Verossímil e Imprevisível: Cristiano José mostra faceta inédita em seu último trabalho

Autor de Palavras Esquecidas reuniu coletânea com 10 histórias independentes que misturam diferentes gêneros e estilos literários

 

Foto Divulgação

Já imaginou alguém que investiga fatos históricos para escrever histórias que jamais aconteceram? Parece estranho mas para o escritor Cristiano José faz todo sentido. O autor de Palavras Esquecidas, seu último livro que pela primeira vez aborda temas verídicos, do cotidiano, é um estudioso da História mas geralmente dispensa anacronismos na hora de construir suas próprias histórias.  

Em suas narrativas há a mistura de diferentes gêneros e estilos literários. A fábula se funde ao conto, na medida em que a literatura fantástica esbarra na realidade. Foi dessa forma que o autor deu origem a cada uma das histórias de Palavras Esquecidas, publicado pela Editora Viseu, que também retratam as experiências de quem escreve. Já nos livros anteriores “A Cólera do Santo” e “O mago Crazy”, ambos de ficção, Cristiano José se manteve fiel a ausência de anacronismos e fez da imaginação sua principal aliada. 

 

“Procuro tornar o falso o mais próximo do fato histórico que minha imaginação consegue. Eu nasci com uma habilidade muito rara, a de viver em um mundo de fantasia e sonho. Nesse mundo, sou e me transformo em várias coisas e ser autor foi uma forma que encontrei de compartilhar esse meu mundo com as outras pessoas”, afirma Cristiano. Embora o mix de gêneros esteja presente em suas narrativas, há sempre a predominância de um único gênero sobre os demais. 

 

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Entretanto, em Palavras Esquecidas pode-se dizer que o autor foi na contramão de tudo que já produziu no mercado editorial. Dessa vez a imaginação deu mais espaço a vida real. Cristiano entrega ao leitor seu olhar subjetivo sobre os acontecimentos que permeiam o cotidiano das pessoas, um olhar atual e dessa vez bastante conectado com a realidade.

“As angústias e frustrações que abordo no livro são parecidas com as das pessoas que permanecem assustadas com a pandemia, em luto pelo parente ou amigo que se foi. O leitor vai se deparar com uma batalha semelhante a que estamos vivendo, a batalha para manter a saúde mental,” conclui o autor.

Créditos Strate DY

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