Chiado Books lança “Todas palavras feitas da terra”, obra poética de André Zahar

“No fundo, todas as palavras são feitas da terra. As trilhas guardam pegadas, talvez a história esqueça os melhores nomes. Nós sabemos de onde viemos e o que dividimos sob as estrelas. Semear é trabalho pra todas as vidas. Cuidemos das trilhas da terra das palavras para os que vão nos colher.” (introdução do livro “Todas palavras feitas da terra”)

 

Foto Divulgação

André Zahar, lançou neste mês de maio a obra poética “Todas palavras feitas da terra”, pela Chiado Books. O livro retrata uma jornada inquietante que parte do “eu” profundo para emergir na direção de outras camadas subjetivas, sociais e políticas. Um percurso em que o narrador revela o ser primitivo latente a cada momento e desafia o leitor a desenvolver, a partir da própria ancestralidade, uma nova e potente ação poética.

 

O processo de escrita:

Os sertões do Nordeste brasileiro guardam um precioso acervo sobre povos pré-históricos. Fragmentos de cerâmica, ossadas, coprólitos, petróglifos, pinturas rupestres ali encontrados têm sido fundamentais para resgatar a história do homem no continente americano e reconstituir a vida antes da colonização. E foi diante de pinturas e entalhes milenares em alguns desses sítios arqueológicos que André Zahar identificou os temas, a forma e a abordagem que deveria utilizar para realizar “Todas palavras feitas da terra”.

A obra foi toda escrita à mão, utilizando carvão, e teve cada página digitalizada separadamente. Com isso, os sentidos de cada palavra se ampliam pela caligrafia, somada à fricção contra o papel, quando falam de temas – amor, guerra, perdas, exilio – que são atuais em todas as eras, desde o paleolítico até o antropoceno.

 

SINOPSE:
Amor. Guerra. Perdas. Migrações. Germinações. Temas que inspiram poetas desde tempos imemoriais e se entrelaçam às histórias de cada um de nós,  ganham uma abordagem original em Todas palavras feitas da terra. Nesta obra, André Zahar explora a poética do carvão e vai ao encontro da própria caligrafia ao estirar no traço inquietações que vão do íntimo ao político. O livro se inspira em sítios arqueológicos presentes no Nordeste do Brasil — Serra da Capivara, Vale do Catimbau, Carnaúba dos Dantas, Pedra do Ingá, Lajedo do Pai Mateus —, onde desenhos e incisões deixados na rocha por Povos pré-cabralinos revelam narrativas essenciais de muitas Eras. De forma análoga, a poesia de Zahar busca na vivência pessoal do tempo o que há de mais remotamente humano.
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A experiência da itinerância, com todo assombro que lhe é inerente, marca a vida e a produção de André Zahar. Como poeta e jornalista, nascido no Rio de Janeiro e hoje vivendo no Recife, faz da palavra seu instrumento de expressão vital, dando continuidade à trajetória de uma família forjada em migrações, memórias e esquecimentos, como muitas no Brasil. Sua deriva, que o levou aos sítios arqueológicos do Sertão nordestino, é, também, estética. Já participou de exposição de fotografias, composições musicais, lambe-lambes, um programa de rádio e um espetáculo de teatro em que pela primeira vez apresentou trechos de Todas palavras feitas da terra. Seu livro anterior, mafuá — autoajuda para mamutes, feito em parceria com o artista carioca Leo Sales / Szel, lançou as bases poéticas e gráficas para os demais trabalhos. 

 

Blog  https://andrezahar.com/

 

Garanta o seu exemplar em:

Chiado Books
Martins Fontes
• Livraria da Travessa
• Livraria Cultura

 

Data de publicação: Maio de 2020
Número de páginas: 172
ISBN: 978-989-52-7619-6
Colecção: Prazeres Poéticos
Idioma: Português/BR
Preço de capa: R$32,00

 

 

 

 

Créditos Comunicação Chiado Books – Brasil

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