Dia dos solteiros: diversas mulheres, depois dos 30 já se conhecem o suficiente para dizer com absoluta segurança: “Solteiras? Sim. Sozinhas? Nunca!”
15 de agosto é o “Dia dos Solteiros”. A origem da data é desconhecida, mas no Brasil, se comemorada no dia 15/08, e na China, a data é comemorada no dia 11 de novembro. O psicólogo Matheus Vieira, especialista no que se refere ao amor, suas implicações práticas e em relacionamentos, respondeu algumas perguntas e resumiu que tem pessoas que gostam tanto da própria companhia que não a trocam facilmente.

Enquanto muitas pessoas não sabem ficar sozinhas, outras não conseguem manter uma relação a dois e se sentem bem melhor solteiras. Assim acontece com muitas mulheres que saíram da casa dos 30 anos, elas se sentem presas quando estão num relacionamento, e ficam mais felizes com sua própria companhia. Apesar de apreciarem a relação sexual, para elas, relacionamento não é prioridade. Muitas delas, quando pensam em ter alguém ao lado, invadindo sua intimidade, já desistem de iniciar um novo relacionamento. Até desejam uma companhia para compartilhar a vida, mas quando chegar o momento certo. Na verdade, estamos vivendo numa época em que diversos tabus foram quebrados em relação à mulher “balzaquiana”, expressão empregada por Honoré de Balzac em sua obra, “Mulher de trinta anos”, datada de 1831-1832, “era a seus olhos perfeita e deveriam se resguardar, pois são dignas de tal privilégio”, refere-se a mulheres de 30 anos, que saíram da casa dos trinta e atingiram os 40, 50, 60, 70, e tantos outros anos. Muitas mulheres das gerações anteriores, se casaram para sair do domínio dos pais, mas acabaram infelizes no casamento, pois caíram nas mãos de maridos que foram criados nas mesmas bases dos pais delas. E com o advento do divórcio, elas finalmente conseguiram a tão almejada liberdade, e isso se refletiu nas filhas e netas delas, isto é, nas próximas gerações femininas. Essa solteira, que se libertou da ditadura machista dos séculos anteriores, onde acreditavam que só as mulheres casadas eram felizes, hoje, é protagonista da própria história, de filmes, best-sellers e seriados, e cresce cada vez mais na sociedade. Ao consultarmos diversas fontes, especialistas como Matheus Vieira, psicólogo, especializado no que se refere a relacionamentos, ao amor e suas implicações práticas, e entrevistas com algumas mulheres nesta faixa etária, vimos uma solteira “feliz”, “independente” e “realizada”.
Com base nas entrevistas e pesquisas, foi visto que algumas mulheres solteiras, depois dos 30 anos, ainda sofrem pressão em relação ao casamento. Em alguns casos, a família é responsável em pressionar essa mulher a construir uma vida a dois, mas muitas não se deixam influenciar por brincadeiras, que na maioria das vezes são em relação a sua fertilidade, pois as pessoas a sua volta acreditam que já estão com a idade avançada para uma gestação, e vão ficar para titia, encalhadas, sem marido e filhos, vão terminar sozinhas. E elas não estão encalhadas, pois ainda tem gente que vê a “mulher que não casou” dessa maneira, apenas sabem o que quer e analisam melhor suas escolhas. Na casa de seus 40 anos, Simone Silva, dona das suas decisões e de seu próprio dinheiro, lida muito bem com o status de “solteira”, e não está sozinha por falta de opção: “Sou uma tia assumida e feliz”. Essa “tia assumida”, quer alguém que valha a pena, que compartilhe momentos, e não para fugir da solidão. Muitas destas mulheres tiveram o sonho de casar, e como não aconteceu aprenderam a conviver com a própria companhia. Livre, essa mulher não pode ser tratada como coitadinha, apenas está em paz com o seu próprio espírito. O casamento foi preterido e deixado para trás.

