Novo Som encanta público e marca trajetória no Teatro Nova Iguaçu
Uma noite de fé, emoção e nostalgia: Novo Som transforma o Teatro Nova Iguaçu Petrobras em um grande coral e leva fãs a reviver memórias de 38 anos de história

Na última quinta-feira (19), o Teatro Nova Iguaçu Petrobras foi palco de uma noite inesquecível. A banda Novo Som, referência no gospel nacional, reuniu fãs em um espetáculo que misturou música, fé e histórias de quase quatro décadas de trajetória. O público, formado por diferentes gerações, transformou o teatro em um grande coral, cantando sucessos que marcaram casamentos, encontros e momentos de fé. Além das músicas, a noite foi marcada por homenagens, reflexões sobre a vida secular, lembranças dos primeiros passos da banda e até a estreia de uma canção inédita.

Logo na abertura, com a canção “Águas”, o público se levantou em um só coro, transformando o teatro em uma verdadeira celebração coletiva. A cada acorde, a energia crescia e os clássicos que marcaram gerações foram surgindo: “Jesus Cristo Vem”, “Pra Você” — música que marcou o início da trajetória da banda e foi o ponto de partida de tudo nos anos 90, emocionando os fãs que acompanharam desde o começo —, “Luz”, “Estou Aqui”, quando o teatro se iluminou com centenas de lanternas de celulares, criando um cenário mágico de conexão entre banda e plateia. A emoção seguiu com “Viver e Não Sonhar”, “Além do Céu Azul”, “Eu e Você”, que embalou casamentos e histórias de amor, além de “Meu Sonho”, “Vale a Pena Sonhar” e “Herói dos Heróis”, que fecharam a noite em clima de celebração e fé. Cada música trouxe à tona memórias, lágrimas e sorrisos, reafirmando que o Novo Som não apenas canta, mas revive capítulos inteiros da vida de seus fãs.

O vocalista Alex Gonzaga, que havia completado aniversário no dia 14, viveu uma noite especial de homenagens. Surpreendido com flores entregues pela PIB de Nova Iguaçu e um bolo acompanhado de parabéns entoados em coro pelo público, Alex se emocionou diante do carinho dos fãs. O teatro inteiro se transformou em uma grande celebração não apenas da sua vida, mas também da trajetória da banda. Entre músicas e lembranças, Alex aproveitou para refletir sobre os 38 anos de estrada e sobre o futuro do grupo: “Eu vejo que a aprovação de Deus no nosso trabalho, no nosso projeto, no nosso Ministério, nas nossas vidas, apesar de falhos, né? Somos humanos, mas Deus colocou a mão em cada um de nós. E nos separou para que a gente pudesse transmitir a sua palavra através das nossas canções.”

A noite também trouxe momentos de descontração, como na estreia da inédita “Em Silêncio”, em parceria com André e Felipe. Antes de cantar, Alex fez uma pausa teatral, abaixando a cabeça para representar o silêncio, arrancando risadas e aplausos. “Às vezes precisamos parar para ouvir a voz de Deus em meio ao barulho espiritual que nos cerca”, explicou. A canção fala sobre a necessidade de parar em meio ao barulho da vida para ouvir a voz de Deus, conectando reflexão e música em perfeita sintonia.
“Esse mundo tão atribulado, essa correria que a humanidade vive… às vezes a gente quer ouvir a voz de Deus, mas não consegue porque tem muito barulho. Às vezes é preciso parar, ficar em silêncio, para ouvir o que Ele quer falar”, Alex Gonzaga.

Essas falas, entremeadas pelas canções e pelas homenagens, deram ainda mais emoção à noite, mostrando que o Novo Som não é apenas uma banda, mas um ministério que atravessa gerações e continua tocando corações.

O tecladista e produtor musical Mito Pascoal, peça fundamental na história do Novo Som, também se emocionou ao recordar os primeiros passos da banda. Presente desde os anos 80, quando o grupo ainda se apresentava em igrejas de terno e gravata após saírem de seus empregos seculares.
“Parecia que estava entrando numa nave espacial. Não conhecia nada. Hoje já são 40 anos de estúdio, mas naquela época tudo era novidade” , Mito relembrou o impacto da primeira vez que entrou em um estúdio de gravação.

Além de músico, Mito Pascoal acompanhou de perto a evolução tecnológica e artística da música gospel. Para ele, cada apresentação ainda carrega o “friozinho na barriga” dos primeiros anos, mostrando que, mesmo após quase quatro décadas, o Novo Som mantém vivo o frescor e a emoção de subir ao palco.
Naquela noite, Mito foi o primeiro a se posicionar no palco, ainda com a cortina fechada. Enquanto o público aguardava ansioso, ele já estava sentado ao teclado, relembrando silenciosamente os momentos que marcaram sua trajetória. Quando a cortina finalmente se abriu, seus primeiros acordes reforçaram a atmosfera nostálgica e deram início a uma viagem no tempo, transportando todos para os anos 80 e 90, quando o Novo Som começava a escrever sua história.

Com cada nota, Mito mostrava que não era apenas um músico, mas uma peça fundamental na identidade da banda, capaz de transformar simples acordes em memórias vivas que emocionaram o público e reafirmaram o legado do grupo.
Entre recordações e sucessos, Alex também relembrou a época em que deixaram seus empregos seculares para se dedicar integralmente ao ministério: “Nós tínhamos nossos trabalhos seculares, eu no Bradesco e o Mito na Golden Cross. Mas Deus falou: ‘Sai!’ E nós obedecemos. Foi difícil, mas Ele confirmou nosso chamado.”

Outro destaque da noite foi a lembrança de 1992, quando o Novo Som ousou e lançou a primeira canção romântica do gospel nacional, “Eu e Você”. A música rapidamente se tornou trilha sonora de inúmeros casamentos, trazendo ao altar uma alternativa cristã às canções internacionais que dominavam a época, como Kenny G e Richard Clayderman. Para muitos casais, foi ali que o Novo Som se tornou parte da história de suas vidas. Alex relembrou com humor: “Cristão também ama. Família é plano de Deus.” Esse momento nostálgico ganhou ainda mais força quando uma fã mostrou a Alex uma revista antiga da época, arrancando risadas e lembranças. Enquanto isso, Mito Pascoal, ao teclado, deu alguns acordes que reforçaram a atmosfera romântica e transportaram o público de volta aos anos 90.
Além de “Eu e Você”, outras músicas do grupo também marcaram cerimônias e histórias de amor, como “Meu Sonho” e “Vale a Pena Sonhar”, que se tornaram verdadeiros hinos de união e esperança. Cada acorde tocado naquela noite parecia reviver memórias de festas, encontros e momentos inesquecíveis, mostrando que o Novo Som não apenas canta, mas acompanha os capítulos mais importantes da vida de seus fãs.

“Estar com vocês foi muito bom. São 38 anos de estrada, tantas histórias, tantas viagens. Deus tem suprido nossas vidas e confirmado nosso ministério”, resumiu Alex, encerrando a noite com gratidão e esperança de seguir por muitos anos levando música e fé.

Mais do que um show, a noite foi uma verdadeira viagem no tempo. O público cantou junto, se emocionou e reviveu memórias que marcaram gerações. Para Alex, o legado da banda é claro: “Tem gente que fala assim: Novo Som não prega. As nossas músicas já são pregações! São quase 200 canções, e eu não tenho dúvidas de que pelo menos uma fale ao coração de cada pessoa.”
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