fora d’Água l Júlia Fávero e Victoria Negreiros l Brasil l 2021 l 16 min l 14 anos Não Me Chame Assim l Diego Migliorini l Brasil l 2020 l 16 min l 14 Anos
Crescer Onde Nasce o Sol l Xulia Doxágui l Brasil l 2021 l 13 min l Livre
Elos Positivos l Eduardo Oliveira l Brasil l 2021 l 18 min l 12 anos
19:00 Beleza Tóxica l Phyllis Ellis l Canadá l 2019 l 90′ l 12 anos
Instituto Federal Rio Grande do Sul
19:15 O Custo do Transporte Global I Denis Delestrac IEspanha/França I 2016 I 83 min
31/08, quarta-feira
Cine Bancários
15:00 O Abebé Ancestral l Paulo Ferreira l Brasil l 2020 l 20 min l Livre
Meu Arado, Feminino l Marina Polidoro l Brasil l 2021 l 21 min l Livre
Yãy Tu Nunãhã Payexop: Encontro de Pajés l Sueli Maxakali l Brasil l 2021 l 26 min l Livre 16:45 0,2 Miligramas de Ouro l Diego Quindere de Carvalho l Brasil l 2021 l 24 min l Livre Montanha Dourada l Cassandra Oliveira l Brasil l 2021 l 54 min l Livre
Curupira e a Máquina do Destino l Janaina Wagner l Brasil l 2021 l 25 min l Livre
19:00 Adeus, Capitão l Vincent Carelli e Tita l Brasil l 2022 l 175 min l Livre
Cinemateca do Capitólio
17:00 A Felicidade do Motociclista Não Cabe em Sua Roupa l Gabriel Herrera l México l 2021 l 10 min l 12 anos
Esqui l Manque La Banca l Argentina l 2021 l 74 min l 14 anos
19:00 The Gig Is Up: O Mundo É uma Plataforma l Shannon Walsh l Canadá, França l 2021 l 89 min l 12 anos
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões l Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi e Joana Moncau l Brasil l 2022 l 17 min l Livre Kaapora – O Chamado das Matas l Olinda Muniz Silva Wanderley l Brasil l 2020 l 20 min l 12 anos Husek l Daniela Seggiaro l Argentina l 2021 l 89 min l 14 anos
19:30 Ostrov – A Ilha Perdida l Svetlana Rodina e Laurent Stoop l Suíça l 2021 l 91 min l 10 anos
Sala Cine Redenção
15:00 Lixo Mutante l Dani Minussi & Adriano Caron l Brasil l 2022 l 67′ l Livre
19:00 A História do Plástico l Deia Schlosberg l EUA l 2019 l 95′ l Livre
Instituto Federal Rio Grande do Sul
10:00 Descarte I Direção: Leonardo Brant I Brasil I 2021I 52′
01/09, quinta-feira
Cinemateca do Capitólio
17:00 Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões l Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi e Joana Moncau l Brasil l 2022 l 17 min l Livre Kaapora – O Chamado das Matas l Olinda Muniz Silva Wanderley l Brasil l 2020 l 20 min l 12 anos Husek l Daniela Seggiaro l Argentina l 2021 l 89 min l 14 anos
19:30 Apenas um Movimento l Vincent Meessen l Bélgica, França l 2021 l 110 min l 10 anos
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Céu de Agosto l Jasmin Tenucci l Brasil l 2021 l 10 min l 10 Anos
O Bem Virá l Uilma Queiroz l Brasil l 2020 l 80 min l 12 anos
19:00 O Grande Vazio l Sebastian Mez l Alemanha l 2020 l 86 min l Livre
Sala Cine Redenção
15:00 Trashed – Para Onde Vai Nosso Lixo? l Candida Brady l Reino Unido l 2012 l 97′ l Livre 19:00 Triste Oceano l Karina Holden l Austrália l 2017 l 76′ l 12 anos
Instituto Federal Rio Grande do Sul
13:30 Breakpoint: Uma Outra História do Progresso I Jean-Robert Viallet França I2018 I 98 min
02/09, sexta-feira
Cinemateca do Capitólio
17:00 Natureza Moderna l Maia Gattás Vargas l Argentina/Colômbia l 2021 l 15 min l Livre Lavra l Lucas Bambozzi l Brasil l 2021 l 101 min l Livre
19:30 Uma Sobremesa para Constance l Sarah Maldoror l França l 1980 l 61 min l Livre
