Beija-Flor representa a massa na segunda noite de Desfiles do Grupo Especial no Rio

Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha, Salgueiro, Imperatriz e Beija-flor sacodem a Marquês de Sapucaí

  

A Massa/ Foto: Edna Rocha

 

Nesta segunda-feira, dia 12 de fevereiro, seis escolas do Grupo especial fecharam os desfiles na Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro. Miguel Falabella foi homenageado pela Unidos da Tijuca. Portela falou sobre os Judeus que passaram pelo Nordeste. União da Ilha trouxe os sabores do Brasil para Avenida. O Salgueiro impactou ao falar sobre o ventre africano que deu luz ao mundo “mães pretas”. Imperatriz comemorou o bicentenário do Museu Nacional. E a Beija-Flor voou baixo e levantou poeira ao apresentar “Os filhos abandonados na Pátria que os pariu”, a escola de Nilópolis caiu nas graças do público que tomou a Marquês de Sapucaí ao término do desfile da Azul e Branco. Um espetáculo marcado também pela presença de diversos famosos da política, esporte, música e entretenimento que estiveram presentes no Sambódromo.

 

Marília mendonça
Foto: Edna Rocha

 

Mais uma vez os sertanejos marcaram presença na Marquês de Sapucaí, a dupla Fernando e Sorocaba se apresentaram no camarote Woods, Marília Mendonça cantou no camarote Guanabara e a dupla Henrique & Diego agitaram a galera no camarote da Itaipava. Estiveram prestigiando o espetáculo o prefeito de São Paulo, Jorge Dória e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Além de famosos como a cantora Alcione, Carla Prata, Ana De Biase, Sabrina Sato, Claúdia Raia, Edson Celulari, Elymar Santos, Sharon Menezes, Gretchen, Roger Flores e a filha, Martnalia, Plabo Vitar, Mestre Paulinho, Xandy de Pilares, Juliana Alves (madrinha da bateria da Unidos da Tijuca), entre outros.

 

Tijuca/ Foto: Edna Rocha

 

O segundo dia de Desfiles começou com a Unidos da Tijuca prestando uma homenagem e fazendo uma retrospectiva à história do o ator, autor, diretor, Miguel Falabella. Cláudia Raia, veio como “viúva negra”, inspirada no filme “O beijo da mulher-aranha”. As atrizes Aracy Balabanian, Cissa Guimarães e Arlete Salles foram destaque no carro que recordou os programas: “Vídeo Show”, “Sai de baixo” e “Toma lá, dá Cá”. Marisa Orth, “A Magda” foi a Rainha da Bateria com os ritmistas caracterizados de “Caco Antibes”, personagem vivido por Falabella no serie popular da rede Globo nos fins de noite de domingo.

 

Portela/ Foto: Edna Rocha

 

Portela, atual campeã, junto com a Mocidade, falou do Povo judeu que teve uma passagem pelo Nordeste antes de se estabelecer e fundar a cidade de Nova York. O barco na comissão de frente se transformou-se na águia, símbolo da escola de Madureira. Piratas e Bois nos carros alegóricos representaram os desafios enfrentados pelos refugiados nos mares e solo semiárido nordestino.

Foto: Robson Barreto/ Divulgação Zapp News

 

A união da Ilha do Governador deu ares culinários à Sapucaí, ao apresentar nossa vasta culinária. Chefes famosos foram destaque no carro alegórico “comida de boteco”, entre eles Claude Toisgros, Flávia Quaresma e Roberto Ravioli. O carro abre-alas exalou aroma de Café e o carro do Cacau espalhou uma mistura de sensações na Avenida exalando chocolate, limão e melão. Gracyanne Barbosa foi a Rainha da Bateria, com os componentes trajados de cozinheiros.

 

Salgueiro/ Foto: Edna Rocha

 

O Salgueiro, com suas cores vivas e empolgantes, balançou a Avenida ao honrar as mulheres africanas e suas representantes famosas e anônimas, que fazem parte da história. O luxo dos carros e das alegorias estiveram tecnicamente impecáveis. Inspirado em um enredo antigo que homenageou Chica da Silva. Viviane Araújo, que representava a rainha do antigo império do Egito, Hatshepsut, acompanhava a bateria que veio vestida de Faraós e com os rostos pintados de preto.

 

Imperatriz/ Foto: Edna Rocha

 

A tradicional Escola de Ramos, Imperatriz Leopoldinense, contou os 200 anos de fundação do Museu Nacional, antiga residência da família imperial. A passarela do Samba foi invadida por Múmias, insetos e vários esqueletos de cabeça da réplica de dinossauro, famosa no acervo do Museu. O posto da Rainha Cris Vianna, que estava há quatro anos na posição, foi ocupado pela tenente do corpo de bombeiros, Flávia Lyra. Houve um atraso na concentração na hora de colocar um destaque no 3° carro alegórico, o que falava da zoologia, por pouco comprometeu o espetáculo da agremiação.

 

Beija-Flor/ Foto: Edna Rocha

 

A Beija-Flor de Nilópolis produziu um desfile vigoroso, a Escola retratou a realidade que o povo brasileiro está vivendo, inclusive os Cariocas. O contexto da violência, corrupção e descaso do poder público, as diversas manifestações de intolerância magnetizaram o público. Mães com seus filhos mortos, policiais mortos, arrastões, ratos, favelas, mendigos, catadores de lixo, paletós e notas de cem cenográficas, jogatina política nos poderes da nação, essas cenas, embora tristes, estão fazendo parte do cotidiano do carioca, impactaram a plateia. Foi um pedido de justiça social, igualdade e liberdade para a população. Antes mesmo da escola deixar a Avenida, o público, que se identificou com o enredo, invadiu a pista, seguiu cantando e acompanhado a Beija-Flor, celebrando a união dos povos.

 

Foto: Edna Rocha

 

Nesta quarta, 14, ás 15:30, na Praça da Apoteose, será conhecida a Campeã do Carnaval Carioca, com transmissão da Rede Globo. O quesito enredo, será o primeiro da lista a ser considerado e caso de empate, que sagrará a Campeã 2018.

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