Capoeira: terceiro Volta do Mundo – Bambas (VMB) promete fazer barulho sem abrir mão da ginga

Foto: Divulgação

No dia 4 de março, começaram as qualificatórias para o terceiro Volta do Mundo – Bambas (VMB), projeto de Capoeira, com torneios, que estão circulado pelo Brasil, se destacando no cenário nacional e internacional das artes marciais, e promete devolver à modalidade a importância que ela merece. O evento, que reuniu 82 atletas, aconteceu no Tijuca Tênis Clube, na zona Norte do Rio de Janeiro, e tem como embaixador e lutador de MMA, Thiago Marreta. Por conta da primeira disputa de cinturão, da história da capoeira, que deu mais força para essa edição do meio do ano, deixou a equipe com o objetivo de fazer muito mais barulho. Além de premiação em dinheiro, as regras permitem nocaute técnico – mas sem abrir mão da ginga e das sutilezas acrobáticas que marcam esse esporte. 

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Criado em agosto de 2022, o “Volta do Mundo”, reúne atletas que sonham viver do esporte, saber que finalmente existe uma competição que os represente – para não desistir ou migrar para lutas com mais visibilidade – e ter reconhecimento dentro e fora da bolha capoeirista. O carro-chefe do projeto é o Volta do Mundo – Bambas (VMB), campeonato que caminha para a terceira edição e está atraindo atletas do país inteiro e dos vizinhos sul-americanos, desde o primeiro evento. Os dois torneios iniciais foram realizados no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, e contaram com mais de 1000 pessoas ao vivo e cerca de 60 mil telespectadores online. Outro produto da marca é o “Volta do Mundo – Seletivas” (VMS), que qualifica os vencedores para o Bambas.

 

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“Além de mídia espontânea, que foi ótima, tivemos nas competições passadas um alcance interessantíssimo nas redes sociais. Mais de 2,8 milhões de pessoas no mundo inteiro visualizaram nossas postagens, com um engajamento de 8,5 % no alcance dos nossos posts”, orgulha-se Saverio Scarpati, diretor-executivo do Volta do Mundo Bambas, capoeirista há 31 anos, é formado pelo mestre Paulinho Sabiá.

 

 

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Sabe-se que 78,6% dos capoeiristas utilizam o Instagram como sua rede social favorita, seguido pelo Youtube (10,7%). Portanto, para os parâmetros analisados pelo departamento de marketing do evento, o interesse do público aponta para um potencial caminho de crescimento. Cada participante, para se ter uma ideia, teve um crescimento de até 30% no perfil do Instagram. “E tudo foi feito de forma orgânica, não houve impulsionamento”, observa Scarpati.

Para um esporte que, no entendimento dos seus idealizadores, precisa voltar a ter protagonismo, os números do sucesso nas redes são um facho de luz para um lugar de destaque com o qual eles estão comprometidos. Não à toa o embaixador do evento é o lutador de MMA, Thiago Marreta, ex-UFC e recentemente contratado pelo PFL. Marreta iniciou sua carreira na capoeira, antes de mudar de modalidade por não haver incentivos na época em que era praticante. Além de Marreta, o Volta do Mundo tem contado com o apoio irrestrito de Rodrigo Minotauro, Pedro Rizzo, Fabrício Werdum e atores familiarizados com o esporte como Felipe Simas, Dudu Azevedo e Isabella Santoni.

 

 

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“Nós queremos que a capoeira tenha o reconhecimento que ela merece como esporte, cultura e ferramenta de inclusão. Não queremos mais que os atletas desistam, parem no meio do caminho por não saber se terão um evento grande e respeitado que os represente e se, dignamente, terão premiação em dinheiro”, destaca Felipe Tropeço, mestre de capoeira e diretor-técnico do evento, completando: “Estamos longe de ser um UFC, mas queremos ser uma espécie Shooto Brasil, um Jungle Fight, eventos nacionais que não só abrem portas, mas empregam, remuneram e inspiram lutadores. O Volta do Mundo emprega essa premissa para os capoeiristas”.

 

 

Existe hoje no Brasil uma comunidade de 6 milhões de praticantes de capoeira. No que se refere a protagonismo, o cenário, segundo Scarpati, é desolador. O jovem que inicia e segue na modalidade se orgulha de representar o esporte, orgulho que aumenta quando ele se torna mestre e trabalha pelo fortalecimento da comunidade. Não há, porém, expectativa de remuneração como em outras artes marciais. Em raríssimos casos, como o de Thiago Marreta, o atleta chega à maior competição de lutas do planeta. Ainda assim, Marreta se destacou internacionalmente por ter praticado MMA, não apenas por conta da capoeira.

O fato é que a falta de protagonismo na ponta é um balde de água fria na comunidade. Além da falta de reconhecimento do esporte, os grandes representantes se ressentem de tratamentos às vezes jocosos.

 

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“A capoeira ainda é tratada com ironia, com deboche. Não é culpa das pessoas, eu entendo. Precisamos de um trabalho de construção. A gente escuta muita coisa em dissonância com a realidade do esporte. O nosso compromisso é devolver o destaque que a capoeira merece, sendo respeitada e admirada por pessoas fora da bolha. Aliás, temos que romper essa bolha”, diz Scarpati.

 

 

A estrutura da empresa, que toca o projeto, é formada por gestores, diretores, departamento de marketing, de comunicação, embaixador, departamento operacional, consultoria externa de branding e de comportamento de consumo, além de parceiros de negócios na Europa e na Ásia.

 

 

 

Fonte: Divulgação Hilton Mattos

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