“Surdina”, novo filme de Rodrigo Areias com roteiro de Valter Hugo Mãe, estreia no Brasil em maio
O longa-metragem traz roteiro de Valter Hugo Mãe e trilha sonora de Tó Trips

A história de Surdina leva o público a um Portugal do interior, com referências ao lugar onde viveu Areias, que se utiliza da poesia e de metáforas para contar uma história sentimental, de perdas e variações do luto. Segundo Rodrigo, o clima tem muito do cinema brasileiro. O lusitano tem profunda admiração pela produção brasileira e destaca o diretor que fez sua cabeça: “Eu diria que o diretor Brasileiro que mais me influenciou foi o Glauber Rocha, “Barravento” tem mesmo uma influência grande no meu filme “Hálito Azul”, ainda que o filme dele que mais me marcou foi “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Mas o diretor também destaca o cineasta Sérgio Bianchi com o filme “Cronicamente Inviável” e, numa geração ainda mais recente, Eduardo Nunes e toda a sua cinematografia, dos curtas aos longas – diretor com quem tem tentado coproduzir filmes em parceria“.
Ele é conhecido como o “homem das mil produções” por ter 20 filmes ao longo dos 42 anos de idade. Faz parte do novo cinema português.

Distribuído pela Fênix Filmes, chega em 13 de maio de 2021 o filme “Surdina” (2019, Portugal), do diretor Rodrigo Areias, na primeira parceria com o celebrado escritor Valter Hugo Mãe, que assina o roteiro. Visto como uma ‘tragicomédia minhota’ – por ter sido rodado no Centro Histórico de Guimarães, na província de Minho -, o longa-metragem teve estreia mundial na 43ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e passou por inúmeros festivais internacionais. Produzido pela produtora Bando à Parte, “Surdina” traz no elenco António Durães, Ana Bustorff, Filomena Gigante, Jorge Mota, João Pedro Vaz ou Emilia Silvestre, entre outros. A estreia será pela plataforma do Cine Sesc https://sesc.digital/colecao/cinema-em-casa-com-sesc
Terreno fértil para o prolífero diretor Rodrigo Areias (aos 42 anos tem a marca impressionante de 20 filmes no currículo), a história leva o público a um Portugal do interior, com referências ao lugar onde viveu Areias, que se utiliza da poesia e de metáforas para contar uma história sentimental, de perdas e variações do luto. O longa-metragem, que marca o primeiro roteiro de Valter Hugo Mãe, foi rodado em Guimarães, tendo como cenário um espaço rural, onde Isaque, um velho homem interpretado por António Durães, recebe a notícia de que a sua falecida mulher foi vista em uma feira fazendo compras. Revoltado, despeitado e triste, o velho homem pretende esconder-se de todos, mas os seus fiéis amigos insistem para que não dê ouvidos ao povo e que aproveite a ocasião para se fortalecer e, quem sabe, casar-se de novo. É uma história sobre a delicadeza de se ser velho, do que resta ainda para sonhar e para amar quando a idade avança significativamente e o corpo se enfraquece.
A ideia dos personagens terem alguma correlação com pessoas reais não foi mera coincidência. Segundo Areias, em entrevista para o site C7NEMA, há bastante relação com pessoas da região.
“Em São Cristovão de Selho, metade da família tem o nome do lado materno do Valter, a outra metade da família paterna. E ali no centro histórico também tem a ver com uma série de pessoas que conheço desde que nasci. Algumas delas estão no filme, até na forma de homenagem. Há vários não-atores que convidei pessoalmente para que pudessem fazer parte do filme, porque para mim representam aquela realidade. São personagens icônicas daquele centro histórico, daquele meio muito particular”, disse.
A trilha sonora é um caso à parte, que percorre as cenas com temas compostos especialmente para o filme, a cargo do renomado guitarrista Tó Trips. As músicas carregam nos dedilhados as questões abordadas na história como a velhice, a solidão e o desaparecimento. A trilha ganhou um disco com 10 faixas que pode der apreciado na plataforma Spotify (https://spoti.fi/3mJWNEP).
O filme foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Girona (Espanha) como melhor filme, melhor fotografia e melhor trilha original, e ainda coleciona os prêmios de melhor filme em língua estrangeira do Central States Indie FanFilmFest (EUA) e melhor filme estrangeiro do Kyiv International Film Festival (Ucrânia).
Sinopse
Num espaço rural, um velho homem recebe a notícia de que a sua falecida mulher foi vista a fazer compras na feira. Revoltado, pretende esconder-se de todos, despeitado e triste, mas os seus amigos insistem para que não dê ouvidos ao povo e aproveite tal facto para se fortalecer e, quem sabe, casar-se de novo. Esta é uma história da delicadeza de se ser velho, do que resta ainda para sonhar e para amar quando a idade avança significativamente e o corpo se enfraquece.
Elenco
Personagens
António Durães
Isaque
Adelaide Teixeira
Gertrudes
Fernando Moreira
Luís
Jorge Mota
Armando
Filomena Gigante
Gorete
Mário Moutinho
Manoel
Valdemar Santos
Gomes
Jorge Pinto
Cândido
Emília Silvestre
Hermínia
Vitor Correia
Caminhante
Ana Bustroff
Dona Micas
Ângela Marques
Maria das Dores
Clara Nogueira
Lucinda
João Pedro Vaz
Joaquim
Tânia Dinis
Mulher jovem
Rosa Quiroga
Empregada de Joaquim
Luís Almeida
Amigo da Tasca
Delfim Freitas
Delfim
SURDINA
PORTUGAL, 2019, Cores, 79 min.
Título original: Surdina
https://youtu.be/YjbrdnkVWKs
Trailer: https://youtu.be/YjbrdnkVWKs
Por Divulgação Fênix Films