Museu de Arte Moderna de São Paulo inicia as comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna e homenageia a família Gomide-Graz
Com curadoria de Maria Alice Milliet, a exposição Desafios da modernidade – Família Gomide-Graz nas décadas de 1920 e 1930 traz ao público um diálogo entre artes visuais e design enquanto vertente do modernismo brasileiro.
“Que soluças tu, transido de frio, sapo-cururu, da beira do rio…“, declamou o escritor brasileiro Ronald de Carvalho, sob vaias, o poema de Manuel Bandeira, durante a Semana de Arte Moderna de 1922. Os versos da clássica obra Os sapos (1918) rimam com ironia a transformação e a necessidade de ruptura da poesia, referindo-se aos modernistas que aspiravam por liberdade e simplicidade na linguagem. Assim como na literatura, a arte moderna buscava romper antigos paradigmas e implementar novas formas de expressão. O movimento tomou proporções inimagináveis e a Semana de 22 se transformou em um marco na história da arte brasileira. Para iniciar as comemorações do centenário do movimento, o Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta, a partir do dia 25 de maio, a exposição Desafios da modernidade – Família Gomide-Graz nas décadas de 1920 e 1930, com curadoria de Maria Alice Milliet. A mostra lança luz sobre a interface entre artes visuais e design enquanto uma vertente do modernismo brasileiro, fruto da Semana de 22.
Os artistas Antônio Gomide, John Graz e Regina Gomide Graz foram figuras pioneiras no art déco e na introdução das composições geométricas abstratas no Brasil por meio de objetos utilitários. Nascidos no Brasil, os irmãos Gomide mudaram-se para a Suíça em 1913, e conheceram John Graz na Academia de Belas Artes de Genebra, onde os três estudaram. Graz enamorou-se de Regina, com quem se casou em 1920, no Brasil. Na mesma década, ele entrou em contato com os pioneiros do modernismo e participou da Semana de Arte Moderna.
Regina e John Graz colaboraram com Warchavchik na montagem dos interiores da Casa Modernista. A casa, aberta para visitação pública, é hoje considerada um marco na introdução de um novo modo de morar. A proposta conjugava uma arquitetura funcional e despojada de ornamentos, com ambientes organizados a partir de um mobiliário de formas puras, complementados pelo melhor da arte moderna.
Desafios da modernidade. Família Gomide-Graz nas décadas de 1920 e 1930
Curadoria: Maria Alice Milliet
Período expositivo: 25 de maio a 15 de agosto
Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portões 1 e 3)
Horários: terça a domingo, das 12h às 18h (com a última entrada às 17h30)
Telefone: (11) 5085-1300
Domingo gratuito
Ingresso: R﹩ 20 (inteira) e R﹩10 (meia-entrada para estudantes e professores, mediante identificação)
Gratuidade para menores de 10 e maiores de 60 anos, pessoas com deficiência, membros do ICOM, AICA e ABCA com identificação, agentes ambientais, da CET, GCM, PM, Metrô e funcionários da linha amarela do Metrô, CPTM, Polícia Civil, cobradores e motoristas de ônibus, motoristas de ônibus fretados, funcionários da SPTuris, vendedores ambulantes do Parque Ibirapuera, frentistas e taxistas com identificação.
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