“CAZUZA PRO DIA NASCER FELIZ – O MUSICAL” estreia no Teatro Riachuelo (RJ)

Qual brasileiro, nos anos 80 e 90, e nos dias atuais, não cantava e canta “Pro Dia Nascer Feliz”, “Codinome Beija Flor”, “Exagerado”, “Brasil”, “Faz parte do meu show”, entre outros?

 

Foto: Divulgação

No próximo dia 30 de agosto, vai estrear a peça CAZUZA – Pro Dia Nascer Feliz, O Musical”, no Teatro Riachuelo, centro do Rio de Janeiro. Com novo elenco, a peça que foi assistida por 200 mil pessoas, tem direção de João Fonseca e texto de Aloísio de Abreu. O espetáculo reúne alguns dos maiores clássicos de Cazuza, tanto em carreira solo, quanto com a banda Barão Vermelho, como “Pro Dia Nascer Feliz” e “Codinome Beija Flor”. Estão também presentes no roteiro os hits ‘Bete Balanço’, ‘Ideologia’, ‘O Tempo não para’, ‘Exagerado’, ‘Brasil’, ‘Preciso dizer que te amo’ e ‘Faz parte do meu show’, além de reservar espaço para composições de Cazuza que ele nunca chegou a gravar, como ‘Malandragem’, ‘Poema’ e ‘Mais Feliz’.

 

“Não quero que me imitem. Não quero ninguém atrás de mim. Tenho muito medo de ser porta-voz de qualquer coisa”. Cazuza(1988) já profetizava o inevitável nesta declaração.

 

O talento instintivo e avassalador, o temperamento explosivo, a linguagem única e libertária fizeram dele um ícone sem precedentes na cultura contemporânea produzida no Brasil. Muito mais do que isso: ainda que à revelia foi, mesmo sem pretender sê-lo, o grande cronista da juventude brasileira dos anos 80. Morreu em 1990, no auge da carreira, aos 32 anos, e foi alçado ao precoce e definitivo mito no imaginário brasileiro. A peça está atualmente em cartaz em São Paulo.

 

 “Apesar de frequentar os mesmos lugares, eu não conhecia o Cazuza. Entretanto, sempre tive uma profunda identificação com a obra dele, que tem um quê de crônica da nossa época, revelando de forma rasgada comportamentos típicos dos jovens que todos éramos nos anos oitenta”, explica o autor Aloísio de Abreu.

 

Aloísio ainda completou dizendo que para construção do texto partiu das conversas com pessoas próximas a Cazuza e fez uma ampla pesquisa para a criação da estrutura dramática do espetáculo. E como a vida do personagem foi curta e ao mesmo tempo muito intensa, o autor procurou contar a história de forma ágil, avançando sempre a partir dos momentos de virada na carreira e na vida dele: a descoberta do teatro, o gosto pelo rock, o momento em que resolve cantar, montar uma banda, se profissionalizar, o estouro, as brigas, a mudança no estilo de sua obra, o estrelato solo, a descoberta da doença e a urgência poética no fim das forças.

 

“As músicas se inserem quase como parte do texto. Estrutura de musical mesmo. Claro que tem momento show, mas a trajetória do Cazuza é contada através das letras e da poesia dele. Tudo no texto ‘faz parte do show’“, complementa Aloísio.

 

A montagem deu continuidade à pesquisa desenvolvida pelo diretor João Fonseca de uma cena musical brasileira mais despojada e teatral. O diretor conta que os depoimentos de Lucinha Araújo foram fundamentais na estruturação cênica do espetáculo e que partir das lembranças dela, foi conhecendo a vida e a obra de Cazuza. Ainda resumiu dizendo que a peça alterna momentos exagerados e de puro rock’n’roll a momentos mais intimistas e delicados. 

Um amplo trabalho de pesquisa também foi essencial para a concepção musical do espetáculo. Os diretores musicais Daniel Rocha e Carlos Bauzys conceituaram a sonoridade em diferentes situações: Barão Vermelho não produzido; a gravação do primeiro disco; e depois do sucesso, já consolidados. A banda solo de Cazuza também é reproduzida com fidelidade. 

Um elenco formado por: Osmar Silveira (Cazuza), Susana Ribeiro (Lucinha Araújo), Marcelo Varzea (João Araújo), Fabiano Medeiros, André Dias, Carolina Dezani, Carlos Leça, Igor Miranda, Dezo Mota, André Viéri, Fabiana Tolentino, Philipe Carneiro, Bruno Narchi, Oscar Fabião, Matheus Paiva e Pamella Machado.

 

FICHA TÉCNICA:

Texto de Aloísio de Abreu

Direção Geral João Fonseca

Direção Musical Daniel Rocha 

Coreografias Alex Neoral

Cenário Nello Marrese

Figurino Carol Lobato

Design de luz Daniela Sanches e Paulo Nenem

Design de som Gabriel D´Angelo

 

SERVIÇO:

30 de agosto a 08 de setembro

Local: Teatro Riachuelo (Rua do Passeio, 38/40 – Centro, Rio de Janeiro).

Telefone: (21) 3554-2934.

Horário: Sextas e sábados, 20h | Domingo, 19h.

Ingressos: Plateia Vip R$150 | Plateia R$ 130 | Balcão Nobre R$110 | Balcão R$50.

Duração: 165 minutos.

Classificação: 14 anos.

 

 

 

 

 

Fonte/ Créditos: Barata Comunicação/ MNiemeyer Assessoria de Comunicação

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