‘Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte Um’ chega aos cinemas com muita ação e adrenalina a la Tom Cruise
Por Rogério Fidalgo
Há limites para Tom Cruise? O astro só quer ação, e dificilmente veremos ele reprisando papéis como Rain Man em Questão de Honra

O filme “Missão Impossível – Acerto de Contas Parte 1”, que tem direção de direção de Christopher McQuarrie, chega aos cinemas nesta quinta, dia 13 de julho, com o penúltimo capítulo de uma saga, que fez com que Tom Cruise se superasse cada vez mais nas cenas de perigo. Mesmo que fosse escalar uma montanha, ou um arranha-céu em Dubai, ficando 6 minutos debaixo d’água, voando pendurado na lateral de um avião, pilotando helicóptero e, agora saltando em um penhasco, em uma moto e sobrevoando de Paraquedas, sempre se destacou. O ator, que completou recentemente 61 anos de idade, sempre enfatizou querer realizar as cenas de ação, mas para conseguir com precisão ele começou a produzir seus filmes, pois em filmes anteriores, havia muita preocupação para que ele não se machucasse. E um diretor que entrou em acordo com Tom Cruise foi Steven Spielberg, que escolheu as cenas perigosas, que ele iria atuar, pois Spielberg alegou que não conseguiria dormir a noite sabendo que estava arriscando a vida do astro.
O acerto de contas chega como uma reflexão na vida do agente Ethan Hunt, onde ele se pergunta se tudo que fez no passado valeu, ou não, a pena, para proteger vidas. A vida dele se compara com a do agente Jack Bauer, do seriado 24 Horas, pois ambos tentaram se afastar dessa vida e viverem uma vida “normal”, mas acabaram se vendo obrigados a voltar a atuar em nome do governo, uma vez que não há quem possa realizar esse trabalho. Fazendo com que se lembre um pouco a filosofia de John McClane, nos filmes Duro de Matar, pois ele diz que quando você vira Herói, realiza muitas refeições sozinho, leva tiros, tapinha nas costas, mas ninguém quer esse trabalho, e, se houvesse uma outra pessoa para fazer, seria um prazer entregar-lhe o título de Herói.

Como não poderia ser diferente, o sétimo filme da saga possui alguns easter eggs como: a cena no trem (que nos leva ao primeiro filme com um trem) e com direito a luta no teto do trem, em um determinado momento Ethan Hunt faz aparecer um objeto em sua mão. E, como se fosse mágica, ele realizou o mesmo ao fazer um disquete aparecer em sua mão no primeiro filme, quando os diretores de agências do governo se reuniram para debater problemas. Na parede aparece uma foto de Erika Sloane (Angela Basset) que era a diretora da CIA no sexto filme, esses são alguns dos easter eggs.
A pegada do filme, produzido por Tom Cruise e que grande foi filmado em Roma, tem uma uma mistura dos filmes Matrix Reloaded com Vingadores: Era de Ultron. Uma chave que pode abrir um tipo de caixa de pandora, uma Inteligência Artificial que evoluiu para algo mais, e ficou pior do que o esperado. Poderia ter sido acrescentado uma cena pós-créditos, que não ocorreu, pois para já deixar o público ansioso para o próximo filme. Nisso, Matrix Reloaded soube fazer, pois havia um trailer do filme seguinte após os créditos.
Nota para o filme 9