A mulher atual não precisa de desculpas para casar, ela aprendeu a se cuidar e não se preocupar se vai terminar sozinha, ou não. Algumas, têm medo de relacionamento, e ao mesmo tempo, não gostam de abrir sua intimidade para outra pessoa. O psicólogo Matheus Vieira afirma que, a vida conjugal saudável envolve uma dose de fusão com o outro, “agora somos um só, me perco e me acho em você”, mas também uma dose de individualidade, “eu, eu mesmo e basta”. E escolher ficar sozinha é antes de mais nada, gostar de si mesmo o suficiente para não entrar em qualquer relacionamento, porque o preço emocional a se pagar pode ser alto: “Estar sozinho tem seu preço, não é uma escolha fácil, mas que muitos vem fazendo em virtude de decepções anteriores”. Mas tem aquelas mulheres que querem sim um relacionamento, parte delas pelo menos, mas nos termos delas, não mais em condições de submissão ou como um papel de coadjuvante – se não for pra ter poderes iguais, nem saio de casa – . E quando for o momento, vão se permitir viver essa experiência.
Uma parte dessas solteiras, quando entram num relacionamento e o parceiro fala sobre compromisso mais sério, preferem dar um basta na relação. E, segundo Matheus Vieira, é possível que esse comportamento seja uma espécie de fuga, uma defesa, devido a relações mal fadadas, mas mesmo que essa muralha emocional seja forte, sempre haverá um espaço para alguém: “O que faz a relação ser boa é a forma, é a maneira que as pessoas se relacionam, não o fato de ter superado as barreiras emocionais”. Muitas estão numa fase, que só de pensar em conhecer uma nova pessoa e iniciar um novo relacionamento, já sentem preguiça, pois muitas vezes, na cabeça de algumas delas, essa relação já está destinada ao fracasso. E ter que começar tudo novamente, já as faz perderem o interesse. Conforme Matheus Vieira explica, se o parceiro(a) não for interessante o suficiente não há motivação para querer dividir a intimidade e isso vale para qualquer pessoa, não apenas àquelas que têm alguma “barreira emocional”: “Quantas vezes mantemos um caso por um tempo mas ele não aprofunda porque faz sentido apenas “no raso”?”.
Muitas delas, que estão na casa dos 50, 60, não estão dispostas a abrir mão da liberdade de não dar satisfação, saem e chegam a hora que querem. Quando estão em um relacionamento sentem saudades de estar só, e acabam dando um basta, pois cansam de ter que sinalizar seus passos. As pessoas à volta podem não acreditar, mas muitas estão solteiras por opção, não querem casar e não se sentem disponíveis para tal decisão. Amam a solteirice e afirmam que ser solteira é: “se amar muito”. Ainda revelam que ter companhia é só uma consequência. Outras, não se identificaram com alguém para construir uma família, ou não deu certo, mas ainda sonham em formar uma família “feliz”. Enquanto isso, aproveitam para viver, curtir, viajar quando quiser e traçar seu próprio roteiro, sem ter que se anular em prol da outra pessoa. Muitas delas afirmam que é melhor estar só que mal acompanhada, pois se tivessem casadas não teriam realizados tantos projetos.
Segundo Fonte: IBGE 2010, essas mulheres, solteiras, com idades de 30 a 50 anos, estão mais presentes no mercado de trabalho. Maduras, sentem-se seguras para tomar qualquer decisão, pois encontraram sua verdadeira vocação e se vêem bem resolvidas com suas escolhas. E a solteirice acabou sendo uma grande aliada na área profissional, pois ela se entrega com mais dedicação a sua carreira, é competente e confiante, chega a qualquer lugar. Construíram um relacionamento com o trabalho, e muitas vezes não sobra espaço para namorar. Aprenderam a ser diretas, são vaidosas e querem manter-se jovens por mais tempo, estão mais atentas aos detalhes, passaram a cuidar muito mais da saúde, se exercitam com mais frequência, controlam a alimentação para prevenir riscos futuros. Possuem independência sexual e estão no ápice da vida amorosa, fazem sexo com muito mais prazer, sem culpas, querem apenas satisfazer suas necessidades carnais, são autossuficientes.
