Mudar de carreira depois dos 50: viável ou cilada? 5 dicas para fazê-la de forma saudável

Para o psicólogo Wanderley Cintra Jr., fazer um planejamento, conhecer melhor a área escolhida e usar a experiência anterior podem ajudar nesse processo

 

Foto: Pixabay/Imagens gratuitas

Mudar de carreira está longe de ser uma tarefa simples, afinal, trata-se de um recomeço que demanda muito aprendizado e paciência. Agora, imagine fazer isso depois dos 50 anos? Décadas atrás isso poderia ser impensável, mas hoje, com uma cultura de trabalho mais contemporânea, é totalmente viável.

Em um estudo da consultora de trabalho FHC EDC Group, 53% dos participantes que declararam terem mudado o propósito de vida haviam perdido o interesse pela carreira conquistada. A pesquisa não menciona a idade dos participantes, porém, percebe-se que mudar de carreira é algo mais corriqueiro do que se parece.

 

“Mas para a geração acima dos 50 anos, que vem de um período com poucas oportunidades e possibilidades de trabalho, não é tão simples. É comum cultivarem a ideia de que, a partir de certa idade, trocar de carreira é inviável”, diz Wanderley Cintra Jr, psicólogo especializado em comportamento do trabalho.

 

No entanto, Cintra explica que nunca é tarde para recomeçar a trajetória profissional, e que seguir outro caminho pode ter suas vantagens.

“A bagagem que você construiu ao longo dos anos pode ser usada ao seu favor nessa nova jornada”.

 

Por outro lado, questões como estabilidade financeira pode pesar nessa balança.

“Quando mudamos de área, criamos vícios naturais que podem afetar nossa adaptação em uma nova carreira. Por isso, a preparação precisa ser redobrada”, destaca Cintra.

 

Então, como proceder? Confira cinco dicas de como realizar a transição de carreira de forma saudável e evitar que se torne uma cilada:

  • Saiba o caminho: Não importa para qual área profissional escolhida, é preciso que, antes de tudo, haja uma preparação. “Pesquise quais cursos de especialização são mais requisitados, que tipos de habilidades são mais estimados pelas empresas, o formato de currículo e portfólio mais apropriados. Essa investigação é importante para começar o trajeto com o pé direito e sem pontas soltas”, explica Wanderley.

  • Assegure-se financeiramente: Na busca de qualquer sonho, o pragmatismo tem seu papel. “Depois de construir uma carreira por tantos anos, é possível que, na sua primeira oportunidade como iniciante na nova área, sua remuneração seja abaixo do que você estava acostumado, ou mesmo que você demore a encontrar um trabalho fixo. Esteja preparado para este tipo de contratempo e, antes de deixar sua carreira antiga por completo, crie uma reserva e assegure sua segurança financeira”, diz Wanderley.

  • Crie experiência antes do primeiro emprego: Hoje, a grande maioria das empresas prezam por experiências antecedentes. Se você não tem nenhuma bagagem na sua nova área de formação, há diversas maneiras de construí-la sem um emprego formal. “Não se feche às possibilidades. Procure por cursos, trabalhos voluntários, projetos e outras atividades que possam lhe dar a vivência necessária para que, em uma entrevista, você tenha o que mostrar”, aponta.

  • Esteja aberto a propostas: Planejamento é importante, mas ele não pode se tornar uma prisão. “Fomos ensinados que estabilidade é tudo. Mas, ao fazer um plano de carreira, não se preocupe em segui-lo tão à risca. Ele precisa ser um norte, não uma barreira. Então não tenha medo de se candidatar a diferentes vagas de emprego, com diferentes propostas. Você pode se surpreender no processo”, comenta.

  • Cultive seu networking: Entrar em uma nova carreira e construir um networking do zero pode não ser fácil. Mas, hoje, isso é chave para o crescimento profissional em qualquer setor. “Sua experiência com a antiga carreira não precisa ser jogada totalmente fora. Se possível, construa pontes entre contatos da carreira anterior com a nova. Conecte pessoas e, em consequência, elas se conectarão com você e as oportunidades virão”, conclui.

 

Wanderley Cintra Jr. é psicólogo graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina e especializado em comportamento no ambiente de trabalho. Cintra possui mais de 20 anos de experiência em treinamento e desenvolvimento de pessoas, acumulando mais de 55 mil horas de treinamentos ministrados. É o criador do método SpiderWebEmotions, utilizado em mais de 36 empresas no Brasil e no mundo, em empresas de Portugal, Itália, Canadá e Austrália. Cintra já concedeu entrevistas para os principais veículos de comunicação do Brasil, tendo propriedade para falar de temas como saúde mental, burnout, semana de trabalho com quatro dias, liderança, inteligência emocional, carreira, dentre outros.

 

 

Por gcomunicacao.com

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