Zezé Di Camargo lança EP e videoclipe da música “Banalizaram” e avisa que pretende estender o projeto “Rústico” para vida inteira

Por Edna Rocha

 

“Estou em lua-de-mel, na verdade. Até comentei com a banda, lá em cima do palco, “a impressão que eu tenho, é que estou começando agora, a carreira agora”. A motivação é exatamente isso, é o que eu precisava na minha vida. E a pandemia me deu isso, parar, respirar…vai agora, mas vai na calma, vai por esse caminho. Sabe, a pandemia me deu essa sabedoria. Um aprendizado na vida pessoal, principalmente, muito grande”, Zezé Di Camargo.

Foto: Flaney Gonzallez

Na última quinta, dia 10 de fevereiro, o cantor Zezé Di Camargo,  que há 30 anos conhece os fãs e sabe das músicas que gostam, lançou EP e videoclipe da música “Banalizaram”, com uma festa temática no Villa JK, zona Sul de São Paulo. A noite começou com o sertanejo atendendo a imprensa, seguido de uma live e o pocket show, e às nove da noite, lançou em todas as plataformas digitais o clipe do projeto “Rústico”, que tem direção de Anselmo Troncoso, produção musical de Felipe Duran, supervisão geral de Emmanoel Camargo e artística com assinatura de Rafael Vannucci.

Numa época atípica, em que a humanidade está se reestruturando, para o embaixador do Pantanal, pelo estado do Mato Grosso, que tinha uma pescaria marcada para esta quinta e teve que desmarcar, realizar sonhos é muito valioso. Ele, que  adora estar com esse público e ver toda sua alegria, disse que o brasileiro aprende muito na adversidade e nunca desiste. Os fãs, que estão felizes em ver esse ídolo voltando às origens e realizando seu sonho, não viam a hora de conferir o clipe e  já estão ansiosos para estar com o filho de “seu Francisco”, na estrada. 

 

“Os fãs podem ter certeza, a gente vai estar sempre, como eu já disse, não vou deixar os nossos fãs órfãos de nada. Tenho certeza, quando eles verem o projeto pronto vão ficar muito felizes. Eu sei o que eles gostam de ouvir. 30 anos de convivência, sei a música que toca mais eles”, Zezé Di Camargo.

 

Foto: Flaney Gonzallez

Os fãs de Zezé Di Camargo, que encontrou na palavra “gratidão” a definição para tudo que sente em relação a realização de ver esse sonho antigo se concretizando, queriam saber e já podem comemorar. Zezé contou que vai ter CD e DVD, que será gravado em São Paulo, físico, e vai ter pendrive também, pois as pessoas querem ter uma recordação e devem abrir um canal para as vendas pela internet. Disse que vai ter show, um pouco mais intimista, e tem muita coisa para acontecer nos próximos três meses, pois pretende estender esse projeto para vida inteira. Para ele, que sempre foi transparente, expôs seus sentimentos, gosta de desafios e sempre os aceitou e encarou, ver o resultado e a aceitação do público, é gratificante.

 

O sentimento é de gratidão com a vida que sempre me propiciou a oportunidade de fazer aquilo que amo, e capacidade também de fazer aquilo que amo. Esse é o sentimento que eu tenho hoje, de ver as coisas se realizando, e ver que seus sonhos não podem morrer. Só vai morrer o dia que você não estiver mais aqui”, Zezé Di Camargo. 

 

Foto: Flaney Gonzallez

A pandemia, que obrigou Zezé Di Camargo a fazer uma pausa, pois antes dessa pausa, ele e Luciano estavam com a agenda lotada de shows, acabou ajudando na sua voz. Como ele mesmo disse, a pandemia o levou para o seu canto, o isolou lá, e falou: “agora, pensa em você um pouco. E é isso que aconteceu”. Neste período, instalado em sua fazenda em Araguapaz (GO), o filho da Dona Helena, começou a publicar seus vídeos em seu canal do YouTube, que estava parado há dois anos, e viu que o povo estava curtindo e manteve a produção e ainda teve a série Netflix. O sertanejo, que desenvolveu o projeto “Rústico”, que resgata ainda mais a sua essência de homem do campo, do amante das rimas e das noites enluaradas, acredita que todos nós saímos diferente depois dessa pandemia, pois o ser humano como um todo, aprende nas adversidades. 