Muitas mulheres da atualidade, com mais de 30 anos, que nas gerações passadas eram bombardeadas pela mídia com imagens ameaçadoras da velhice, não respiram o romantismo e sabem se posicionar na hora de tomar as decisões que a fazem feliz. Essas mesmas mulheres vivem a realidade de uma forma lúcida e se conhecem o suficiente para dizer que querem ser solteiras. Elas têm compromisso com elas mesmas e não espantam mais a sociedade com suas escolhas. Algumas delas, na adolescência, preferia estar estudando do que correndo atrás de “namorinhos”, e na casa dos 20 davam mais importância ao trabalho, lazer, ou outras coisas, do que um compromisso amoroso. E na vida adulta, já iniciam um relacionamento dizendo que não querem algo sério. Elas não priorizam namorar, casar, morar junto, estão felizes do jeito que estão. O psicólogo Matheus Vieira explica que essas pessoas gostam tanto da própria companhia que não a trocam facilmente: “como disse o autor Irvin Yalom: “só me tire a solidão se for me oferecer verdadeira companhia”’. Essa mulher solteira, independente financeira e sexualmente, bem resolvida, dona do equilíbrio perfeito, no ápice da sua beleza, possui uma resignação incrível e se adapta a qualquer situação que surja, Ela, só se recusa a viver uma vida insatisfeita.

O especialista no que se refere ao amor, suas implicações práticas e em relacionamentos, Matheus Vieira, é psicólogo, pedagogo, mestre em educação e escritor. O mineiro, que atualmente mora em Curitiba (PR), além da Psicologia Clínica, ministra aulas em universidades,cursos superiores e pós-graduação, e realiza palestras e workshops. O escritor, que está há mais de 20 anos na profissão, desde muito novo, sentia que sua vocação era atuar como psicólogo. Na adolescência, procurava ler e saber mais sobre emoções, comportamento humano e relações interpessoais. No Ensino Superior, ele teve certeza que a Psicologia era o caminho que deveria trilhar, e foi nessa época, graças a um coração partido, que começou a direcionar seus estudos para o Amor e seus desdobramentos. Para Matheus Vieira, a maioria dos problemas nos relacionamentos amorosos está no fato de termos como modelo de relacionamento um padrão que foi criado há mais de dois séculos e que não se sustenta mais nos dias de hoje. Matheus Vieira criou o projeto “Terapeuta do Amor” onde escutava experiências amorosas no calçadão da Rua XV, de Curitiba, ao lado de um banner escrito “Me conte sua história de amor”. O projeto o levou ao programa “Encontro com Fátima Bernardes”, em 2019.
Site: https://matheusvieira.com.br/
Instagram: @amornodiva
Fontes:
Agência Zapp News
Dia dos Solteiros | 15 de agosto – Calendarr
Dia do solteiro é 11/11 ou 15/8? Entenda por que existem as duas datas (uol.com.br)
https://globoplay.globo.com/v/7517372/
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/27903/000768061.pdf?sequence=1
http://www.istoe.com.br/reportagens/29947_JOGO+DE+GATA+RATO
http://pt.wikipedia.org/wiki/Balzaquiana
http://www.dicionarioinformal.com.br/balzaquiana/
http://www.significados.com.br/balzaquiana/
http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=2747
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742011000100009
http://www.bolsademulher.com/estilo/balzaquianas
http://naparoledasalme.blogspot.com.br/2014/04/manual-da-mulher-solteira-e-desesperada
http://renatovargens.blogspot.com.br/2010/02/evangelica-solteira-e-desesperada-para
http://www.espacoacademico.com.br/005/05ray.htm
http://blog.sensorella.com.br/35-e-solteira-e-dai/
http://www.a12.com/editora-santuario/noticias/detalhes/jovens-estao-casando-cadavez-mais-tarde
http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML1697832-1740-4,00
www.bolsademulher.com/estilo/balzaquianas
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