Rio Corumbá: um trajeto de belezas naturais, mas também de desenvolvimento

Considerado um dos mais importantes de Goiás, o rio ancora muitas das atividades econômicas nas cidades que corta, entre elas o turismo ecológico

 

Foto: Divulgação

Além das águas em seu curso, os rios também levam ao surgimento e desenvolvimento de milhares de cidades. No Brasil, são muitos os municípios que de um rio tiraram, não só o seu nome, mas seu sustento e sua história. A bela Corumbá de Goiás, a 113 quilômetros de Goiânia, é um exemplo. Seu povoamento começou em 8 de setembro de 1731, como pólo de mineração principalmente no Rio Corumbá.

Desde então, esse curso d’água, que nasce nas encostas montanhosas da Serra dos Pirineus, a 1.100 metros de altitude, na divisa dos municípios de Cocalzinho e Pirenópolis, norteou o desenvolvimento da cidade de Corumbá de Goiás e todo o seu entorno. Ele tornou a região um importante pólo turístico, com atividades do turismo rural,  ecológico e lazer, além de contar com um rico patrimônio  histórico e cultural.

E, mesmo nos dias de hoje, esse que é um dos mais importantes rios de Goiás, continua sendo âncora de muitas das atividades econômicas. Incrustado no meio de uma bela mata preservada, o Hotel Fazenda Casa do Rio é um exemplo. A propriedade de 576 mil metros quadrados, é cortada pelo leito do Rio Corumbá, sua principal atração. Localizado a 18 quilômetros do Centro Histórico de Pirenópolis, e a cerca de 100 quilômetros de Goiânia e também de Brasília, foi construído em 1999, com arquitetura inspirada no Período Colonial no Brasil. 

O som das águas do Corumbá entre as pedras é a trilha sonora de toda a propriedade, trazendo a sensação de paz, descanso e integração com a natureza para os visitantes. Passando exatamente no meio da propriedade, uma passarela permite que os turistas tenham a experiência de atravessar e contemplar seu leito do alto. Em seu entorno, estão o restaurante e quartos, proporcionando uma verdadeira terapia de sons para os ocupantes. A hospedaria conta cinco blocos em arquitetura com inspiração colonial, todos erguidos no entorno do rio.

 

“É uma verdadeira dádiva da natureza, um presente ter um pedacinho do rio em nossa propriedade”, diz Waldir Moreira, proprietário do empreendimento que se chamava Hotel Fazenda Paraíso dos Sonhos e está sendo revitalizado e reaberto sob nova administração, com o novo nome de Hotel Fazenda Casa do Rio. A ideia de tornar a propriedade da família em um hotel fazenda foi estimulada pelos próprios amigos e familiares. “Eles vinham aqui e se encantavam com o lugar e me diziam que eu tinha de compartilhá-lo com mais pessoas”, conta.

 

Foto: Divulgação

As águas calmas do rio, no trecho da propriedade, permitem também o banho além da contemplação. Além desse contato com as águas, trilhas com matas virgens, gastronomia autoral, piscinas, academia, sauna, quadras de tênis, beach tênis, peteca e centro de convenções são outras atrações. No total, são quase 15 mil metros de área construída.

 

Rio do desenvolvimento

Com 576 quilômetros de águas inseridas só no território de Goiás, o Rio Corumbá é um importante afluente do Paranaíba e integra a bacia do Rio Paraná. Além do turismo, suas águas também servem ao abastecimento de cidades, à geração de energia e à irrigação de lavouras. 

Da propriedade do senhor Waldir, o rio Corumbá segue proporcionando o desenvolvimento do turismo ao longo de seu curso. Suas fartas águas foram o lago de Corumbá IV, um enorme reservatório de água construído para possibilitar a queda de água pelas turbinas da Usina Hidrelétrica Corumbá IV.  Com aproximadamente 173 quilômetros de área e capacidade para 3,7 trilhões de litros d’água, ele banha as cidades de Abadiânia, Alexânia, Corumbá de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto e Silvânia. Além da geração de energia, ele também abastece com água tratada cerca de 1,3 milhão de habitantes do Distrito Federal (DF) e de Goiás e, ainda, está criando um novo polo de turismo náutico no Estado. 

De lá, o Rio Corumbá dirige-se para o sudeste de Goiás, onde deságua no rio Paranaíba. Seu destino final é a Bacia do Prata, segunda maior da América do Sul, formada pelos rios Paraguai, Paraná e Uruguai. 

 

 

Por COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

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