 

“Eu sempre falo que o Brasil, não que eu deseje isso para o Brasil, mas o Brasil sempre foi o país de muita alegria, a gente nunca teve aqui uma grande catástrofe, somos um país que temos a tradição a paz e a alegria. A música brasileira nos proporciona isso. O povo brasileiro é um povo dócil, é um povo muito bom. Então, eu acho que muitas coisas que acontecem no Brasil, se fosse em outro país, a reação do povo seria outra, com certeza! Mas nós temos um povo de coração bom. E a pandemia me mostrou isso, mostrou que a vida não é aquele rolo compressor, que estava sendo a minha vida. Eu posso levar minha vida de uma maneira muito diferente, mais calma. Viver mais os momentos que eu gosto. Não achar que é só trabalho, que é só trabalho. Eu acho, quando você fica só, quando você se retrai em busca do seu eu interior você tem a condição de produzir muito mais. E é isso que a pandemia me deu. Me deu tempo para pensar na minha música, me deu tempo para pensar na minha voz, para trabalhar aquilo que eu pensava em trabalhar e não tinha tempo. Desenvolver outras maneiras de cantar, desenvolver outras músicas”, resumiu Zezé Di Camargo. 

 

Foto: Flaney Gonzallez

Zezé Di Camargo, que não gosta de deixar as coisas pela metade e costuma fazer um trabalho completo, começou o projeto solo cantando umas músicas e colocando no seu canal de YouTube. Ele postou a primeira música, deu resultado, postou a segunda música e o número de seguidores aumentou, e quando estava na décima música, veio a ideia de transformar num projeto, aproveitou a fazenda, os momentos que viveu com o pai, e veio a ideia da Netflix, de fazer algo sério, e transformá-lo num grande evento. Ele chamou as pessoas que deveriam estar com ele neste projeto, e o trabalho cresceu. Saiu, como ele mesmo disse “sem querer, querendo”, lembrando e parafraseando o personagem “Chaves” (Roberto Gomez Boloños), e logo veio a resposta do público. Entre abril e maio, deve gravar o DVD, está dependendo de montar o repertório, já tem até a banda montada, e depois do lançamento, vai abrir agenda e sair em turnê pelo país. E pretende estender o projeto para o resto da vida, pois uma coisa não interfere na outra. E ainda vai abrir a agenda com com a Wanessa, o projeto “Pai e Filha”, terá cerca de oito shows e eventos fechados. 

 

“O “Zezé Di Camargo e Luciano” é uma coisa, e o “Zezé Di Camargo Rústico” é outra. Como o Luciano também, cantando gospel, é outra coisa. Acho que dá para fazer um 3 em 1”, resumiu. 

 

Foto: Edna Rocha

Mirosmar José de Camargo, que ao lado do irmão Welson David de Camargo, alcançou a fama em 1991, quando o single “É o Amor”, composição dele, foi lançado e tornou-se um dos maiores sucessos do Brasil e vendeu mais de mais de 40 milhões de discos, foi Enredo da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, viu a história da sua trajetória ser contada na telona, no filme “II Filhos de Francisco”, no teatro com 2 Filhos de Francisco – O Musical entre tantas outras homenagens, elogiou o mano. O pai da Wanessa, que foi criado na igreja evangélica e ao lado de Luciano já gravou músicas gospel como “Quem é Ele” e regravou “Vai dar tudo certo”, disse que temos que gravar algo que faz bem para o coração, pois a música não tem fronteiras. E disse que o projeto de Luciano “A ti Entrego”, é um trabalho lindo e maravilhoso. 

 

“Luciano sempre foi um grande cantor, né? Sempre falei isso. Sempre teve essa voz maravilhosa, sempre cantou muito bem! Aliás, é um, eu sempre falo, que meu irmão, talvez, seja um dos poucos que você pode deixar o palco com ele sozinho, e ele comanda muito bem. A primeira música que lançou, quando ouvi, arrepiei! “Tempo”, né?”, ele elogiou o irmão e ainda completou dizendo que Daniel também gravou a música e terminou dizendo que é um trabalho maravilhoso. 

 

 

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