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Lixo Mutante l Dani Minussi & Adriano Caron l Brasil l 2022 l 67′ l Livre 19:00 Ascensão l Jessica Kingdon l EUA l 2021 l 97 min l 14 anos
Sala Cine Redenção
15:00 O Custo do Transporte Global l Denis Delestrac l Espanha / França l 2016 l 83′ l Livre 19:00 O Custo do Vício Digital l Sue Williams l EUA l 2016 l 74′ l 14 anos
Instituto Federal Rio Grande do Sul
19:00 Jango l Sílvio Tendler l Brasil l 1984 l114′
03/09, sábado
Cinemateca do Capitólio
15:00 Zarafa l Rémi Bezançon, Jean-Christophe Lie l França / Bélgica, l 2013 l 78′ l 10 anos 17:00 Koyaanisqatsi l Godfrey Reggio l EUA l 1982 l 87 min l Livre
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Oceanos l Jacques Perrin, Jacques Cluzaud l França, EUA l 2009 l 104 min l Livre 19:15 A Rota do Mármore l Sean Wang l Holanda, HK, França, Grécia l 2021 l 97 min l Livre
04/09, domingo
Cinemateca do Capitólio
15:00 Zarafa l Rémi Bezançon, Jean-Christophe Lie l França / Bélgica, l 2013 l 78′ l 10 anos 17:00 Ocupagem l Joel Pizzini l Brasil l 2021 l 12 min l Livre
Muribeca l Alcione Ferreira, Camilo Soares l Brasil l 2020 l 78 min l Livre
18:30 Adeus, Capitão l Vincent Carelli e Tita l Brasil l 2022 l 175 min l Livre
Cinemateca Paulo Amorim
17:00 Microcosmos l Claude Nuridsany, Marie Pérennou l França, Suíça, Itália l 1996 l 80 min l Livre 19:00 Geração Z l Liz Smith l RU, EUA l 2021 l 101 min l Livre
05/09, segunda-feira
Sala Cine Redenção
15:00 Amazônia Sociedade Anônima l Estêvão Ciavatta l Brasil l 2019 l 72′ l 10 anos 19:00 BR Acima de Tudo l Fred Rahal Mauro l Brasil l 2021 l 55′ I Livre
Instituto Federal Rio Grande do Sul
15:00 Injustiça Climática l Judith Helfand l EUA l 2018l 82 min)
06/09, terça-feira
Cinemateca do Capitólio
17:00 Céu de Agosto l Jasmin Tenucci l Brasil l 2021 l 10 min l 10 Anos
O Bem Virá l Uilma Queiroz l Brasil l 2020 l 80 min l 12 anos
19:00 Domando o Jardim l Salomé Jashi l Suíça, Alemanha, Georgia / Suíça l 2020 l 91 min l Livre
Sala Cine Redenção
15:00 Espólio da Terra l Kurt Langbein l Áustria l 2015 l 91′ l Livre
19:00 Os Despossuídos l Mathieu Roy l Canadá / Suíça l 2017 l 81′ l 12 anos Instituto Federal Rio Grande do Sul
10:00 O veneno está na mesa l Silvio Tendler l Brasil l 2011 l 49′
07/09, quarta-feira
Cinemateca do Capitólio
17:00 Aurora – A Rua Que Queria Ser um Rio l Radhi Meron l Brasil/Islândia l 2021 l 15 min l Livre Portugal Pequeno l Victor Quintanilha l Brasil l 2020 l 20 min l 14 Anos
Panorama l Alexandre Leco Wahrhaftig l Brasil l 2021 l 66 min l 12 anos
19:00 Mil Incêndios l Saeed Taji Farouky l França, Suíça, Holanda, Palestina l 2020 l 90 min l Livre
08/09, quinta-feira
Sala Cine Redenção
15:00 Ladrões do Tempo l Cosima Dannoritzer l Espanha/França l 2018 l 52′ l Livre Instituto Federal Rio Grande do Sul
19:00 O Custo do Vício Digital l Sue Williams l EUA i 2016, 74′
09/09, sexta-feira
Sala Cine Redenção
15:00 Oeconomia l Carmen Losmann l Alemanha l 2020 l 89′ l Livre
Instituto Federal Rio Grande do Sul
13:30 Auto Fitness : Alejandra Tomei & Alberto Couceiro l Alemanha l 2015 l 21′
12/09, segunda-feira
Sala Cine Redenção
15:00 A Escala Humana l Andreas M. Dalsgaard l Dinamarca l 2012 l 83′ l Livre 19:00 GIG – A Uberização do Trabalho l Carlos Juliano Barros l Brasil l 2019 l 60′ l 12 anos
13/09, terça-feira
Sala Cine Redenção
15:00 Geração Z l Liz Smith l RU, EUA l 2021 l 101 min l Livre
a
a
Por ATTI COMUNICACAO