Menopausa: médico explica impactos no sono das mulheres

Além das ondas de calor e irritabilidade, insônia é um sintoma muito presente nessa fase.

 

Imagem de Silvia por Pixabay

A menopausa, ou declínio natural dos hormônios reprodutivos femininos, é um marco na vida das mulheres. De acordo com o Estudo Brasileiro de Menopausa, a idade mediana de ocorrência do último ciclo menstrual é de 48 anos, mas a partir dos 45 é comum observar a perda da capacidade de sintetizar e produzir hormônios sexuais, como progesterona e estrogênio, o que traz mudanças na fisiologia do corpo e comportamento, ocasionando sintomas e afetando principalmente a qualidade do sono das mulheres.

Uma pesquisa realizada pela Essity, empresa de higiene e saúde, apontou que 70% das brasileiras estão despreparadas para o climatério e não sabem amenizar as intercorrências deste período, que inclui irritabilidade, secura vaginal e insônia.

 

“Existem muitos fatores associados a piora do sono na menopausa, entre eles a presença das ondas de calor, suor excessivo, estressores da vida pessoal, preocupação com a saúde ou demandas crescentes no trabalho e a prevalência de indícios depressivos e de ansiedade”, explica João Gallinaro, psiquiatra especialista em medicina do sono.

 

Dados do Instituto do Sono revelam que 60% das mulheres sofrem de insônia em algum momento depois que a menopausa se instala. Além disso, um levantamento encomendado pela empesa Silentnight constatou que mulheres perdem cerca de duas horas e meia de sono por noite durante o climatério.

 

“Aquelas que já apresentam a presença de insônia persistente ao longo da vida têm um risco maior de problemas de sono na menopausa”, completa o médico.

 

Apesar da insônia inicial ser relativamente comum, durante o processo o tipo mais frequente é o de manutenção.

 

“Na maioria dos casos a mulher até consegue pegar no sono, mas fica acordando inúmeras vezes ao longo da noite”, elucida João. Esses despertares causam perdas significativas na liberação de hormônios, regulação do sistema imunológico e consolidação da memória, prejudicando a qualidade do sono. “É durante a noite que o organismo elimina algumas toxinas produzidas durante o dia e quem não dorme bem, perde esse processo”, argumenta o psiquiatra.

 

Menopausa: amenizando a insônia

Para tornar o processo mais leve para as mulheres, minimizar seus impactos e melhorar a qualidade do sono, algumas práticas são indicadas e podem ser incluídas na rotina, como atividade física, orientação nutricional e massagem.

  • A Terapia Cognitivo-Comportamental para insônia (TCCi), um conjunto de técnicas e intervenções psicoterapêuticas que tem como objetivo reestabelecer um padrão de sono de qualidade sem, necessariamente, o uso de remédios, é uma das principais formas de tratamento. “A TCCi funciona melhor depois de estabelecida uma rotina de sono, como por exemplo fixar horários para dormir e acordar, diminuir o uso do celular e estimular práticas que incentivam o sono”, orienta João Gallinaro.
  • Medicamentos e outras substâncias, desde que indicados após avaliação médica, também podem ajudar na diminuição dos sintomas. “Existem muitas classes de medicação que podem auxiliar como antidepressivos – muito usados nos sintomas vasomotores, indutores de sono, melatonina, fitoterápicos e outros suplementos”, esclarece o especialista. Por fim, a terapia de reposição hormonal pode ser benéfica em alguns casos, desde que não haja contraindicação.

 

 

Por http://txcomunicacao.com.br

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