Páscoa 2021: Cristo, realidade da vida, morte e ressurreição, em tempos de pandemia

Por Nilber Ferreira 

  

Arte: Nilber Ferreira

Manhã de Domingo, em Jerusalém. Fora um fim de semana de revoluções por segundo. O mestre, sucumbe ao flagelo da cruz, após traição, tortura e sacrifício. Descansava em uma sepultura cedida por José de Aritmatéia, um rico seguidor de sua doutrina. Seguidoras de Jesus, a saber, Salomé, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, foram ao sepulcro com unguentos aromáticos, ungir o seu corpo. Eis que elas encontram uma pedra removida, soldados, já haviam fugido de pavor, e um jovem de aspecto angelical avisa as mulheres tomadas de espanto que, Jesus não estava mais lá, havia ressuscitado. 

A primeira Páscoa foi celebrada quando o povo Hebreu ainda era dominado pelos egípcios. O cerimonial consistia em aspergir o sangue do cordeiro, sem manchas, sobre os umbrais das casas, a fim de proteger os primogênitos da passagem do anjo da morte, que mataria todos que não estivessem com esta marca em seus lares. A simbologia do cordeiro aponta para Jesus Cristo, Deus homem, entre os homens. O sacrífico do filho de Deus estabelece a ponte histórica dos eventos – A Páscoa do Egito e a nova Páscoa, em que Jesus, é o cordeiro divino morto, em favor de todos os homens, em todos os tempos.

Há um ano, nossas rotinas foram alteradas contra um inimigo desconhecido e microscópico, o “Corona Vírus”. Na atualidade, esse inimigo insiste em permanecer, regrar nosso cotidiano no tal “Novo normal”. Vidas foram ceifadas, do morro ao asfalto, do campo às grandes metrópoles. Sequelas físicas, mentais, econômicas e sociais, em todo o mundo. Fez a humanidade enxergar a sua pequenez e descontrole das situações, enxergar sua limitação, mesmo em face a tanto progresso científico e tecnologia avançada.

Acima deste ambiente caótico impera a mensagem de amor e esperança, apregoada por Jesus, há mais de 2000 mil anos. A entrega sacrificial, que se reverte em transformação de cenários de catástrofe para redimir a humanidade. Do ressurgimento das cinzas, tal como o mito da Phoenix, presente em inúmeras culturas. A ave rara, que habita nos desertos mais áridos existentes e que pressente o fim do seu ciclo. Recolhe e ajunta folhas e ervas, produz uma fogueira e se entrega às chamas. Depois desse processo, ela ressurge renovada, em uma ave mais bela e vistosa.

Impossível esquecer daqueles, que têm se entregado por tantas vidas, seguindo os passos de Jesus. Hoje, vemos milhares de profissionais atuando de forma quase sacerdotal, dedicando seus conhecimentos à busca do combate efetivo a esta enfermidade. Pesquisadores e cientistas, cederam grande parte do seu tempo para as vacinas, que  estão sendo disponibilizadas pelo povo. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, intensivistas, entre outros, na área da saúde, têm segurado e suportado a superlotação de unidades de atendimento hospitalar, em detrimento de seu estado emocional e físico.  Estes são os heróis de verdade.- Trabalhadores dos serviços essenciais têm se esmerilhado para atender a demanda, de quem precisou se proteger em casa, ou, tem condições de fazê-lo. Entregadores, motoristas, setor logístico, alimentício e farmacêutico, arriscam suas vidas para prover nossas necessidades. Guerreiros e guerreiras, de carne e osso. Merecem nossos Aplausos e reconhecimento!

 

A ressureição de Cristo, é a reviravolta no palco da existência humana. Vida vencendo a morte, e Luz rompendo as trevas. 

 

A tumba fria não foi capaz de reter JESUS O imperativo de agora, é entender o real sentido de empatia, de sentir a dor do outro, visto a situação difícil que se encontram famílias, em nosso país, e no mundo. Repartir com quem não tem trabalho, pão, teto, tranquilidade, carinho, e atenção. O clima de Páscoa, seja o start, o ponto de partida e sem revés para a compreensão, que nenhum de nós é uma ilha instransponível. Deixemos ser canal de alegria para os outros, independente das nossas diferenças e ideologias. Seja bálsamo de bons perfumes, seja, cheiro suave de renovo, seja, o ombro para o choro, seja, o ouvido para o consolo.

 

 

 É Domingo da ressureição. Cristo, Vivo está! Feliz Páscoa!!!

 

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